Câmara faz nova votação e aprova redução da maioridade penal

Vinte e quatro horas depois de ver rejeitada a redução da maioridade penal para crimes hediondos e graves, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiu aprovar há pouco uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) mais branda costurada por ele com seus aliados.

Após uma manobra apelidada pelos deputados governistas de “pedalada regimental” e mais de cinco horas de discussão sem manifestantes, mas com direito a dedos em riste e medidas procrastinatórias por parte dos partidos da base do governo, os parlamentares aprovaram por 323 votos a favor, 155 contra, duas abstenções e quatro obstruções a proposta que determina que jovens com mais de 16 e menos de 18 anos sejam punidos como adultos quando praticarem crimes hediondos, homicídio doloso (com intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.

O texto também determina que os criminosos desta faixa etária cumprirão pena em unidades específicas que devem ser construídas por União e Estados. Cunha articulou a solução com seus aliados ainda na madrugada de ontem. Líderes do PSD, do PHS e do PSC apresentaram a emenda que excluía dos crimes passíveis de redução da maioridade tráfico, roubo com causa de aumento de pena, terrorismo e lesão corporal grave, como previa o texto rejeitado ontem por ter atingido apenas 303 votos. Por se tratar de uma PEC, eram necessários 308 votos.

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Deputados governistas acusaram Cunha de golpe e disseram que irão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Não imagine que com atitude ditatorial vai intimidar quem quer que seja. Com atitude ditatorial o senhor não vai fazer com que seus interesses prevaleçam. O Parlamento brasileiro não é a casa de vossa excelência”, esbravejou o deputado Glauber Braga (PSB-RJ).

Cunha reagiu: “Não se dê o direito de desrespeitar o presidente da Casa”, afirmou. “Quem não concorda com a decisão, recorra à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ou ao STF”.

Para os governistas, Cunha armou um “golpe regimental” por não ter se conformado com a derrota da medida que defende. Os deputados argumentam que esta emenda aglutinativa não tem fundamentação em propostas apresentadas durante o período de discussão da sessão de ontem e, portanto, não poderia ser votada.

“Ele não aceita derrota. Esta aglutinativa não tem suporte de conteúdo”, afirmou a líder do PC do B, Jandira Feghali (RJ). “Vamos lutar para evitar um golpe regimental”, disse a deputada antes da votação.

O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) disse que Cunha praticava uma “pedalada regimental”, em alusão às pedaladas fiscais. Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que o presidente da Casa estava cometendo um estupro do regimento. “Há uma violência na interpretação da matéria”.

Aliados de Cunha negaram manobra e dizem que a aglutinativa é regimental, pois baseia-se em elementos do texto original, ainda não votado. “PECs não votadas podem ter partes de seu texto aglutinadas em um texto de consenso. Não é manobra. É um caminho legítimo”, afirmou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Senado
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou ontem que criará uma comissão especial para discutir a questão. A avaliação dos senadores foi de que não faz sentido aprovar alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sem que a Câmara termine a discussão sobre alterações na Constituição.

“Vou conversar com os líderes. Vamos criar uma comissão, para que nós possamos apreciar, num esforço só, todas as matérias relativas à redução da maioridade penal e as alterações no ECA”, afirmou Renan.

Redução da maioridade penal foi rejeitada

Faltaram 05 votos  para que a proposta que reduz a maioridade penal fosse aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira. O resultado seria diferente se a bancada do PSDB tivesse votado unida em torno da orientação do partido. A sigla foi parte fundamental do acordo que deu forma ao texto apreciado em plenário. Mas cinco parlamentares da sigla marcaram voto “não”: Max Filho (ES), Mara Gabrilli (SP), João Paulo Papa (SP), Eduardo Barbosa (MG) e Betinho Gomes (PE). (Gabriel Castro, de Brasília)

A maioria do Congresso NÃO representa a vontade da maioria do povo brasileiro e sim aos interesses ideológicos comunistas. Mais de 80 da população é a favor da redução da maioridade penal. Que democracia é esta? Em defesa de criminosos disfarçados de criancinhas?

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Senado aprova aposentadoria compulsória aos 75 anos para todos os servidores públicos

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (1º) proposta que estabelece a aposentadoria compulsória dos servidores públicos aos 75 anos. Pela regra atual, essa aposentadoria se dá aos 70 anos. A mudança atinge todos os servidores públicos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A matéria tramitava em regime de urgência – o que permite superar prazos e etapas – e recebeu 59 votos favoráveis e 5 contrários. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 274/2015 Complementar, de iniciativa do senador José Serra (PSDB-SP), foi apresentado para regulamentar a Emenda Constitucional 88/2015, conhecida como PEC da Bengala, promulgada no início de maio. A emenda determina que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU) se aposentarão compulsoriamente aos 75 anos de idade. Com o projeto aprovado pelo Senado, o novo limite para aposentadoria compulsória fica automaticamente estendido aos demais servidores públicos.

Para o senador José Serra, a extensão da aposentadoria compulsória para os 75 anos de idade é vantajosa tanto para os servidores como para a administração pública.

— Este é um projeto que representa um jogo de soma positiva. É uma medida vantajosa seja para quem se aposenta, seja para o governo, do ponto de vista financeiro. O governo vai economizar mais de R$ 1 bilhão por ano, com o aumento do tempo de serviço. Por outro lado, permite que muitos funcionários públicos que ainda não cumpriram o tempo de serviço possam se aposentar plenamente — explicou.

Junto ao projeto foi aprovada emenda incluindo os integrantes da Defensoria Pública, uma vez que hoje são carreira independente do corpo de servidores público. O relator da matéria, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que, com a proposta, “ganham, os servidores públicos, a opção de se aposentar mais tarde, ganha a Previdência, ganha a administração pública”.

Inconstitucional

Os votos contrários vieram de senadores que argumentaram que o projeto é inconstitucional. Segundo alertou o senador José Pimentel (PT-CE), há pouco tempo o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional Lei Complementar 144/2014, que trata da aposentadoria especial para policiais, por considerar que este tema é de iniciativa privativa da Presidência da República. A tese também foi defendida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Já a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) criticou a proposta por dar o mesmo tratamento a autoridades que assumem cargos por indicação política – como ministros de tribunais – a servidores que conquistaram os cargos por concurso público.

Legalidade

Em defesa da constitucionalidade do projeto, o autor da proposta esclareceu que a lei apenas regulamenta uma emenda constitucional, como previa a legislação, igualando a regra aos demais servidores públicos do país.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também elogiou a aprovação da matéria, ressaltando que é uma medida que já deveria ter sido tomada há muito tempo.

— Os velhos que se mantêm experientes devem ter o direito de continuar trabalhando. Só espero que isso não atrapalhe o ingresso dos jovens no serviço público, já que, é preciso que os servidores se aposentem para que novos cheguem — acrescentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves – 01/07

“O que preocupa ao conjunto da sociedade é a perda da capacidade de governabilidade que o governo vem demonstrando. Seja na sua articulação no Congresso Nacional, seja na reação ao desemprego crescente, à taxa de juros exorbitante, ao desânimo que tomou conta da economia em absolutamente todos os setores. O que há hoje de grave no Brasil é um sentimento de desânimo porque. quando você olha para o governo, não o encontra. O Brasil hoje tem um vácuo de poder que preocupa a todas as pessoas que acompanham o agravamento e a forma com que vem se deteriorando o quadro político e econômico no país”, disse o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, em entrevista coletiva hoje (01/07), sobre os resultados da pesquisa CNI que apontam mais de 80% de desaprovação ao governo Dilma.

Enquanto se esfacela, Lula conspira para derrubar Mercadante e Cardozo do desgoverno Dilmandioca

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net
Um boato fortíssimo entre lobistas revela que, na noite de quinta-feira passada, Luiz Inácio Lula da Silva teve um violento ataque de nervos que o obrigou a ser atendido por médicos. A fim de não dar na pinta, o socorro chegou camuflado em um furgão (e não em uma ambulância convencional), no apartamento de São Bernardo do Campo. Verdade ou lenda, o certo é que Lula nunca esteve tão em baixa e preocupado com sua própria sobrevivência política. O mito se esfacela. Salvação real? Só em caso de morte súbita…
Já recuperado do faniquito e pronto para outro, o tenso Lula viaja correndo nesta segunda-feira para Brasília, onde terá uma reunião de emergência com senadores e deputados do Partido dos Trabalhadores. No encontro, $talinácio vetou a presença de ministros do governo Dilma Rousseff. A Presidenta, que está nos EUA para o beija-mão ao Barack Obama, segue completamente encurralada pelo encurtamento do tempo político por aqui. Seu desgaste perante a opinião pública parece irreversível. Já é consenso que, se não houver um milagre, seu governo não chega ao final do ano – isto na hipótese mais otimista.
A crise interna é violentíssima. Tanto a política quanto a econômica. A moral nem se fala… Dilma Rousseff só não está mais perdida do que Lula – que parece um cara cego e sozinho no meio de um alambique inesgotável… Por isso, invocando o espírito de $talinácio, o chefão da seita petista quer cobrar fidelidade e apoio incondicional em sua defesa, diante do risco de envolvimento de seu nome nos desdobramentos da Lava Jato. Como a Força Tarefa já anunciou oficialmente que só investigou apenas 25% das broncas, e nem mexeu inteiramente no ninho de cobras com foro privilegiado (missão para o Procurador Geral da República com o Supremo Tribunal Federal), Lula já tem certeza de que sobrará para si muito problema escondido nos 75% a serem investigados.
Dando uma de “opositor da Dilma” (com quem finge estar rompido), Lula exige as cabeças de dois aliados que considera “traidores”: o ministro chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante, e o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A bronca de Lula com Mercadante (agora diretamente enrolado na bombástica delação premiada do chefão do cartel de empreiteiros, Ricardo Pessoa) é que ele resolveu agir com “luz própria” e não se comportou como seu pau mandado do ex-Presidente no seio do governo (ao contrário dos antecessores (José Dirceu, Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann). Já a imperdoável raiva do Cardozo é por ele, além de não conseguir controlar a Polícia Federal, também não ter sabido defender os empreiteiras dos ataques da “turma do juiz Sérgio Moro”.
O Alerta Total repete por 13 x 13: A hora da decisão nunca esteve tão próxima. O impasse institucional se agrava como nunca antes na história deste País. Os três poderes, altamente desgastados, batem cabeça. A maioria da sociedade, alarmada com a violência e afetada pela crise (que combina carestia, inflação e desemprego), aumenta a tensão e dá sinais de que pode perder a paciência a qualquer momento. A tendência é de conflito. A barbárie e o caos estão apenas começando. O desfecho no day after é imprevisível.

Dilma ataca uma lei que ela sancionou

A bobagem dita por Dilma Rousseff sobre a chamada delação premiada é maior do que parece. Como nós já vimos, ela disse nos EUA que não respeita delatores e lembrou que ela, mesmo sob rotura, não delatou ninguém. Pior ainda: resolveu evocar a sua condição de mineira para citar Joaquim Silvério dos Reis, o homem que traiu os inconfidentes. Entendi: vai ver João Vaccari Neto é Tiradentes; Renato Duque é Cláudio Manuel da Costa, e Nestor Cerveró, Tomás Antônio Gonzaga.

Reinaldo Azevedo. Leia mais

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves

As novas declarações da presidente Dilma Rousseff, dadas hoje, em NY, atestam o que muitos já vêm percebendo há algum tempo: a presidente da República ou não está raciocinando adequadamente ou acredita que pode continuar a zombar da inteligência dos brasileiros.

Primeiro, ela desrespeitou seus próprios companheiros de resistência democrática ao compará-los aos atuais aliados do PT acusados de, nas palavras do Procurador Geral, terem participado de uma “corrupção descomunal”.

A presidente chega ao acinte de comparar uma delação feita, dentro das regras de um sistema democrático, para denunciar criminosos que assaltaram os cofres públicos e recursos pertencentes aos brasileiros, com a pressão que ela sofreu durante a ditadura para delatar seus companheiros de luta pela democracia.

A presidente realmente não está bem.

É preciso que alguém lhe informe rapidamente que o objeto das investigações da Polícia Federal, do MPF e da Justiça não são doações legais feitas de forma oficial por várias empresas a várias candidaturas, inclusive a minha, mas sem qualquer contrapartida que não fosse a alforria desses empresários em relação ao esquema de extorsão que o seu  partido institucionalizou no Brasil.

O que se investiga – e sobre o que a presidente deve responder – são as denúncias feitas em delação premiada pelo Sr. Ricardo Pessoa que registram que o tesoureiro da sua campanha e atual Ministro de Estado Edinho Silva teria de forma “elegante” vinculado a continuidade de seus contratos na Petrobras à efetivação de doações à campanha presidencial da candidata do PT.

Ou ainda a afirmação feita pelo mesmo delator de que o tesoureiro do seu partido, o Sr. João Vacari, hoje preso, sempre o procurava quando assinava um novo contrato para cobrar o que chamou de “pixuleco”.

Não será com a velha tentativa de comparar o incomparável que a Sra. Presidente vai minimizar sua responsabilidade em relação a tudo o que tem vindo à tona na Operação Lava Jato.

O fato concreto é que, talvez nunca na história do Brasil, um Presidente da República tenha feito uma visita oficial a outro país numa condição de tamanha fragilidade. E afirmações como essa em nada melhoram sua situação.

Aécio Neves

Presidente nacional do PSDB

Organização criminosa

O país tem sido governado, ao longo destes últimos anos, não por um partido, não por mandatários legitimamente eleitos, mas por uma verdadeira organização criminosa

Dinheiro sujo irrigou as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Dinheiro da corrupção financia o partido da atual e do ex-presidente da República. Para os petistas, era tudo “pixuleco”. Para os brasileiros, é a prova (mais uma) de um crime que precisa ser exemplarmente punido.

As gravíssimas revelações vieram a público em reportagens da revista Veja 

e do jornal O Estado de S. Paulo

 neste fim de semana. São parte da delação premiada feita por Ricardo Pessoa, engenheiro da construtora UTC e tido como “chefão” do grupo de empreiteiras que movimentou bilhões em propina surrupiados de estatais, em especial a Petrobras.

As campanhas petistas teriam sido financiadas com dinheiro de caixa dois desviado de contratos mantidos por grandes empreiteiras com nossas estatais. Para a de Lula, foram R$ 2,4 milhões; para Dilma, R$ 7,5 milhões. No total, veio muito mais, irrigando cofres petistas pelo país afora, não apenas em épocas eleitorais, mas de forma contínua.

As revelações de Pessoa eram aguardadas há tempo. No início do ano, ele fez chegar à imprensa que o ministro da Comunicação e tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, estava “preocupadíssimo

” com o que o empreiteiro tinha a revelar. Silva é um dos ministros palacianos diretamente envolvidos no escândalo da hora – o outro é Aloizio Mercadante (Casa Civil), de alopradas transações no passado.

A única reação do partido da boquinha até agora foi dizer, mais uma vez, que fez o que todo mundo faz, na tentativa de pôr no mesmo saco quem tem o controle do caixa bilionário das estatais e quem não passa nem na calçada delas. O PT também fez saber que tentará enquadrar o ministro da Justiça, talvez pensando, quem sabe, em mandar prender a Polícia Federal.

O que Pessoa relatou não conflita em nada com tudo o que vem sendo descoberto pela Operação Lava Jato desde março do ano passado. As peças formam um quebra-cabeça coerente, articulado e planejado. Colam-se com perfeição com outras revelações já feitas por outros investigados. Também por isso, o STF homologou a delação de Pessoa.

Desde que ascendeu ao poder, o PT adotou a corrupção como política de governo e como método de gestão. Começou com a compra de apoio parlamentar por meio do mensalão e foi ganhando tentáculos que transformaram o aparato estatal num imenso balcão de negócios. O petrolão é a forma mais sofisticada de assalto ao Estado já vista.

A Justiça Eleitoral já investiga o caso e ouvirá Pessoa. Se ficar comprovado que dinheiro desviado da Petrobras e de outras estatais financiou Dilma, assim como fez com Lula, estará caracterizada fraude e aberto o caminho para a impugnação da chapa vencedora.

Uma coisa é claríssima: o país tem sido governado, ao longo destes últimos anos, não por um partido, não por mandatários legitimamente eleitos, mas por uma verdadeira organização criminosa.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

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A lista de Ricardo Pessoa

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A revista Veja que já está nas bancas revela quer o engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, tem contratos bilionários com o governo, é apontado como o chefe do clube dos empreiteiros que se organizaram para saquear a Petrobras e cliente das palestras do ex-presidente Lula. Desde a sua prisão, em novembro passado, ele ameaça contar com riqueza de detalhes como petistas e governistas graúdos se beneficiaram do maior esquema de corrupção da história do país.

As confissões do empreiteiro deram origem a 40 anexos recheados de planilhas e documentos que registram o caminho do dinheiro sujo.

Em cinco dias de depoimentos prestados em Brasília, Pessoa descreveu como financiou campanhas à margem da lei e distribuiu propinas. Ele disse que usou dinheiro do petrolão para bancar despesas de 18 figuras coroadas da República. Foi com a verba desviada da estatal que a UTC doou dinheiro para as campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2014. Foi com ela também que garantiu o repasse de 3,2 milhões de reais a José Dirceu, uma ajudinha providencial para que o mensaleiro pagasse suas despesas pessoais. A UTC ascendeu ao panteão das grandes empreiteiras nacionais nos governos do PT. Ao Ministério Público, Pessoa fez questão de registrar que essa caminhada foi pavimentada com propinas. Altas somas.

A lista dos favorecidos

Campanha de Dilma em 2014,    7,5 milhões de reais

Campanha de Lula em 2006,    2,4 milhões de reais

Ministro Edinho Silva (PT)   *

Ministro Aloizio Mercadante (PT),   250.000 reais

Senador Fernando Collor (PTB), 20 milhões de reais

Senador Edison Lobão (PMDB), 1 milhão de reais

Senador Gim Argello (PTB),    5 milhões de reais

Senador Ciro Nogueira (PP),   2 milhões de reais

Senador Aloysio Nunes (PSDB), 200.000 reais

Senador Benedito de Lira (PP), 400.000 reais

Deputado José de Fillipi (PT),  750.000 reais

Deputado Arthur Lira (PP), 1 milhão de reais

Deputado Júlio Delgado (PSB), 150.000 reais

Deputado Dudu da Fonte (PP),  300.000 reais

Prefeito de São Paulom, Fernando Haddad (PT) , 2,6 milhões de reais

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto,  15 milhões de reais

O ex-ministro José Dirceu,   3,2 milhões de reais

O ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado,   1 milhão de reais

Ex-presidente da UTC diz em delação que repassou R$ 3,6 milhões ao tesoureiros de Dilma e do PT

O ex-presidente da UTC, Ricardo Pessoa detalhou em depoimento de delação premiada que repassou R$ 3,6 milhões de caixa dois para o ex-tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi, e o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, entre 2010 e 2014. Ele entregou aos investigadores uma planilha intitulada “pagamentos ao PT por caixa dois” que relaciona os ex-tesoureiros a valores.

Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou a delação de Ricardo Pessoa, o que significa que as informações prestadas por ele em depoimento à Procuradoria Geral da República poderão ser utilizadas como indícios para ajudar as investigações.

Atual secretário municipal de saúde de São Paulo, José de Filippi, é uma das pessoas mais próximas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de ser o responsável pelas contas da campanha de Dilma Rousseff ele foi o tesoureiro da campanha à reeleição de Lula em 2006.

Os supostos pagamentos a José de Filippi relacionados pelo ex-presidente da UTC em delação premiada somam R$ 750 mil e foram feitos nos anos eleitorais de 2010, 2012 e 2014. Há apenas um pagamento fora da calendário eleitoral, no ano de 2011, de R$ 100 mil. ( ESTADÃO)

Como punir empresários sem punir empresas e ao mesmo tempo a economia do país?

“Trata-se aqui de empresas que, por sua dimensão econômica, com patrimônio de bilhões de dólares, têm relevante papel na economia brasileira”, disse Moro, na semana passada. “Até razoável, no contexto, discutir a sobrevivência das empresas através de mecanismos de leniência para preservar a economia e empregos”.

A necessidade de conter a corrupção e ao mesmo tempo manter as grandes empreiteiras intactas se tornou uma espécie de mantra entre as autoridades do país, e isso inclui a presidente Dilma Rousseff, que disse em um discurso, em janeiro, que “as pessoas que foram culpadas é que têm que ser punidas, não as empresas”.

A proibição de novos contratos, disse Moro na ordem de prisão divulgada em 19 de junho, causaria “efeitos colaterais danosos” em uma economia que já enfrenta a pior contração em 25 anos.

A investigação envolveu empresas controladas por seis das famílias mais ricas do Brasil — Odebrecht, Andrade, Gutierrez, Camargo, Queiroz Galvão e Mata Pires –, que comandam fortunas combinadas avaliadas em mais de US$ 17 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

“Assim, elas (as empreiteiras) hoje são uma peça muito importante – talvez decisiva – no funcionamento da economia e da política brasileira”, disse Pedro Campos, professor de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

 

 

ONU desejava impor drogas e sexo livre para crianças

Cid Alencastro

ONUA chamada UNFPA (sigla em inglês do Fundo de População das Nações Unidas) estava querendo impor aos países-membros que as crianças e adolescentes tivessem direito a sexo, droga e aborto… para reduzir a população!

Ou seja, aborto disponível de forma gratuita para adolescentes, sem necessidade de consentimento dos pais ou responsáveis; liberdade para uso de drogas e mesmo para a prostituição; e diminuição da participação dos pais na formação sexual de seus filhos.

Tudo isso consta do documento “Estado da População Mundial-2014”, o qual põe em causa as leis que exigem autorização dos pais para acesso ao aborto, aos anticoncepcionais, ao uso de agulhas para consumir drogas etc. Além de criticar normas contrárias “às relações entre pessoas do mesmo sexo, ao consumo de drogas e à venda de sexo ou o trabalho sexual”.

Em suma, segundo o informe desse Fundo da ONU, a chave para o desenvolvimento está em garantir que a conduta sexual dos adolescentes não seja supervisionada, mas irrestrita e financiada com dinheiro público, e sobretudo não vise à procriação.

O que o UNFPA postula é a imposição da anarquia sexual entre os jovens, a pretexto de que ela lhes garantirá o bem-estar e ao mundo inteiro. E acusa de intolerantes os Estados que não adotam essas normas. 

Reações salutares

O representante da ilha Nauru — o menor país do mundo, localizado na Oceania — recriminou encolerizado o UNFPA por “acossar” seu governo. “A ONU pensa que pode fazer isto porque Nauru é o menor Estado?”.

Delegações africanas e outras queriam omitir ou precisar no documento, termos como “educação sexual integral” e “saúde sexual e reprodutiva e direitos reprodutivos”“expressões que supõem a aceitação da homossexualidade, os direitos sexuais para crianças e o aborto”.

Após duas semanas de negociações, não se chegou a um acordo sobre a aplicação de tais normas draconianas e imorais.

ONUO embaixador Usman Sarki, da Nigéria [foto], representando os africanos, emitiu uma mensagem mordaz. Criticou os governos e ativistas que se utilizam da ONU para promover questões sociais polêmicas.

Sarki sustentou que se trata de um projeto “repleto de temas controvertidos” e lamentou as tentativas de manipulação das negociações por parte de burocratas das Nações Unidas. Também deixou claro que as negociações da ONU deveriam estar“livres de toda influência indevida, pressão e coerção”. E criticou a pressão exercida sobre os funcionários na sede dessa organização.

Os delegados africanos queixaram-se ainda da pressão sem precedentes exercida pelo UNFPA nas capitais de suas nações e em Nova York. Tal pressão visa incluir a chamada “educação integral sobre a sexualidade humana”, que promove a atividade sexual de crianças de até cinco anos de idade.

Os promotores desse informe imoral não esperavam essas reações. Um delegado de El Salvador, que encabeçou as negociações, estava particularmente decepcionado. John Wilmoth, principal demógrafo da ONU, disse ao final da reunião que ficara “estupefato”. A presidente belga teve de “pôr fim a uma resolução, em lugar de tentar amoldar as inquietações em face do projeto conciliatório que havia elaborado”.

Disso tudo resulta uma lição. Quando os que defendem a boa causa não cedem ante as imposições revolucionárias e se negam a qualquer conciliação traiçoeira, os revolucionários se veem obrigados a recuar.

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Artigo publicado na Revista Catolicismo, Nº 774, junho/2015. 

Noticiário baseado nos informes do Center for Family and Human Rights (C-Fam), de 22-11-2014 e 4-4-2015.

Fonte: A

 

JUSTIÇA NEGA HABEUS CORPUS PARA EXECUTIVOS DA ODEBRCHT

O Desembargador João Pedro Gebran Neto alegou que não há motivos para interferir na decisão do juiz Sérgio Moro e que a revogação da prisão colocaria em risco a ordem pública

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou nesta quinta-feira os pedidos de habeas corpus em favor de Cesar Ramos Rocha e Rogério Santos de Araújo, executivos da empreiteira Odebrecht, presos na 14ª fase da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. A decisão é do desembargador federal João Pedro Gebran Neto.

Justiça nega Habeus Corpus para Lula

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos autor da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, negou o pedido, argumentando que “não existe qualquer fundamento legal para a pretensão”. O HC resguardaria Lula da humilhação de ser preso preventivamente ou conduzido coercitivamente pela Polícia Federal para as lotadas e geladas cadeias de Curitiba. Independentemente de qualquer decisão, Lula ficou com seu nome ainda mais exposto de forma negativa. Tal dano à imagem dele não tem preço.

O desembargador João Gebran Neto foi além: “Cuida-se apenas de aventura jurídica que em nada contribui para o presente momento, talvez prejudicando e expondo o próprio ex-presidente, vez que o remédio constitucional (habeas corpus preventivo) foi proposto à sua revelia”. O magistrado ressaltou que o autor usou em sua petição notícias de jornais, revistas e portais de informação, que “não servem como fundamento”. Gebran Neto também antecipou que a petição será enviada ao Ministério Público Federal “para adoção de providências cabíveis”, tendo em vista que o autor usou linguagem “imprópria, vulgar e chula, inclusive ofendendo a honra de várias pessoas nominadas na inicial”.

Dilma e a mandioca

Especialmente impressionado com o que batizou de  “discurso da mandioca sapiens – o novo ícone do governo de Dilma Rousseff” ─. o jornalista Celso Arnaldo Araújo mantém internada desde ontem a recordista em hospedagens no Sanatório Geral. Vai continuar por lá mais algumas horas, determinou o descobridor do dilmês no recado em que pinçou um dos dez piores momentos da mais bisonha e implausível oradora da história do Brasil:
“Então, aqui, hoje, eu tô saudando… eu tô sandando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil”.
O vídeo de 48 segundos sopra que, pelo que disse antes e depois de anunciar que a mandioca ─ como a Copa de 1958, a Independência, o milésimo gol de Pelé, o desfile inaugural na Sapucaí ou a primeira visita do Papa ─ figura entre as mais extraordinárias façanhas nacionais, Dilma deve permanecer no Sanatório mais alguns meses. Ou anos. Ou para sempre, sugere a contemplação do torturado e torturante funcionamento do maquinismo mental resumido num neurônio só. Tente acompanhar o palavrório sem pé nem cabeça:
“Nós tamo comungando a mandioca com o milho, e certamente nós teremos uma série de outros produtos que foram essenciais para o desenvolvimento da civilização humana ao longo dos séculos“, começa o trecho do que foi, na imagem de Nelson Rodrigues, uma patuscada inverossímil da cabeça aos sapatos. Na continuação, entra a celebração da mandioca. A plateia endossa a maluquice com risos e aplausos. Segue o baile.
Com um estranho objeto na mão esquerda, a presidente explica o que é aquilo. “Pra mim essa bola é um símbolo da nossa evolução. Quando nós criamos uma bola dessas, nós nos transformamos em homo sapiens”. Faz uma pausa ligeiríssima, capricha no sorriso superior e corrige: “Ou mulheres sapiens“. Termina o vídeo.
Mas o enigma continua: o que houve com a Doutora em Nada que vai tornando muito pior o que aparentemente alcançara os limites do péssimo? O falatório na abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas confirma que, depois de confessar que poucas coisas na vida são mais aprazíveis que caipirinha com tequila, Dilma deu de enveredar pelo traiçoeiro terreno da ambiguidade, apimentando o idioleto que inventou com expressões que, em português, podem significar isto, aquilo ou outra coisa muito diferente. Há uma semana foi o rego. Agora é a mandioca.
Se o impeachment por excesso de delinquências tropeça em malandragens de rábula, que tal resolver o grande problema do Brasil com a interdição por falta de cérebro? Quem exuma mulheres sapiens e faz declarações de amor à mandioca é incapaz de governar sequer a derradeira oca habitada pelo único sobrevivente da última tribo isolada nos confins da Amazônia.

 

Viagra feminino causa polêmicas

Tanya Zbrodko mavka@inbox.ru
Tanya Zbrodko mavka@inbox.ru

Viagra feminino causa controvérsias. Embora o Viagra tenha renovado muitos casamentos e dado uma vida sexual mais duradoura aos homens, o mesmo parece não ocorrer com o Viagra feminina, já que o desejo das mulheres parece ser muito mais complexo que o masculino. Leia mais:
http://goo.gl/fb/h0sc

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Consultor pediu habeas corpus preventivo para Lula

O pedido de habeas corpus preventivo para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebido na quarta-feira, 24, pela Justiça Federal no Paraná foi impetrado por Mauricio Ramos Thomaz, que se apresenta como consultor. A medida busca evitar eventual ordem de prisão contra ex-presidente no âmbito Operação Lava Jato.

Nos autos da Lava Jato, oficialmente, não há nenhum indicativo de investigação sobre o ex-presidente no esquema de corrupção na Petrobras. O ex-presidente nega que seja o autor do pedido.

Segundo a assessoria de imprensa do instituto, a equipe do ex-presidente está averiguando quem é o autor da ação. O Instituto Lula trabalha com duas hipóteses: a primeira de que seja algum simpatizante que tomou a iniciativa sem consultar o ex-presidente. E a segunda, em sentido oposto, de que seja uma provocação de algum adversário interessado em desgastar politicamente o ex-presidente e envolvê-lo na operação Lava Jato.

O Instituto Lula informou achar “estranho” o fato de que o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) tenha divulgado a informação em suas redes sociais antes mesmo de o habeas corpus ter sido revelado pela imprensa ou o instituto ter sido consultado. Ainda de acordo com o instituto, Lula soube do habeas corpus por meio da imprensa.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que divulgou pelo Twitter que um habeas corpus preventivo em nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi protocolado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), disse apenas ter dado publicidade ao documento. A assessoria de Lula disse que causa “estranhamento” o fato de Caiado ter dado a notícia antes de todos e destacou que qualquer pessoa pode entrar com um habeas corpus.

O senador do DEM disse ao Broadcast Político que recebeu o documento de um amigo advogado. “Quem deve dizer se é verdadeiro ou não é a Justiça do Paraná”, disse. Ao saber que o Instituto Lula informou estranhar que ele tenha sido o primeiro a dar a notícia, Caiado disse: “Quem entrou (com habeas corpus) não é problema meu. Eu cobro que a Justiça esclareça”.

Há cerca de 15 dias, um laudo pericial indicou que a Camargo Corrêa pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 e 2013. Foi a primeira vez que os negócios do ex-presidente apareceram nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobras com prejuízo de R$ 6 bilhões já reconhecidos pela estatal.

São três pagamentos de R$ 1 milhão cada registrados como “Contribuições e Doações” e “Bônus Eleitoral” para o Instituto, aberto por Lula após ele deixar a Presidência da República, em 2011. A revelação sobre o elo da empreiteira – uma das líderes do cartel alvo da Lava Jato – com Lula consta do laudo 1047/2015, da Polícia Federal, anexado nesta terça-feira, 9, nos autos da investigação.

Na ocasião, o Instituto Lula e a Camargo Corrêa se manifestaram. Veja o que cada um informou:

O Instituto Lula

O Instituto Lula informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os valores registrados na contabilidade da Camargo Corrêa foram doados legalmente e que não existe relação entre a entidade e questões eleitorais.

“O Instituto Lula não prestou nenhum serviço eleitoral, tampouco emite bônus eleitorais, o que é uma prerrogativa de partidos políticos, portanto deve ser algum equívoco.”

Segundo a assessoria do Instituto, “os valores citados no seu contato foram doados para o Instituto Lula para a manutenção e desenvolvimentos de atividades institucionais, conforme objeto social do seu estatuto, que estabelece, entre outras finalidades, o estudo e compartilhamento de políticas públicas dedicadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo”.

Quanto aos valores para a empresa do ex-presidente a assessoria informou que “os três pagamentos para a LILS são referentes a quatro palestras feitas pelo ex-presidente, todas elas eventos públicos e com seus respectivos contratos”.

“Essas doações e pagamentos foram devidamente contabilizados, declarados e recolhidos os impostos devidos.”

A nota informa ainda que “as doações ao Instituto Lula e as palestras do ex-presidente não tem nenhuma relação com contratos da Petrobras”.

“A Construtora Camargo Corrêa esclareceu que as contribuições ao Instituto Lula referem-se a apoio institucional e ao patrocínio de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no exterior.”

Repúdio do governo

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse agora no Plenário da Câmara que a conduta do senador do DEM, Ronaldo Caiado (RJ) tem de ser repudiada. Caiado divulgou pelo Twitter que um habeas corpus preventivo em nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi protocolado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e disse apenas ter dado publicidade ao documento.

“Esse tipo de inverdade não pode prevalecer. O nosso repúdio, como vice-presidente do PT, ao líder do DEM que semeou essa mentira e terminou contaminando as redes sociais”, disse Guimarães.

Depois de o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) comentar a notícia em Plenário e afirmar que o habeas corpus pode ser “uma estratégia inteligente” dos advogados de Lula, o deputado petista Wadih Nemer Damous Filho (RJ) também fez uma defesa do ex-presidente.

“O presidente Lula não precisa de habeas corpus preventivo”, disse, durante a sessão plenária que acontece na tarde desta quinta-feira, 25, para apreciar os destaques do projeto de lei que revê a política de desoneração da folha de pagamentos. O texto-base do projeto foi aprovado nesta madrugada. “Fica aqui o desmentido peremptório em nome de Lula, que não tem nada a ver com essa aventura”, afirmou.

O deputado Afonso Florence (PT-BA) também tomou a palavra e disse que a bancada petista na Casa se “solidariza e manifesta repúdio a mais este ataque” contra Lula.

Mais cedo, a assessoria de Lula disse que causou “estranhamento” o fato de Caiado ter dado a notícia antes de todos e destacou que qualquer pessoa pode entrar com um habeas corpus. O senador do DEM disse que recebeu o documento de um amigo advogado e quem entrou (com o habeas corpus) não era problema seu.

 

“Eu voto no PT e voto sempre no Ivan Valente, do PSOL. Mas veja bem, não tem nada a ver (o habeas corpus) com política, não. Quando eu acredito numa coisa, eu faço a coisa, entendeu?”

A declaração ao Estadão é de Mauricio Ramos Thomas, de 50 anos, autor do habeas corpus preventivo em favor de Lula, o “Brahma”, de quem diz ter apertado a mão “uma vez em 1982, 1983, sei lá o quê”.

Mauricio também disse:

“Existe uma ameaça concreta de que o Lula pode ser preso.”

Pois é. O próprio Brahma, espumando de raiva, já admitiu que é o “próximo alvo”.

FONTE: ESTADÃO

Lula posa de autocrítico do PT para se descolar de Dilma e mobilizar fanáticos caso Moro mande prendê-lo

Posted: 23 Jun 2015 04:16 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net
Os recentes “sincerícídios” de Luiz Inácio Lula da Silva têm três evidentes intenções. A clara motivação estratégica é reconstruir o PT, de repente até mudando o nome do partido que desmoralizou a honradez, de olho no médio e longo prazos. Já o objetivo tático, nada fácil, é teatralizar uma autocrítica que permita a Lula se descolar do fracasso de Dilma, para uma tentativa de disputar a sucessão de 2018, ainda muito distante. Uma terceira jogada, não declarada, consiste em sensibilizar a militância para a guerra que pode ser gerada com uma eventual queda da Presidenta ou com uma nada improvável prisão do próprio Lula pela Lava Jato.
Lula aproveitou ontem a conferência “Novos desafios da democracia” – em parceria com as fundações Friedrich Ebet e Perseu Abramo – para vender a visão ilusória que ele e seu grupo político têm de “democracia”. Lula até tocou em um tema que sempre tratou, publicamente, como tabu: o Foro de São Paulo – que caiu na boca da oposição nas redes sociais que o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, resolveu amaldiçoar. Enquanto manda o recado pseudodemocrático, Lula arma seu exército para reagir e resistir caso seja preso e/ou Dilma seja derrubada ou forçada a renunciar em função das crises política, econômica e institucional.
Novamente, Lula voltou suas baterias contra seu alvo preferencial: a tal “mídia” – aquela mesma que os governos petistas compram, através das verbas de publicidade oficial, ou usando o recurso invisível dos mensalões pagos a jornalistas amigos nas redações e nos blogs amestrados. Lula, que teve o patrocínio da Odebrecht para montar um mega sistema de informação e informática em seu instituto, bateu na imprensa adversária-inimiga e cobrou reação dos petistas no terreno virtual, onde mais apanha: “Aqui no Brasil nós reclamamos muito da mídia. A oposição aqui é a imprensa. Em alguns jornais, eles fazem oposição pelo editorial. Ao invés de brigar com isso, temos que melhor saber usar a internet, melhor saber usar as redes sociais”.
Sempre deixando clara sua visão autoritária do controle midiático pelo Estado, $talinácio até invocou a memória de seu histórico inimigo Leonel Brizola para reclamar: “O Brasil está defasado. A regulação é de 1962, no tempo que ligar do Rio Grande do Sul para Brasília, segundo o Brizola, levava seis horas. Não tinha nem fax. E na era da TV Digital, ainda tem nove famílias que controlam toda a comunicação do país”. Na verdade, se o Mensalão e a Lava Jato não tivessem atrapalhado, Lula gostaria de ter conseguido hegemonia suficiente para destronar as nove famílias e implantar a dele e do PT no negócio lucrativo e estratégico da mídia.
Se falar mal da mídia faz parte do cardápio natural de $talinácio, ganha ares patéticos a tentativa de criticar o PT, para tentar o milagre de fingir que a crise do partido nada tem a ver com ele. Depois de ter proclamado a religiosos, quinta-feira passada, que “Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto e ele próprio está no volume morto”, Lula voltou ontem a teatralizar uma autocrítica: “Eu acho que o PT perdeu um pouco a utopia. Eu lembro como é que a gente acreditava nos sonhos, como a gente chorava quando a gente mesmo falava, tal era a crença. Hoje nós precisamos construir isso porque hoje a gente só pensa em cargo, a gente só pensa em emprego, a gente só pensa em ser eleito e ninguém hoje mais trabalha de graça”.
Lula voltou a falar na tal “revolução interna” do PT, em uma jogada, até desesperada, para devolver motivação aos militantes desiludidos. Para tanto, Lula jogou com a demagógica comparação ideológica comunista entre o velho que precisa ser sempre superado pelo novo. $talinácio encenou: “O PT precisa urgentemente voltar a falar pra juventude tomar conta do PT. O PT está velho. Eu, que sou a figura proeminente do PT, já estou com 69 (anos), já estou cansado, já estou falando as mesmas coisas que eu falava em 1980. Fico pensando se não está na hora de fazer uma revolução neste partido, uma revolução interna, colocar gente nova, mais ousada, com mais coragem. Temos que decidir se nós queremos salvar a nossa pele e os nossos cargos, ou queremos salvar nosso projeto. E acho que nós precisamos criar um novo projeto de organização partidária nesse país”.
Aproveitando a presença no debate do ex-presidente do Governo da Espanha, Felipe González, filiado ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Lula indicou que o PT deve adotar um modelo semelhante a um partido surgido na Europa, o Podemos: ” O PT era, em 1980, o que é hoje o Podemos. A gente nasceu de um sonho, de que a classe trabalhadora pudesse ter vez e ter voz, e nós construímos essa utopia. Há necessidade de repensarmos a esquerda, o socialismo e o que fazer quando chegamos ao governo. Enquanto você é oposição é muito fácil ser democrata você pode sonhar, pensar, acreditar, mas quando você chega ao governo, precisa fazer, tomar posições. Nunca antes na história do Brasil o povo exerceu tanto a democracia e participou tanto das decisões do meu governo como o povo participou quando o PT chegou ao governo”.
Nesse momento, Lula aproveitou para falar de um tema que sempre tratou como tabu: o Foro de São Paulo, organização que ele fundou junto com Fidel Castro, em 1990, para reorganizar as ações da esquerda revolucionária na América Latina e Caribe, contando com a parceria de grupos guerrilheiros e de narcotraficantes (que sempre os petistas omitem). Lula falou romanticamente do FSP: “O Foro de São Paulo foi criado com a ideia de educar a esquerda latino-americana a praticar a democracia. Na Argentina, nem o Maradona unificava a esquerda. Hoje, os partidos de esquerda participam de governos nesses países”.
Em síntese: Lula com certeza está com medo do dano que pode lhe causar um eventual pedido de prisão emitido pelo juiz Sérgio Moro, em função de delações de empreiteiros. Os movimentos que Lula faz agora são, exatamente, para tentar transformá-lo em “vítima do autoritarismo”, caso o pior aconteça. Assim, se fingindo de coitadinho autocrítico, Lula tenta manter mobilizado o fiel “exército” de militantes fanáticos pela causa da velha seita nazicomunopetralha.
Pelos movimentos de Lula, a hora de uma batalha (sangrenta ou não) se aproxima… Como se vê, $talinácio está cheio de gás… Ele sabe que, não demora, o cenário vai feder…

NAS BARBAS DE LULA

Com as críticas a Dilma e ao PT, o ex-presidente tenta tirar o foco do que realmente interessa: sua responsabilidade no assalto ao Estado brasileiro investigado pela Lava Jato

A nova fase da Operação Lava Jato pôs Luiz Inácio Lula da Silva no centro das atenções e na mira da Justiça. Bastou a Polícia Federal prender dois dos mais poderosos empreiteiros do país – e de ligações muito próximas com o ex-presidente da República – para que o petista pusesse em marcha uma estratégia para sair do fogo cruzado. Lula sabe que é o alvo da vez, e age.

A prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, ocorrida na sexta-feira, suscitou a interpretação de que as investigações do Ministério Público escalaram mais alguns degraus e se aproximaram do topo da cadeia alimentar. Estaria, pois, perto de chegar a quem de fato mandava em todo o esquema.

O próprio entorno de Lula passou a circular a sensação de que ele seria “o próximo alvo

” dos juízes que investigam a roubalheira nas estatais, tendo a hoje combalida Petrobras no epicentro dos desvios bilionários. Quem mais se beneficiou do esquema foi o ex-presidente, tanto na sua gestão quanto na de sua pupila; tanto no governo, quanto fora dele.

Bastou o foco criminal virar-se contra ele para Lula ensaiar, desde o fim da semana passada, um movimento para tentar mudar a direção das atenções. Primeiro, num encontro com religiosos, e depois, ontem, numa palestra pública, o ex-presidente tenta agora transformar a discussão sobre o enfraquecimento do PT no centro do debate.

Para Lula, o PT está “no volume morto”, “está velho

” e só “pensa em cargos”. É bem diferente do que ele dizia, há apenas duas semanas, a seus liderados reunidos durante o congresso nacional do partido em Salvador: “O PT continua vivo, bem vivo

“. Resta evidente que, com a mudança de foco, Lula busca sair da alça da mira.

Fato é que interessa menos discutir o esfacelamento do PT, no momento em que o partido é o que mais perde filiados e atrai a menor parcela de simpatizantes

em décadas. O que importa, agora, é esclarecer a participação do ex-presidente e líder-mor petista no esquema criminoso que assaltou o país nos últimos anos.

Interessa menos se a crítica de Lula incomoda Dilma ou desnuda fragilidades de seu governo. Para perceber o óbvio, a população não precisa de tradutores: a reprovação à atual gestão e a consciência das agruras do dia a dia é latente na maioria dos brasileiros. Só não enxerga a crise atual quem não quer.

Lula pode querer debater seu partido com seus filiados. Mas antes precisará explicar-se a juízes, investigadores e à sociedade brasileira tanto mais fique comprovado que o esquema que pôs o Estado a serviço de seu projeto político foi arquitetado por ele desde o mensalão. A hora agora é de prestar contas com a Justiça e não de esticar o PT no divã – para o que sobrará tempo suficiente quanto o partido estiver apeado do poder.

QUEM PLANTOU O BOATO DO SUICÍDIO? OS PETISTAS?

“Me disseram há pouco que correu um boato de que eu estava internada, vocês acham que eu estava?”, questionou Dilma correndo a mão sobre a silhueta mais fina graças a uma dieta rigorosa. Antes de se afastar dos jornalistas, a presidente ainda sorriu e jogou um beijo para o alto, dirigindo-se para o seu gabinete.

Dilma “errou” ao falar sobre o tema publicamente. o assunto não foi divulgado pela imprensa “porque não tinha credibilidade”, mas agora “a própria Dilma pautou os jornalistas”.

Está chegando a hora do Lula ocupar o lugar que merece. Contagem regressiva………

Na próxima segunda-feira 29/06,  (o juiz Sérgio Moro deve começar a ser ouvidos alguns dos 12 presos na 14ª fase da Operação Lava-Jato. Os primeiros depoimentos serão do executivo da Odebrecht Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, os executivo da Andrade Gutierrez Antonio Pedro Campelo de Souza e Flávio Lúcio Magalhães, além de Christina Maria da Silva Jorge, da Hayley do Brasil. 

A previsão é de que até o dia 3 de julho, Moro deve ouvir todos.

O depoimento de  Marcelo Odebrecht é o que pode acabar com a república petralha.

O prazo de Dilma para explicar as “pedaladas” fiscais, está acabando. E os EUA também investiga a Odebrecht.

Os próximos capítulos do fim do dilmolulupetismo, será emocionante. Será que o chefão, vai para o xilindró?

Jorge Roriz

Lula poderá ser preso pela PF

Último boletim interno da Polícia Federal informa que o ex-presidente Lula, que era tratado como o número 1 ou Brahma, pela turma das propinas da Lava Jato, deve ser preso a qualquer momento. Lula se esquivou de negócios com países sérios e deu preferência por países sem compromisso com a ética.
Devido a investigação do Ministério Publico Federal onde Lula ajudou a Empresa Odebrecht a fechar contrato no exterior nos anos de 2011 á 2014 ele atuou ajudando empresas a fecharem grandes negócios no exterior, eles chamam Lula de Lobista Chefe do esquema de corrupção, lula agiu principalmente nos países onde é mais fácil desviar dinheiro público como Gana, Angola, Republica Dominicana e Cuba e financiado com dinheiro do BNDES grandes obras como construção de Aeroportos, Portos e grandes rodovias tudo com dinheiro do Brasil,o valor pode passar de quatro bilhões de reais sacado dos cofres do BNDES. O ex presidente não possui imunidade parlamentar por não estar exercendo nenhum cargo publico parlamentar, e poderá a qualquer momento ser detido para ser interrogado pela justiça.

SEMINÁRIO DE LULA – Para Okamotto, a democracia é uma masturbação com ambições de ser uma suruba

Destaque – É impressionante que o Brasil tenha produzido essa monstruosidade política disfarçada de operário bonachão e bom camarada.

Por Reinaldo Azevedo – Veja Online
Não sei se o Brahma estava em seu estado normal ou se alterado por algum fator exógeno. O fato é que convidou Felipe Gonález, ex-primeiro-ministro da Espanha, para debater democracia no instituto que eleva o seu nome, e ele mesmo, Lula, defendeu a ditadura, ainda que com outras palavras. O homem rasgou a fantasia quando o tema “imprensa” surgiu à mesa. Tomou a palavra e defendeu a “regulamentação” da mídia, que, segundo ele, é comandada no Brasil por nove famílias e constitui a verdadeira oposição. Mais uma vez, o chefão petista traiu a real intenção do PT nesse caso: é controlar conteúdo, sim. Mais: se a mídia fosse a oposição, então ele estaria querendo controlar a… oposição!
Que coisa, né? Há dias, Felipe González esteve na Venezuela. Também ele tentou falar com os presos políticos, a exemplo do que fizeram os senadores brasileiros. Também ele não conseguiu. Deixou o país hostilizado pelo governo de Nicolás Maduro, que é um queridinho de… Lula. Entenderam? Nesse particular, o político espanhol pensa o que pensa a oposição brasileira, que o chefão petista chama de golpista. Há, portanto, uma diferença entre Gonzalez e o ex-presidente brasileiro: um pode falar em nome da democracia; o outro não.
Quem abriu o seminário foi Paulo Okamotto, que é, assim, uma espécie de porão de Lula. Tudo o que diz respeito à vida do Babalorixá de Banânia, que é mais escuro e que não deve ser exposto na sala de visitas, está no subsolo, no departamento Okamotto, o homem que viajava com o Brahma a serviço das empreiteiras. Eu não conhecia o lado, digamos, pensador do camarada Okamotto. O país e o mundo estavam privados, até esta segunda, de um filósofo político inigualável.
Ouvindo Okamotto, a gente descobre que a democracia é, assim, uma espécie de masturbação que anseia ser uma suruba. Ele definiu de forma singularmente criativa esse regime político: seria o “exercício solitário de pensar o que é bom para as pessoas”. Ninguém nunca havia atingido essa altitude antes. Nem vai atingir. Calma que há mais.
O parceiro de viagens do Brahma também refletiu sobre as redes sociais. Segundo esse criativo pensador, elas “complicam a democracia”. Huuummm… Quando o PT atuava praticamente sozinho nas ditas-cujas, certamente ele não via complicação nenhuma. O PT, como esquecer, criou até uma coisa chamada “MAV” — Militância de Ambientes Virtuais, cujo objetivo é policiar as redes, trolar quem não é petista, assediar moralmente as pessoas, atacá-las, chamá-las de reacionárias, golpistas etc. No PT, quem cuida do tema é um de seus dirigentes mais poderosos: Alberto Cantalice, vice-presidente. Que gente exótica!
Okamotto só passou a achar que as redes sociais complicam a democracia quando os petistas começaram a perder a guerra virtual — e como perdem! O partido é motivo de chacota. É por isso que o governo veio com aquela cascata de uso responsável das redes. Como sempre, na raiz de todas as iniciativas dessa gente, está o ânimo para censurar.
Sempre que Lula se vê diante de uma personalidade internacional, dele decide refletir com aparente profundida. Quase repetindo Reinaldo Azevedo, a quem ele atacou no congresso do partido, afirmou que o PT está velho e precisa de uma revolução: “Nós temos que definir se queremos salvar nossa pele, nossos cargos, ou nosso projeto”. Huuummm… Eu diria que os companheiros querem tudo isso. E, de preferência, com uma excelente remuneração. Ah, sim! Repetisse integralmente Reinaldo Azevedo, teria dito: o PT já morreu.
Lula promove um seminário de última hora pra ver se consegue, repetindo a sua expressão, sair do volume morto. Vai ser difícil, né? Até porque ele tem a sua natureza. Ao citar uma figura pública internacional que teria sido injustamente vitimada, não teve dúvida e saiu em defesa de Saddam Hussein. Perguntou a González: “Alguma vez ele te causou problema?”. Eis uma pergunta que deveria ser feita, por exemplo, a milhares de curdos e iranianos mortos, vítimas do gás sarin. É nojento! Não impressiona que seja um aliado incondicional de Nicolás Maduro. Gonazález deve ter pensando: “Caramba! Olhem aonde vim parar!”
É impressionante que o Brasil tenha produzido essa monstruosidade política disfarçada de operário bonachão e bom camarada.
Por Reinaldo Azevedo

Confissões de um mito em decadência

Politicamente morto e nas vésperas de ir para cadeia, Lula fala mal de sua criatura ( Dilma presidente foi criação dele).
Lula sabe que corre sérios riscos de ser preso. E desabafou:
“Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Todos estão numa situação muito ruim. E olha que o PT ainda é o melhor partido. Estamos perdendo para nós mesmos”.
“O momento não está bom; o momento é difícil. Acabamos de fazer uma pesquisa em Santo André e São Bernardo, e a nossa rejeição chega a 75%. Entreguei a pesquisa para Dilma, em que nós só temos 7% de bom e ótimo”.
“Aquele gabinete (presidencial) é uma desgraça. Não entra ninguém para dar notícia boa. Os caras só entram para pedir alguma coisa. E como a maioria que vai lá é gente grã-fina… Só entrou hanseniano porque eu tava no governo, só entrou catador de papel porque eu tava no governo. Essa coisa se perdeu”.
“Isso não é para você desanimar, não. Isso é para você saber que a gente tem de mudar, que a gente pode se recuperar. E entre o PT, entre eu e você, quem tem mais capacidade de se recuperar é o governo, porque tem iniciativa, tem recurso, tem uma máquina poderosa para poder falar, executar, inaugurar”.

“Os ministros têm de falar. Parece um governo de mudos. Os ministros que viajam são os que não são do PT. Kassab já visitou 23 estados, não sei quem já visitou 40 estados. Aí não dá. Kassab já tá criando outro partido e a gente não tá defendendo nem o da gente!”

“O governo parece um governo de mudos… Falar é uma arma sagrada. Estamos há seis meses discutindo ajuste. Ajuste não é programa de governo. Em vez de falar de ajuste… Depois de ajuste vem o quê? É preciso fazer as pessoas acreditarem que o que vem pela frente é muito bom. Agora parece que acabou o (assunto) do ajuste”.
“Gilberto sabe do sacrifício que é a gente pedir para a companheira Dilma viajar e falar. Porque na hora que a gente abraça, pega na mão, é outra coisa. Política é isso, o olhar no olho, o passar a mão na cabeça, o beijo”.

“Nós tivemos as eleições no dia 26 de outubro. De lá pra cá, Gilberto, nós temos que dizer para vocês, porque vocês são companheiros, depois de nossa vitória, qual é a noticia boa que nós demos para este país? Essa pergunta eu fiz para a companheira Dilma no dia 16 de março, na casa dela”.

“Eu fiz essa pergunta para Dilma. Companheira, você lembra qual foi a última notícia boa que demos ao Brasil? E ela não lembrava. Como nenhum ministro lembrava. Como eu tinha estado com seis senadores, e eles não lembravam. Como eu tinha estado com 16 deputados federais, e eles não lembravam. Como eu estive com a CUT, e ninguém lembrava”.

“Primeiro: inflação. Segundo: aumento da conta de água, que dobrou. Terceiro: aumento da conta de luz, que para algumas pessoas triplicou. Quarto: aumento da gasolina, do diesel, aumento do dólar, aumento das denúncias de corrupção da Lava-Jato, aquela confusão desgraçada que nós fizemos com o Fies (Financiamento Estudantil), que era uma coisa tranquila e que foram mexer e virou uma desgraceira que não tem precedente. E o anúncio do que ia mexer na pensão, na aposentadoria dos trabalhadores”.

“Tem uma frase da companheira Dilma que é sagrada: Eu não mexo no direito dos trabalhadores nem que a vaca tussa”. E mexeu. Tem outra frase, Gilberto, que é marcante, que é a frase que diz o seguinte: Eu não vou fazer ajuste, ajuste é coisa de tucano. E fez. E os tucanos sabiamente colocaram Dilma falando isso (no programa de TV do partido) e dizendo que ela mente. Era uma coisa muito forte. E fiquei muito preocupado”.

“Não acredito que tenha havido mensalão. Não acredito. Pode ter havido qualquer outra coisa, mas eu duvido que tenha havido compra de voto — disse ele, mencionando que o ex-deputado Luizinho, do PT de Santo André, não poderia ter voto comprado no mensalão porque era, na época do escândalo, em 2005, líder do governo”.

“Nós começamos a quebrar a cara ao tratar do mensalão juridicamente. Então, cada um contratou um advogado. Advogado muito sabido, esperto, famoso, desfilando por aí, falando que a gente ia ganhar na Justiça. E a imprensa condenando. Todo dia tinha uma sentença. Quando chegou o dia do julgamento, o pessoal já estava condenado”.
“Jamais vi o ódio que está na sociedade. Família brigando dentro de família, companheiro do PT que não pode entrar em restaurante”.

Lula disse que Dilma deve: “ir para as ruas, botar o pé neste país, ir para a estrada” ( só se for para receber vaias…kkkk)

“A gente tem que mudar, a gente tem que se recuperar” ( tem que mudar. Precisa deixar a liberdade para ficar na cadeia. kkk)

Jorge Roriz.

Finalmente, a Casa Petralha DESABOU

Trecho de reportagem de capa de ÉPOCA desta semana

Desde que o avançar inexorável das investigações da Lava Jato expôs ao Brasil o desfecho que, cedo ou tarde, certamente viria, o mercurial empresário Emilio Odebrecht, patriarca da família que ergueu a maior empreiteira da América Latina, começou a ter acessos de raiva. Nesses episódios, segundo pessoas próximas do empresário, a raiva – interpretada como ódio por algumas delas – recaía sobre os dois principais líderes do PT: a presidente Dilma Rousseff  e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

. A exemplo dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, outros dois poderosos alvos dos procuradores e delegados da Lava Jato, Emilio Odebrecht acredita, sem evidências, que o governo do PT está por trás das investigações lideradas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Se prenderem o Marcelo (Odebrecht, filho de Emilio e atual presidente da empresa), terão de arrumar mais três celas”, costuma repetir o patriarca, de acordo com esses relatos. “Uma para mim, outra para o Lula e outra ainda para a Dilma.”

Na manhã da sexta-feira, 19 de junho de 2015, 459 dias após o início da Operação Lava Jatoprenderam o Marcelo

 Ele estava em sua casa, no Morumbi, em São Paulo, quando agentes e delegados da Polícia Federal chegaram com o mandado de prisão preventiva, decretada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal da Justiça Federal do Paraná, responsável pelas investigações do petrolão na primeira instância. Estava na rua a 14ª fase da Lava Jato, preparada meticulosamente, há meses, pelos procuradores e delegados do Paraná, em parceria com a PGR. Quando ainda era um plano, chamava-se “Operação Apocalipse”. Para não assustar tanto, optou-se por batizá-la de Erga Omnes, expressão em latim, um jargão jurídico usado para expressar que uma regra vale para todos – ou seja, que ninguém, nem mesmo um dos donos da quinta maior empresa do Brasil, está acima da lei. Era uma operação contra a Odebrecht e, também, contra a Andrade Gutierrez, a segunda maior empreiteira do país. Eram as empresas, precisamente as maiores e mais poderosas, que ainda faltavam no cartel do petrolão. Um cartel que, segundo a força-tarefa da Lava Jato, fraudou licitações da Petrobras, desviou bilhões da estatal e pagou propina a executivos da empresa epolíticos do PT, do PMDB e do PP, durante os mandatos de Lula e Dilma.


Os comentários de Emilio Odebrecht eram apenas bravata, um desabafo de pai preocupado, fazendo de tudo para proteger o filho e o patrimônio de uma família? Ou eram uma ameaça real a Dilma e a Lula? Os interlocutores não sabem dizer. Mas o patriarca tem temperamento forte, volátil e não tolera ser contrariado. Também repetia constantemente que o filho não “tinha condições psicológicas de aguentar uma prisão”. Marcelo Odebrecht parece muito com o pai. Nas últimas semanas, segundo fontes ouvidas por ÉPOCA, teve encontros secretos com petistas e advogados próximos a Dilma e a Lula. Transmitiu o mesmo recado: não cairia sozinho. Ao menos uma dessas mensagens foi repassada diretamente à presidente da República. Que nada fez.

Quando os policiais amanheceram em sua casa, Marcelo Odebrecht se descontrolou. Por mais que a iminência da prisão dele fosse comentada amiúde em Brasília, o empresário agia como se fosse intocável. Desde maio do ano passado, quando ÉPOCA revelara as primeiras evidências da Lava Jato contra a Odebrecht

, o empresário dedicava-se a desancar o trabalho dos procuradores. Conforme as provas se acumulavam, mais virulentas eram as respostas do empresário e da Odebrecht. Antes de ser levado pela PF, ele fez três ligações. Uma delas para um amigo que tem interlocução com Dilma e Lula – e influência nos tribunais superiores em Brasília. “É para resolver essa lambança”, disse Marcelo ao interlocutor, determinando que o recado chegasse à cúpula de todos os poderes. “Ou não haverá Repúblicana segunda-feira.”

>> A reportagem de maio de 2014 de ÉPOCA sobre evidências de corrupção e caixa dois num contrato da Petrobras com a Odebrecht

Antes mesmo de chegar à carceragem em Curitiba, Marcelo Odebrecht estava “agitado, revoltado”, nas palavras de quem o acompanhava. Era um comportamento bem diferente de outro preso ilustre: o presidente da Andrade GutierrezOtávio Azevedo. Otávio Azevedo, como o clã Odebrecht, floresceu esplendorosamente nos governos de Lula e Dilma. Tem uma relação muito próxima com eles – e com o governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, também investigado porcorrupção, embora em outra operação da PF. Otávio Azevedo se tornou compadre de Pimentel quando o petista era ministro do Desenvolvimento e, como tal, presidia o BNDES.

Não há como determinar com certeza se o patriarca dos Odebrechts ou seu filho levarão a cabo as ameaças contra Lula e Dilma. Mas elas metem medo nos petistas por uma razão simples: a Odebrecht se transformou numa empresa de R$ 100 bilhões graças, em parte, às boas relações que criou com ambos. Se executivos da empresa cometeram atos de corrupção na Petrobras e, talvez, em outros contratos estatais, é razoável supor que eles tenham o que contar contra Lula e Dilma.

A prisão de Marcelo Odebrecht encerra um ciclo – talvez o maior deles – da Lava Jato. Desde o começo, a investigação que revelou o maior esquema de corrupção já descoberto no Brasil mostrou que, em 2015, é finalmente possível sonhar com um país com menos impunidade. Pela primeira vez, suspeitos de ser corruptoresforam presos – os executivos das empreiteiras. Antes, apenas corruptos, como políticos e burocratas, eram julgados e condenados. E foi precisamente esse lento acúmulo de prisões, e as delações premiadas associadas a elas, que permitiu a descoberta de evidências de corrupção contra Marcelo Odebrecht, o empreiteiro que melhor representa a era Lula. Foram necessárias seis delações premiadas, dezenas de buscas e apreensão em escritórios de empresas e doleiros e até a colaboração de paraísos fiscais para que o dia 19 de junho fosse, enfim, possível. Continue a leitura em site da Revista Epoca

Senador Aloysio Nunes, diz que Marco Aurélio Garcia, mentiu,

NOTA À IMPRENSA

Marco Aurélio Garcia mentiu na entrevista que concedeu neste sábado (20) ao jornal O Estado de S.Paulo quando afirmou que a comissão de representantes do Senado brasileiro não havia procurado encontrar-se com o governador Henrique Capriles, representante, a seu ver, de uma linha mais moderada da oposição venezuelana.

A mentira no debate político é recurso habitual dos líderes do Foro de São Paulo, clube bolivariano do qual o senhor Garcia é sócio-fundador. Ele tem o título de Assessor Internacional da Presidência. De fato, é ele, e não a Presidente, quem conduz a diplomacia brasileira: daí a relevância do embuste.

O PT insiste em afirmar que a oposição venezuelana não tem futuro por causa de suas divisões classificadas como “inconciliáveis” entre radicais e moderados. Garcia quer agora apresentar a oposição brasileira, e também setores da situação hostis ao bolivarianismo na versão venezuelana, como fomentadores dessa divisão por privilegiarem o diálogo com uma ala, a dos políticos encarcerados, em detrimento de outra, a do governador Capriles ainda em liberdade.

Mentira!

O encontro com Capriles estava, sim, agendado para as 18 horas. E só não se deu em razão da agressão teleguiada pelo governo de Maduro que mereceu, aliás viva reprovação do governador Capriles , conforme se pode ler em sua conta no Twiter @hcapriles.

“Que vergüenza mandar trancar la vía @NicolasMaduro de paso de delegacíon Senadores Brasil!Venezuela te quedó demasiado grande!”

A oposição venezuelana é composta de várias correntes com sensibilidades políticas diversas, o que é natural em movimentos que se batem contra regimes autoritários. No Brasil, nos anos de chumbo, não foi diferente.

Os democratas venezuelanos, que não pensam com a mesma cabeça, têm o mesmo objetivo político nesse momento: a realização de eleições livres (acompanhadas por observadores isentos), o que pressupõe a libertação dos presos políticos e o fim da repressão aos opositores e garantia de liberdade de expressão.

Esta é a saída pacífica, constitucional, que permitiria à Venezuela reencontrar-se com a democracia. O governo brasileiro pode e deve exercer a liderança a que aspira se abandonar a atitude de cumplicidade covarde com que vem se conduzindo até agora na relação com o regime Maduro.

Aloysio Nunes Ferreira
Senador
Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional
Brasília, 20 de junho de 2015

AÉCIO VENCERIA LULA

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) alcançou 35 por cento das intenções de voto, segundo simulação de eleição para presidente da República feita pelo Datafolha, publicada neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo.

O tucano tem dez pontos de vantagem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em terceiro lugar, com 18 por cento das intenções, aparece a ex-senadora Marina Silva (PSB).

Luciana Genro (PSOL), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) e Eduardo Jorge (PV) alcançaram 2 por cento cada um.

Aécio, que disputou o segundo turno com Dilma na última eleição, aparece na frente após a reprovação da presidente ter aumentado, segundo pesquisa Datafolha publicada no sábado.

O Datafolha também fez uma simulação de disputa presidencial com o nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no lugar de Aécio.

Neste caso, Lula e Marina empatariam tecnicamente em primeiro lugar, com 26 e 25 por cento, respectivamente –a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

Alckmin ficaria em terceiro lugar, com 20 por cento.

O Datafolha fez 2.840 entrevistas na quarta-feira e quinta-feira.

paola oliveira

Na mira do chefe

lula cachaça

DORA KRAMER

Degrau a degrau, a Operação Lava Jato chegou ao topo da cadeia alimentar dos negócios das empreiteiras dentro da Petrobrás ao determinar as prisões dos presidentes das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez, sob a justificativa de que ambos tinham pleno conhecimento de todo o esquema de pagamento de propinas na estatal.

Conclusão semelhante à que chegou por maioria o Supremo Tribunal Federal, durante o julgamento do mensalão, ao recorrer à teoria do domínio do fato para estabelecer que o ministro-chefe da Casa Civil do governo Luiz Inácio da Silva, José Dirceu, tinha pleno conhecimento do sistema montado com agencias de publicidade, bancos e empresas públicas para comprar apoio político ao governo.

O STF sofreu críticas e acusações de arbitrariedade. Agora, como se vê, se algum pecado houve naquele processo, não foi por excesso de rigor. Antes, talvez, por omissão de “dominadores” e beneficiários dos fatos.

Mas as investigações prosseguem, avançam e já desmontam ao menos uma tese: a de que as empreiteiras foram vítimas dos políticos. Por essa teoria, a exigência do pagamento de propinas seria uma imposição resultante da “parceria” entre governantes e parlamentares e a única maneira de as construtoras (não só elas, diga-se) fazerem negócios com o Estado.

Embora seja verdade, é apenas meia verdade. Não há vítimas nem algozes nessa história. Apenas cúmplices. Para que as empreiteiras façam os negócios que estão sendo revelados, é preciso que os detentores do controle da máquina do Estado abram espaço a elas e permitam que a clientela amiga sirva-se à vontade.

Por isso mesmo há em Brasília a mais plena certeza de que os políticos não escapam. A hora deles chegará. No Supremo, para os que têm o chamado foro privilegiado ou para os que já não podem contar com ele e que porventura tenham aparecido nas delações premiadas sob a jurisdição do juiz Sérgio Moro.

Do mesmo modo que os chefes das grandes empreiteiras obviamente sabiam de tudo o que se passava, a chefia, ou as chefias, do núcleo político – vale dizer, o governo e seus aliados no Parlamento – detinham o perfeito domínio sobre todos os fatos. 

A maneira como as investigações vêm sendo conduzidas indicam que o desmonte é só uma questão de tempo. E as excelências todas já se deram conta disso. De onde está havendo em Brasília um movimento de retorno ao interesse pela ação política em detrimento dos negócios. Puro instinto de sobrevivência.

O ativismo legislativo é um sinal. Deputados e senadores que sempre deram mais importância às vontades do Planalto – por décadas – de súbito tornaram-se adeptos da independência. Ora, ora, uma explicação deve haver para tal mudança. Certamente não é a de que baixou o santo do espírito público de uma hora para outra.

Baixou, isto sim, a certeza de que nada será como antes. Políticos têm faro apurado. Daí tanta valentia, tanto enfrentamento como nunca se viu do Legislativo em relação ao Executivo. Políticos têm faro apurado, sabem para onde sopram os ventos.

E nesse momento procuram se reposicionar diante da opinião pública. Se formos examinar, o fenômeno atinge todas as instituições que, finalmente, procuram – umas mais, outras menos – falar à sociedade.

Entre outros, exemplo típico é o TCU no caso das contas do primeiro governo Dilma Rousseff, que cometeu ilegalidades confiando na leniência com infrações anteriores sem levar em consideração o velho dito segundo o qual é impossível enganar a todos o tempo todo. 

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Dilma tem avaliação negativa record- E o fim do luludilmopetismo

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A avaliação da presidente Dilma Rousseff é considerada ruim ou péssima para 65% do eleitorado, segundo divulgou neste sábado o Datafolha. O porcentual é um novo recorde na série histórica do instituto desde janeiro de 2011, quando Dilma começou seu primeiro mandato. Em relação à pesquisa realizada em abril, a reprovação subiu cinco pontos porcentuais.

De acordo com o levantamento, realizado entre quarta e quinta-feira passadas, essa taxa de reprovação é a pior desde os 68% de ruim ou péssimo alcançados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992, a poucos dias antes de seu impeachment. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, trata-se de um empate técnico.

O Datafolha apurou ainda que apenas 10% dos entrevistados classificam o governo da petista como bom ou ótimo, três pontos a menos do que o verificado em abril. Outros 24% consideram seu governo regular. O instituto entrevistou 2.840 pessoas em 174 municípios. Com informações do Estadão

Ele já sabe que será preso – Ratão não tem foro privilegiado, o xilindró será comum

Os repórteres Catia Seabra,Bela Megale, Valdo Cruz, Andréia Sadi e Natuza Nery, todos de São Paulo e Brasília, contam neste sábado na Folha de São Paulo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato. Lula também reclamou nesta sexta-feira do que chamou de inércia da presidente Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação.

Leia a reportagem completa:

Segundo seus interlocutores, Lula se queixa da atuação do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que teria convencido Dilma a minimizar o impacto político da operação.

Nas conversas, ele se mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento. Por isso, expressa insatisfação que o caso ainda esteja sob condução do juiz Sérgio Moro.

Para petistas, os desdobramentos podem afetar o caixa do partido e por em xeque a prestação de contas da campanha da presidente. A detenção de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo colocou a cúpula do PT em “estado de alerta” e preocupa o Palácio do Planalto pelos efeitos negativos na economia.

Para assessores do ministro Joaquim Levy (Fazenda), o “ritmo da economia, que já está fraco, ficará mais lento”.

No entanto, a estratégia adotada pelo partido e pelo governo foi a de afirmar que, dada influência das duas empreiteiras, a investigação atingirá as demais siglas, incluindo o PSDB.

Nessa linha, um ministro citou o nome da operação “Erga Omnes” (expressão em latim que significa “para todos”) para afirmar que não só o PT será afetado.

Durante a campanha presidencial de 2014, segundo esses interlocutores do governo, ambos executivos fizeram chegar reservadamente ao Planalto a sua intenção de votar na oposição.

Nesta sexta, Lula manteve sua agenda: um almoço com o ministro da Educação, Renato Janine, e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, além do secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita. Segundo participantes, ele exibia bom humor.

Apesar do argumento de que outros partidos serão afetados, a tensão é maior entre petistas. Desde o fim de 2014, a informação, que circulava no meio empresarial e político, era de que Marcelo Odebrecht não “cairia sozinho” caso fosse preso.

A empresa sempre negou ameaças. Entre executivos e políticos, contudo, as supostas ameaças eram vistas como um recado ao PT dada a proximidade entre a Odebrecht e Lula –a empresa patrocinou viagens do ex-presidente ao exterior, para tentar fomentar negócios na África e América Latina.

Um dos presos é Alexandrino Alencar, diretor da Odebrecht que acompanhava Lula nessas viagens patrocinadas pela empreiteira. Integrantes dizem que “querem pegar Lula”. Lula também se encontrou com executivos da Odebrecht no exterior.

Fonte: Políbio Braga

Lula está ferrado – Na porta da Lava Jato, ele não tem como financiar o Instituto

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net
Como o Instituto Lula vai conseguir custear sua despesa média mensal elevadíssima sem a ajuda dos grandes doadores – agora presos e cada vez mais enrolados nos processos da Lava Jato? Este é maior dilema de Luiz Inácio Lula da Silva e seu gestor Paulo Okamoto – que terá de enfrentar a fúria da “oposição” na CPI da Petrobras. Lula teme, concretamente, os previsíveis dissabores gerados pela prisão da cúpula da Odebrecht. Antes de ser preso, Marcelo Odebrecht teria feito uma ligação e dito:  “É pra resolver essa lambança ou não haverá República na segunda-feira”…
Por enquanto, $talinácio cultiva a mesma crença-tese do amigo Marcelo Odebrecht (derrubada ontem): “Não tem homem com coragem para mandar prendê-lo, porque as consequências políticas serão gravíssimas”. No entanto, Lula já até admite que é “o próximo alvo” do juiz Sérgio Moro. Para piorar, ainda reclama da “demora do governo em agir”. O que Marcelo Odebrecht teria dito a ele antes de ser preso? Eis o mistério intrigante…

Nos bastidores do poder em Brasília só se faz um comentário altamente preocupante. Na visão dos petistas no Palácio do Planalto, mirando em Lula, a Lava Jato torna ainda mais insustentável o governo Dilma. O temor concreto é que o gelado cárcere em Curitiba quebre a firmeza psicológica, com ares de arrogância, até agora mantida por Marcelo Odebrecht. A previsão é de longa temporada na cadeia, já que ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, que assinou delação premiada na Operação Lava-Jato, apresentou provas que ajudam a incriminar executivos da Odrebrecht e da Andrade Gutierrez.

O juiz Sérgio Fernando Moro, da 13a Vara Federal, foi bem claro na justificativa as prisões preventivas: “Pelas provas até o momento colhidas, a Odebrecht pagaria propina de maneira geral de forma mais sofisticada do que as demais empreiteiras, especialmente mediante depósitos em contas secretas no exterior”. E Moro foi além: “Não só há prova oral da existência do cartel e da fixação prévia das licitações entre as empreiteiras, com a participação da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, mas igualmente prova documental consistente nessas tabelas, regulamentos e mensagens eletrônicas”.
O medo maior de Lula é que uma prolongada temporada na cadeia possa levar ao desespero parceiros que sempre cultivaram silêncio sobre tudo, fortalecendo a costumeira tese do “não sabia de nada”, que as delações premiadas da Lava Jato enfraquecem a cada dia. Lula se complica, diretamente, por causa das viagens e palestras bancadas pela Odebrecht – inclusive com a presença no jatinho de um dirigente da empreiteira preso na operação “Erga Omnes”. Pior que isto para Lula só se algo judicial acontecer, nos próximos 15 dias, com seus companheiros Antônio Palocci e José Dirceu (com quem estaria brigado seriamente).
Lula arranjou ontem um advogado de primeira para defendê-lo previamente. O maçom inglês Michel Temer, vice-Presidente doido para sentar na cadeira da Dilma, ponderou que as prisões da cúpula de empreiteiros não trarão problemas para o ex-Presidente Lula, apesar do lobby explícito que o ilustríssimo palestrante praticou para a Odebrecht em suas viagens ao exterior. Temer foi direto: “Em relação ao Presidente Lula não vejo nada. Nem saberia dizer quais as razões da prisão”.
Temer não acha, mas as investigações sobre como a Odebrecht bancava favores ou serviços a Lula podem causar dissabores ao ex-Presidente. Em janeiro de 2013, Lula viajou a um evento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre o clima, visitou o presidente da República Dominicana e falou no congresso de trabalhadores da indústria nos EUA. Quem bancou o passeio foi a DAG Construtora, da Bahia, que faz subempreitedas para a Odebrecht. Com Lula, viajou o diretor de Relações Internacionais da Odebecht, Alexandrino Alencar, um dos presos ontem pela Lava Jato. Também estavam no jatinho da Líder Táxi Aéreo, que classificou a viagem como “voo completamente sigiloso”, funcionários do Instituto Lula, o biógrafo Fernando Morais e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques.
Alexandrino Alencar foi um dos principais interlocutores de Lula para viabilizar a construção do estádio Itaquerão. A revelação está no livro de memórias do ex-presidente do Corinthians, o hoje deputado federal Andrés Sanchez, que também foi dirigente da CBF e que teme sofrer rebarbas do escândalo da Fifa, investigado pelo FBI dos EUA. Tocada pela Odebrecht, a obra do estádio do Corinthians corre risco de se transformar em alvo de investigações da Lava Jato.

O mesmo Alexandrino Alencar já havia sido convidado por Lula para acompanhá-lo em comitiva do governo brasileiro à África, em 2011, quando Lula já não era mais presidente. Naquele ano, o pedido causou constrangimento ao Itamaraty, porque o diretor não trabalhava no governo nem tinha relação direta com atividades do ex-presidente. Na África, a Odebrecht tem parcerias em grandes negócios de exploração de diamantes em Angola, além de grandes obras em Moçambique.

Sobre a viagem de janeiro de 2013, a Odebrecht informou ao jornal O Globo, em 12 de abril deste ano, que Alencar teria acompanhado o ex-presidente apenas no trecho que incluiu a República Dominicana e Cuba, onde a empresa construiu o Porto de Mariel. A Odebrecht fez questão de frisar que seu dirigente não teria acompanhado o ex-presidente na viagem ao Estados Unidos, apesar do trecho também ter sido pago pela construtora. A Odebrecht também alegou que usou sua parceira comercial DAG para pagar a viagem “por uma questão de logística”.

Resumindo: Lula nunca esteve tão ferrado quanto agora…

O povo venezuelano apoia os senadores brasileiros que são contra a ditadura de Maduro

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O povo venezuelano que votou nos candidatos de oposição a Maduro/Chavéz, os que venceram a última eleição e foram fraudados, os que foram banhados de sangue, os perseguidos, os parentes dos morto que foram ou são vítimas da ditadura chavista/maduro, apoiam os senadores brasileiros que lá recentemente estiveram. Os que “receberam” os senadores foram os baderneiros pagos por Maduro, por Lula, e Cabelo. São os que defendem os produtores de drogas e a ditadura venezuelana.
Não foi o povo venezuelano que hostilizou os senadores brasileiros que foram dar apoio aos que sofrem com a ditadura comunista. Ditadura, apoiada por Lula e Dilma. Li a postagem de um defensor do governo, comemorando o fato ocorrido: “SENADORES TUCANOS SÃO REJEITADOS PELA POPULAÇÃO”. O governo brasileiro emitiu nota “lamentando” o incidente. Será que a lamentação é sincera?  Como gesto verdadeiro  de insatisfação, por que Dilma não chama o embaixador do Brasil para dar explicações?

Senadores prestam solidariedade a parlamentares hostilizados na Venezuela

Logo depois de o presidente do Senado, Renan Calheiros, ler uma nota condenando as hostilidades enfrentadas por uma comitiva de senadores na Venezuela, vários parlamentares manifestaram solidariedade aos colegas. Parte deles cobrou uma posição mais equilibrada dos senadores brasileiros.

De Caracas, um dos oito senadores que integraram a comitiva, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), relatou à Rádio Senado qual foi o clima encontrado pelos parlamentares assim que chegaram na Venezuela.

  • Nós não conseguimos sair do aeroporto. Tinha um conjunto de 100, 150 manifestantes contratados, que cercaram nosso ônibus, jogando pedras e algumas coisas mais no nosso ônibus. É um ambiente muito tenso. A nossa missão é uma missão de paz, é uma missão pacífica, é uma missão para que nós possamos conversar com as organizações que trabalham com direitos humanos, com a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa – disse Ferraço.

A comitiva pretendia visitar opositores ao governo venezuelano que se encontram presos na capital daquele país. Após horas aguardando uma solução diplomática, que lhes permitiria levar a missão até o fim, o grupo decidiu retornar a Brasília.

Constrangimento

No Plenário do Senado, parlamentares de diversos partidos repudiaram o tratamento dado aos senadores brasileiros.

Ana Amélia (PP-RS) ressaltou que o incidente, além de ter colocado em risco a integridade física dos parlamentares, é extremamente grave sob o aspecto institucional.

— O que está acontecendo em Caracas neste momento revela absoluto desrespeito a regras mínimas de convivência. Acredito que mesmo os defensores do regime venezuelano atual nesta Casa se sentem constrangidos — disse Ana Amélia, cobrando uma conversa da presidente Dilma Rousseff com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que, como presidente da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EuroLat), já tratou da questão com o governo venezuelano. Ele comparou a intolerância verificada no episódio desta quinta-feira (18) a fatos recentes ocorridos no Brasil.

— Eles estão vivendo na Venezuela o que a nossa presidente da República já viveu aqui no Brasil, com “indignados”, com “cansamos”, inclusive em exposições, tendo o seu trânsito interrompido. É simplesmente terrível o que aconteceu lá, como tem sido terrível o que tem acontecido aqui, com uma incompreensível alegria de setores da oposição — disse.

Conciliação

O líder do governo, Delcídio do Amaral (PT-MS), relatou ter transmitido sua preocupação ao Palácio do Planalto e aos ministros da Defesa, Jaques Wagner, e da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele garantiu que o governo tomará as devidas providências depois que se verificar exatamente o que houve em Caracas.

Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ressaltou que, embora tenha posicionamento político distinto da comitiva que foi à Venezuela, considera inaceitável a intolerância verificada em Caracas.

— Não podemos aceitar qualquer tipo de intolerância, principalmente contra representantes do Parlamento brasileiro, que se deslocaram em uma missão pacífica — resumiu o senador.

Também lamentando o ocorrido, Lindbergh disse que o governo brasileiro tem participado com equilíbrio do processo de negociação na Venezuela, conversando com o governo de Maduro e também com setores da oposição:

— O que queremos é a garantia do processo legal, a existência de eleições parlamentares este ano e no próximo ano tem o instrumento da própria Venezuela, que é o referendo revogatório [que permite a destituição do presidente].

Ao mesmo tempo em que manifestou solidariedade aos colegas, Lindbergh pediu aos parlamentares brasileiros que se disponham a conversar com os dois lados, de modo a facilitar uma saída conciliatória.

— É papel dos parlamentares também, ao exercerem a diplomacia parlamentar, ter uma postura mais equilibrada, de discussão com os dois lados, de buscar caminhos pacíficos para vencer essa crise.

“Ouvir os dois lados” é o propósito de uma nova comitiva criada pelo Senado. Integrada pelos senadores Randolfe, Lindbergh, Requião, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), ela vai verificar in loco a situação política, social e econômica da Venezuela.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Entrevista Aécio Neves – Caracas, Venezuela

Diante da dificuldade de sair do Aeroporto de Caracas, na Venezuela , para visitar presos políticos, a comissão de senadores que viajou ao país nesta quinta-feira (18) decidiu retornar ao Brasil sem cumprir a agenda planejada.
De acordo com a assessoria de imprensa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que é um dos integrantes do grupo, os senadores tentaram ir a uma penitenciária, mas o trânsito estava muito ruim devido às vias que estavam bloqueadas.
Às 19h do horário brasileiro, os senadores já estavam dentro do avião para retornar ao Brasil. A previsão, segundo o senador Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), é que o avião decole às 19h30 e leve 5h para chegar ao Brasil.

“Viemos cumprir uma missão de paz, uma missão humanitária, na busca da libertação dos presos políticos, porque é inconcebível que, em pleno século XXI, ainda tenhamos que conviver em nosso continente com presos políticos”, diz o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, em Caracas, em entrevista agora à noite, antes do embarque de retorno ao Brasil da comissão de parlamentares do Senado que hoje (18/06) foi impedida de cumprir visita oficial ao país em solidariedade aos líderes políticos presos pelo regime de Nicolas Maduro.  

Veja aqui a íntegra da entrevista do senador Aécio Neves em Caracas

(clique AQUI

“Viemos cumprir uma missão de paz, uma missão humanitária, na busca da libertação dos presos políticos, porque é inconcebível que, em pleno século XXI, ainda tenhamos que conviver em nosso continente com presos políticos, e obviamente, clamar pela definição da data das eleições, e que ocorram de forma absolutamente transparente. Infelizmente, fomos impedidos de cumprir a nossa agenda, de chegar ao nosso destino, mas, do ponto de vista político, compreendemos que a solidariedade dos democratas do mundo – se já era necessária – se faz ainda mais necessária, porque é com resistência como a de Leopoldo, como a das esposas que estão aqui, como de María Corina e de tantos outros democratas é que vamos permitir que Venezuela e Brasil se encontrem em um futuro de paz, de desenvolvimento econômico e social, tendo como pilar fundamental o respeito à democracia, o respeito à liberdade. Repito: quando se fala de democracia e de liberdade, somos um só povo, nenhuma fronteira nos separa.”

Dilma planeja ‘cálculo progressivo’ como alternativa para aposentadorias

A presidente Dilma Rousseff vetou nesta quarta-feira, 17, o projeto aprovado no mês passado pelo Congresso, que mudava o cálculo para a obtenção da aposentadoria, mas manteve a fórmula 85/95 como regra de transição para um novo modelo de previdência. A partir de 2017, esse sistema terá como parâmetro a expectativa de vida da população.

Sob o argumento de que precisava ter responsabilidade com o futuro, Dilma barrou a iniciativa que passou pelo crivo de deputados e senadores e editou uma medida provisória com a nova proposta, tornando flexível a idade mínima de acesso ao benefício pago pelo INSS, com o endurecimento da regra nos próximos anos.

O projeto do governo institui a progressividade da fórmula 85/95, pela qual a soma da idade e do tempo de contribuição deve resultar em 85 anos para as mulheres e 95 para os homens. A ideia, porém, é que a partir de 2017 essa progressão comece a subir um ponto a cada ano, até chegar ao patamar de 90/100. ( Estadão)

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Comissão da Câmara aprova redução de maioridade penal

Em sessão fechada, deputados aprovaram nesta quarta-feira, 17, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para alguns tipos de crime. Apesar de uma série de manobras de parlamentares contrários ao texto para obstruir a votação, com 21 votos a favor e seis contra, a comissão especial criada para discutir o tema decidiu que serão punidos como adultos os maiores de 16 anos que cometerem crimes hediondos (como latrocínio e estupro), homicídio doloso (com intenção de matar), lesão corporal grave, lesão corporal seguida de morte e roubo qualificado.

Os únicos contrários ao texto da redução foram Érika Kokay (PT-DF), Margarida Salomão (PT-MG), Maria do Rosário (PT-RS), Arnaldo Jordy (PPS-PA), Tadeu Alencar (PSB-PE) e Weverton Rocha (PDT-MA).

TCU dará prazo para Dilma explicar o inexplicável: oposição vai pedir o impeachement

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) costuravam na terça-feira um acordo para adiar o julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff em 2014, marcado para esta quarta-feira, e abrir prazo para que o governo dê mais explicações sobre irregularidades apontadas em relatório técnico da corte. A tendência se confirmou na noite de terça, diante da falta de consenso, entre os integrantes do tribunal, sobre qual decisão tomar a respeito do balanço que descreve a situação contábil, financeira, patrimonial e orçamentária da União.

O tribunal apontou uma série de “distorções” nas contas do governo Dilma em 2014, entre elas as chamadas “pedaladas fiscais” – prática de atrasar propositalmente o repasse de recursos para bancos públicos honrarem compromissos de programas sociais. 

Pelo acordo em discussão, o tribunal indicaria nesta quarta-feira que há elementos para a reprovação das contas, mas daria ao menos 30 dias para que o governo, numa nova fase processual, apresente mais elementos de defesa. Só depois disso, os ministros aprovariam um parecer definitivo sobre o balanço da União.

A decisão sobre o adiamento ou não será tomada na sessão, marcada para às 10h. Alguns integrantes do TCU defenderam que um eventual pedido de explicações seja endereçado diretamente à presidente Dilma, o que também terá de ser definido em plenário.

Conforme ministros ouvidos pelo Estado, prorrogar o julgamento é a solução possível, de imediato, diante do racha entre os integrantes da corte sobre o que fazer com as contas. Até a noite de terça-feira, o relator do processo, ministro Augusto Nardes, no entanto, ainda resistia a encampar, em seu voto, a proposta de abrir mais prazo para o julgamento.

Antes de reunião a portas fechadas para tentar um acordo com outros ministros, Nardes afirmou ao Estado que não votará conforme a tradição do tribunal. “Não farei como se faz todos os anos aqui no TCU. Não aprovarei (as contas) com ressalvas”, declarou ao Estado.

Em conversas reservadas com outras autoridades da corte, o relator explicou que sua posição será por considerar as contas irregulares. Porém, o documento oficial, com a posição a ser lida por ele em plenário, não havia sido distribuído aos demais integrantes do plenário do TCU até o fim da noite.

A proposta de adiamento, inicialmente aventada pelo ministro Raimundo Carreiro, ganhou força após um dia de intensa pressão política sobre o tribunal, cuja maioria dos integrantes é indicada pelo Congresso e pelo Palácio do Planalto, após negociações entre os partidos.

Durante o dia, o Palácio do Planalto escalou os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Planejamento), além do advogado-geral da União,  Luís Inácio Adams, para demover as autoridades do TCU a votar pela rejeição. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) arrastou uma comitiva de oposição para argumentar em contrário.

Os partidos contrários ao governo pretendem usar um eventual parecer adverso a Dilma para abrir um processo de impeachment contra a presidente. 

A corte de contas foi alertada por sua própria área técnica sobre a necessidade de abrir espaço para o contraditório. O alerta dos auditores remete a uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal, que no passado já deu parecer favorável ao então governador de Pernambuco, Miguel Arraes (morto em 2005), após a emissão de um parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado que rejeitava suas contas.

O TCU avalia anualmente se o balanço financeiro, contábil, patrimonial e orçamentário corresponde à realidade. A corte pode dar parecer pela aprovação (com ou sem ressalvas), a rejeição ou mesmo se abster de uma opinião sobre ele. A recomendação serve de referência para que o Congresso julgue, sem prazo definido, se o balanço é regular ou não.

O relatório técnico dos auditores do tribunal, revelado pelo ‘Estado’ no sábado, aponta “distorções” de R$ 281 bilhões no Balanço Geral da União (BGU) de 2014 entregue pelo governo Dilma Rousseff ao TCU em abril. Entre essas distorções estão R$ 37,1 bilhões referentes às chamadas “pedaladas fiscais”, que são atrasos propositais no repasse de recursos públicos para bancos e autarquias. 

Em um parecer prévio, o Ministério Público de Contas, que atua junto ao TCU, sugeriu aos ministros do TCU rejeitar as contas federais. “Perplexa, a nação assistiu a uma verdadeira política de irresponsabilidade fiscal, marcada pela deformação das regras para favorecer os interesses da chefe do poder em ano eleitoral e não o interesse da coletividade no equilíbrio das contas públicas”, criticou o procurador Júlio Marcelo de Oliveira. ( Estadão)

Aécio vai visitar a Venezuela – Vídeo- entrevista coletiva desta terça-feira (16)

“É uma manifestação a favor da democracia. E quando se fala de democracia, de liberdade, não existem fronteiras. Nós mesmos, quando vivemos aqui sob as trevas do regime autoritário, não foram poucas as manifestações de outros países, de países democráticos, de lideranças democráticas de várias partes do mundo que vieram aqui se solidarizar com presos políticos brasileiros”, disse o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves ao confirmar hoje (16) viagem de uma comissão especial do Congresso brasileiro a Caracas, nesta quinta-feira.

Na coletiva, Aécio Neves voltou a criticar a omissão do governo brasileiro frente à escalada do autoritarismo no regime de Nicolas Maduro. 

Segue trecho da coletiva concedida nesta quarta-feira, em Brasília. ( Fonte: Assessoria do PSDB)

  Decadência sem elegância

A crise é maior do que aparenta ser e a cada mês a situação piora

A economia do país está sendo dissolvida pelo ácido petista da incompetência e da corrupção. Alguns jornalistas, entre os quais me incluo, já sabiam desta realidade. Fomos tachados de pessimistas, alarmistas, torcedores do quanto pior melhor. Apenas fazíamos uma projeção, baseada em informações sobre a real situação do país, que foi maquiada e manipulada por Lula e Dilma, para manter o PT no poder, com o apoio da imprensa estatal comprada e da ignorância do povo. Mas a crise é tão grave que nem o governo mais cínico da história pode negar. Vocês que votaram na corja vão colher os frutos. (e quem não votou também). Por falta de aviso não foi. Em 2018, será que a lição será colocada na prática? Lulalau será eleito? Veremos. Quando a dor é no bolso do povo, os ditadores comunistas só vencem eleições, com fraude eleitoral. Na medida em que o tempo passa, o povo enganado vai se conscientizando da triste realidade do país sem rumo e passa a ficar revoltado como um corno que descobriu a traição. O país do pré-sal é uma fábrica de drogados, idiotizados, vítimas de assassinatos, desempregados e doentes. Sem saúde, educação e segurança pública. Salve-se quem puder. Venezuela e Cuba é aqui.

Jorge Roriz ( permitida a reprodução, citando a fonte e o autor)

A extinção legal do PT

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Júlio Faerman fechou acordo de delação premiada com os procuradores da Operação Lava Jato e espera apenas a homologação da Justiça para contar o que sabe. Por enquanto, informou o Correio Braziliense, sua defesa preferiu manter o silêncio na CPI da Petrobras.

Faerman é o lobista da construtora holandesa de navios SBM Offshore, empresa que admitiu ter pago, por meio dele, 139 milhões de dólares em propinas para funcionários da estatal.

O delator Pedro Barusco contou que Júlio Faerman repassou 300 mil dólares em propinas à campanha de Dilma Rousseff, em 2010, por meio do tesoureiro petista João Vaccari Neto, o que pode acarretar até a extinção do PT por receber dinheiro do exterior. Leia mais

Fraude nas eleições do Brasil, Venezuela e demais países do Foro de São Paulo

A FRAUDE nas eleições do Brasil de 2014, foram comprovadas em testes nos Estados Unidos. No dia 21 de março de 2015 (sábado). Houve um Conclave em Washington/EUA, sobre as eleições fraudadas em dez países da América Latina, inclusive no Brasil, usando as urnas eletrônicas.

O programa A Tarde Fim de Semana da rede de televisão colombiana NTN24, apresentou matéria exclusiva SOBRE A ALTERAÇÃO DE RESULTADOS ELEITORAIS NO BRASIL, VENEZUELA E DEMAIS DITADURAS COMUNISTAS.

Desde Washington com Anthony Daquin, ex-Assessor de alta segurança do governo de Hugo Chávez, especialista na área de tecnologia e defesa e convidado especial do “Conclave de Washington pela Democracia, que aconteceu, dia 21 de março de 2015, no National Press Clube, o famoso Clube Nacional de Imprensa da capital norte-americana.

Anthony Daquin explicou as conclusões deste evento em que as formas foram anunciadas como teria alterado os resultados das eleições em países como Brasil e Venezuela, por meio da manipulação do sistema de votação eletrônica.
Leia mais: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-conclave-de-washington-confirma-que-governo-brasileiro-%C3%A9-ileg%C3%ADtmo#ixzz3d4VC3liC

A mídia na contramão do bom jornalismo

* Elstor Hanzen

A comunicação tradicional – jornal, revista, rádio e TV – respira com o auxilio dos aparelhos do jornalismo digital. Tal realidade fez os veículos midiáticos ampliarem seu espaço e sua audiência nas plataformas virtuais, ano após ano, no século XXI; a maioria, porém, não foi capaz de melhorar a qualidade do conteúdo oferecido nessa década e meia. Aliás, apenas optou por fazer frente ao emaranhado de publicações dos internautas. E parece que até hoje não compreendeu a importância do bom jornalismo para a credibilidade da noticia, ou talvez seja uma estratégia para precarizar a profissão e baratear ainda mais a mão de obra do jornalista, visto que O Globo publicou editorial, na edição de (5/6), defendendo que o diploma para o exercício da atividade é uma “Visão corporativista”.

Isso porque tramita no Congresso, para ser votado na Câmara, após aprovado por 60 votos a 4 no Senado, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 206/2012, que reinstitui a exigência do diploma para o exercício da profissão. Em 2009, sobre o comando do ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou pelo fim de tal requisito, até então presente na regulamentação da profissão de jornalista. O principal argumento à época, o mesmo requentado pelo diário dos Marinho agora, foi que a exigência da formação restringe a liberdade de opinião. Entretanto foram seletivos e ignoraram um fato essencial: jornalismo não é opinião.

A separação entre opinião e noticia é uma das fases mais importantes da classificação dos gêneros jornalísticos, iniciada pelo jornalista inglês Samuel Buckley, já no século XVIII. E ela marca o jornalismo em todo o século XX, quando o empreendimento comunicacional se transforma em indústria, dando origem ao lead – que busca responder os fatos mais importantes no início do texto. A partir daí, portanto, os espaços da informação (objetividade na apresentação dos relatos) e da opinião (o juízo de valorar os fatos, compreendido, em geral, como uma ação individual e ou de um núcleo da indústria jornalística: empresa, colaborador e leitor).

Sendo assim, não se pode embrulhar tudo no mesmo pacote, como fez o STF e parte da mídia continua repetindo, que a obrigatoriedade do ensino superior para o exercício da atividade jornalística afronta a liberdade de pensamento, pois ela é garantida a todos, independentemente da profissão exercida, conforme reflexões ampliadas por Luciano Martins, no “A imprensa quer o colinho do Estado”.

Acrescido a isso, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), questiona em artigo também publicado no jornal carioca de (5/6), se de fato nos últimos seis anos o acesso do cidadão aos meios de comunicação se ampliou, ou se a mídia no Brasil está cada vez mais concentrada e menos plural. O parlamentar questiona, também, se é possível afirmar que há mais liberdade de expressão, hoje, do que quando o diploma era exigido. Para Pimenta, é óbvio que nada disso melhorou à sociedade, ficando a ressalva apenas por conta da democratização da tecnologia e da internet.

Jornalismo não se aprende por osmose
Embora a osmose ocorra dentro da estrutura produtiva dos meios de comunicação, ela não serve de parâmetro para o bom jornalismo. Conforme estudos do jornalista e sociólogo Warren Breed, na década de 50, a rotina profissional-organizativa-burocrático exerce influência nas escolhas do jornalista. Para essa teoria, a principal fonte de expectativa não é o público e sim seus colegas de trabalho e superiores. Sendo assim, o jornalista acaba sendo socializado na política editorial da organização através de um sistema de recompensa e punição. Em outras palavras, ele se conforma com as crenças editoriais que passam a valer mais que a sua crença individual.

Essa lógica não pode ser aplicada, no entanto, quando se visa um conteúdo jornalístico de qualidade à população. Pois apurar, entrevistar, interpretar dados para produzir uma notícia de qualidade capaz de gerar credibilidade, não se obtém por osmose. Além dessas técnicas fundamentais para a atividade, é necessária a formação ética sólida para orientar a conduta do profissional na execução do seu trabalho, já que a principal função da informação é oferecer condições minimamente seguras para o cidadão julgar e tomar suas decisões no dia a dia.

Quantidade versus qualidade
Atualmente, está cada vez mais difícil para o profissional concorrer com o batalhão de testemunhas publicando notas em tempo real, nas redes sociais. E diante da enxurrada de publicações, entrar nessa rota frenética para disputar preferência da audiência é uma aposta de alto risco e improvável retorno. Um caminho mais coerente e eficaz de enfrentar o atual cenário poderia ser a qualificação do noticioso, com profissionais formados e bem treinados, capazes de personalizar e agregar conhecimento ao conteúdo produzido.

O intenso uso de bases de dados e a interação com múltiplas fontes e com o público também são essenciais para a sobrevivência do jornalismo profissional. E para conseguir atuar com a agilidade e competência neste contexto, é praticamente imprescindível que seja um jornalista com boa formação técnica e cultural. Caso contrário, a função do profissional será irrelevante em meio ao emaranhado de publicações, até mesmo nas redes sociais.

Por isso é lamentável que os empresários da grande imprensa, apoiados pela Associação Nacional de Jornais e das entidades que representam as revistas e as emissoras de televisão e rádio, voltem a usar seu poderio midiático para influenciar a opinião pública e pressionar as forças políticas contra a profissionalização dos jornalistas, sendo que a medida beneficia toda a sociedade e a própria imprensa, porque um profissional com formação terá bem mais condições de produzir um conteúdo relevante e de interesse ao cidadão. A não exigência do diploma para a atuação na área empobrece e precariza o trabalho, nivelando a atividade por baixo.

Neste momento, portanto, em que o jornalismo precisa se destacar pela qualidade a fim de resguardar seu maior patrimônio, a credibilidade, ser contra a exigência do diploma, um dos pilares da regulamentação da profissão é, no mínimo, um contrassenso.

* Jornalista com especialização em Jornalismo e Convergência das Mídias.