Entre mulas, idiotas e excelências

HELDER CALDEIRA, Escritor.

www.heldercaldeira.com.brhelder@heldercaldeira.com.br

*Autor dos livros “Águas Turvas”, “O Eco”, “Pareidolia Política”, entre outras obras.

Está sacramentado o divórcio entre a majoritária opinião pública e os atuais membros do Congresso Nacional. As manifestações que reuniram centenas de milhares de cidadãos brasileiros nas ruas de todo Brasil no último domingo (04) carimbaram dois recados com clareza meridiana: o forte apoio da sociedade ao juiz Sérgio Moro e à força-tarefa da Operação Lava-Jato; e o indisputável repúdio aos ardis e indecências de Suas Excelências no engenho do Poder Legislativo.

Não bastasse a manobra suja e dolosa de deputados federais durante madrugada de dor e luto vivenciada pelo país após uma tragédia aérea que comoveu o mundo e da frustrada tentativa de golpe orquestrada pelo presidente do Senado Federal — e agora réu no STF sob acusação de peculato —, Renan Calheiros (PMDB/AL), doze horas após a excrescência protagonizada na Câmara, o domingo foi marcado por inaceitáveis ataques desferidos pelo senador Roberto Requião (PMDB/PR) — relator do polêmico Projeto de Lei sobre o abuso de autoridade — contra os cidadãos manifestantes e contra juízes, procuradores e promotores de Justiça que integram a Operação Lava-Jato e seus afluentes no âmbito do Poder Judiciário. O nível manteve-se abaixo da linha da cintura, adensando ainda mais a já vigorosa chama de uma crise institucional e de uma conflagração nacional.

 

Referindo-se aos cidadãos que participaram das manifestações, escreveu o senador Requião em seu Twitter oficial: “Recomendo alfafa, muita alfafa. In natura ou como chá. É própria para muares e equinos, acalma e é indicada para passeatas nonsense”. Horas antes, tuitou com a irresponsabilidade de quem distorce a realidade com o objetivo de fermentar o caos: “Hoje, em Sampa, manifestação para libertar o ‘compa’ [sic] Cunha. Presentes os mentecaptos manipuláveis”. Não satisfeito em chamar cidadãos de mulas e idiotas, seguiu o senador com insultos ferozes ao Judiciário, aos “lavajatistas” e à imprensa, rendendo-lhes alcunhas como “paladinos fundamentalistas” e “fascistas”, além do tom ameaçador: “O bacana é que dessa crise toda, com histeria, ‘pitis’ [sic²] e insanidades, vai sair uma boa lei de abuso de autoridade”.

 

Faltou ao senador Roberto Requião a sensibilidade cidadã e a grandeza política que o momento histórico exige. A constitucional liberdade de expressão e de opinião e a imunidade parlamentar não podem ser usadas como escudo para tão grave vilipêndio à dignidade de membros doutro Poder e, ainda pior, dos cidadãos pagadores de impostos que foram às ruas pacificamente para defender seus ideais acerca da ética, da probidade e da moralidade na República e declarar-se contra a manutenção da impunidade de colarinho-branco que faz do Brasil um dos países mais corruptos do planeta.

 

Ademais, entre os deveres de um senador, está expresso no Art. 2º inciso III do Código de Ética e Decoro Parlamentar — Resolução do Senado Federal nº 20, de 17 de março de 1993 —, in verbis: “Exercer o mandato com dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular”. Procura-se, portanto, jurista ou qualquer autoridade neste país que tenha a desvergonha de assegurar a legitimidade de um parlamentar ao classificar publicamente cidadãos brasileiros como “muares”, “equinos” e “mentecaptos”.

 

Se a manifestação pública de um membro da alta câmara do Poder Legislativo, referindo-se aos cidadãos brasileiros e aos membros do Poder Judiciário como equinos e néscios, mulas e idiotas, não representa gravíssima quebra ao decoro parlamentar e nenhuma autoridade constituída for capaz de exigir rigorosa e premente punição ao supramencionado senador da República, firma-se a convicção de que estão dramaticamente rompidos parâmetros do Estado Democrático de Direito no Brasil.

O que vem a seguir é a barbárie. É lamentável. É a lama.

O FILHO DO MEDO

 

Percival Puggina

 

 

No último dia 30, naquele horário em que se apagam luzes e televisores e se intensifica a atividade dos cabarés, saqueadores do Brasil transformaram um pacote de medidas contra a corrupção no oposto daquilo para o que foi concebido. Aves de rapina! Fizeram de um colibri algo à sua imagem e semelhança.

É fácil entendê-los. Quatro perguntas ao leitor destas linhas ajudam a esclarecer tudo. Você, leitor, tem medo da Lava Jato, do juiz Sérgio Moro, de passar uma temporada em Curitiba? Você está preocupado com a delação da Odebrecht? Não? Pois é. Eles sim. Eu os vi esganiçados aos microfones naquela sessão da Câmara dos Deputados. Destilavam ódio e vingança. Comportavam-se como membros da Camorra, da Cosa Nostra, da Máfia italiana. Sua conduta e seus discursos faziam lembrar animais encurralados. O pacote pró-corrupção foi um apavorado filho do medo.

Não é diferente a situação no poder vizinho. Mal raiara o sol, na manhã daquele mesmo dia, Renan Calheiros já cobrava a urgente remessa da encomenda para o protocolo do Senado. Queria votar tudo em regime de urgência e agasalhar-se com o mesmo cobertor legislativo. Aprovado em modo simbólico, o pacote só não foi adiante porque alguém cobrou que o voto fosse nominal. Nominal? Imediatamente abaixaram-se os braços e o plenário optou pela rejeição. Ouvido, Renan, o hipócrita, afirmou que a decisão fora muito boa e que a matéria não tinha, realmente, urgência.

Após o impeachment da presidente Dilma, esse foi, certamente, o episódio político de maior consequência para o futuro do Brasil. Ele noticiou à opinião pública dois fatos que, antes, seria impossível conhecer em toda extensão:

  • A Orcrim, que constitui, no Congresso, verdadeira e atuante Frente Parlamentar do Crime, tem ampla maioria da Câmara dos Deputados, onde aprova o que quer;
  • Os mesmos deputados, que tanto clamam contra os “vazamentos” de informações que os comprometem, vazaram a si mesmos, tornando conhecido seu desejo pessoal de conter as investigações, atacar os investigadores, acabar com as colaborações premiadas, preservar anéis e dedos. Entregaram-se, todos, ao juízo dos eleitores para o tribunal das urnas de 2018.

Agora podemos dizer a suas excelências que sabemos quem são e estamos vendo o que fazem. Agir assim numa crise como a que enfrentamos? Convenhamos. Depois da crise, vem o caos. E ninguém sabe o que há depois do caos. A Venezuela ainda não nos mostrou.

Escrevo este artigo durante as manifestações populares deste domingo 4 de dezembro. Enquanto escrevo, os poderes de Estado, em suas poltronas, assistem a manifestação do Brasil cuja indignação não é postiça nem indigna. Os cidadãos que lotam avenidas e praças em verde e amarelo, falando com seus cartazes e alto-falantes, são, em seu conjunto, a voz do dono. São a manifestação visível e audível da soberania popular.

 

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* Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Humor e fato político 19/11

VAI TER QUE DEVOLVER, R$ 300 MIL REAIS DA LEI ROUNET.

ronalsocaiadopng

 

Simpsons também previram xilique do ex- governador Garotinho na ambulância! ( José Simão)

shipson

 

Lula entra com Ação contra Sérgio Moro.É a velha estratégia do trombadinha correndo c/a carteira na mão gritando “pega ladrão”.

 

A filha de Fernandinho Beira-Mar também vai ligar para Luciana Lóssio avisando que seu pai está com problemas cardíacos.Direitos iguais (Comendador Serra)

fernandinho

Michel Temer e a polêmica sobre prisão de Lula

O jornalista Ricardo Noblat perguntou: “Para a estabilidade política é indiferente ou pode impacta-la, o desfecho da situação do lula na Lava jato? Em outras palavras, caso ele  (lula) venha a ser condenado, até eventualmente preso, isso seria indiferente para a estabilidade do governo, seria indiferente para o senhor ou isso poderia causar danos a estabilidade que o senhor tanto precisa?”

O presidente Michel Temer respondeu:

“Se houver acusações contra o ex-presidente que elas sejam processadas com naturalidade”. ( Temer não disse ser contra a prisão, disse que a prisão pode criar tumultos no país)

e continuou:

 “Se você me perguntar, se Lula for preso isso causa um problema para o governo? Não é para o governo é para o país.

Haverá movimentos sociais … todo vez que você tem um movimento social de contestação, inicialmente no particular a uma decisão no judiciário, isto pode criar uma instabilidade”

Eu até registro até muitas vezes, vocês registraram no começo de nossa conversa, por mais que você faça, por mais que eu esteja descrevendo aqui, as mudanças do que o governo está fazendo para preservar a integridade do país, da economia, das relações sociais, surge uma noticiazinha qualquer, isso cria instabilidade. não é verdade? tanto que muitas vezes se diz: temer você está com azar. Foi uma notícia de ministro, não sei do que. Isso cria uma instabilidade no governo.

Imagine a mera hipótese da prisão de Lula, foi um ex-presidente, foi presidente duas vezes. Pode criar problemas. Não tenho dúvidas disso.”

Clique no primeiro botão a esquerda (play) e ouça o áudio.

temer

 

PENSO QUE O COMENTÁRIO DE TEMER FOI INFELIZ. LULA NÃO POSSUI GRANDES POPULARIDADES E NADA VAI OCORRER COM A PRISÃO DELE. MAS TEMER NÃO DISSE SER CONTRA A PRISÃO DE LULA.

QUE OS BADERNEIROS SEJAM PRESOS JUNTO COM LULA.

 

SEGUNDA ENTREVISTA DE TEMER SOBRE O ASSUNTO

O UOL perguntou se Temer receberia com naturalidade a prisão de Lula depois da segunda instância. A pergunta foi maliciosa para induzi-lo ao erro. Por que segunda instância? Correto seria: Se ele receberia com naturalidade a prisão de Lula ( poderia ser temporária, provisória ou definitiva)

EM NENHUM MOMENTO, TEMER DISSE SER CONTRA A PRISÃO TEMPORÁRIA OU PROVISÓRIA. RESPONDEU A PERGUNTA FEITA.
A GRANDE IMPRENSA ESQUERDOPATA JÁ ESTÁ NOVAMENTE CRITICANDO TEMER , DIZENDO QUE ELE NÃO ADMITIRIA A PRISÃO PROVISÓRIA OU TEMPORÁRIA

 

EM NENHUM MOMENTO, TEMER DISSE SER CONTRA A PRISÃO TEMPORÁRIA OU PROVISÓRIA. RESPONDEU A PERGUNTA FEITA.

Michel Temer respondeu:

“Claro que sim. Convenhamos, sendo da área jurídica eu jamais me atreveria a dizer que alguém condenado não pode ser preso. Se a prisão vier depois de uma condenação, não haverá o que objetar. Nem poderia”.

O fato de dizer que após uma condenação não poderia existir objeção, significa que Temer é contra a prisão provisória?. Sendo um decreto Legal, claro que não

 

“O que se fala muito hoje é que o Lula pode ser preso pelo Moro de forma temporária ou preventiva. Na entrevista, entendi que a pergunta era sobre isso. Respondi: se ele for processado, isso deve seguir com muita naturalidade. Agora, se ele for preso — eu quis dizer neste momento —, isso cria problema para o governo, porque alguns movimentos sociais que fazem objeção ao meu governo vão sair às ruas. Hoje, depois de seis meses, está passando um pouco aquela onda do ‘Fora, Temer’. Só agora está começando a passar. Se prender o Lula, o que vai acontecer? Essa foi a minha resposta, com muita franqueza: vai criar problema, instabilidade. Mas, evidentemente, se lá para a frente houver uma condenação judicial e Lula for detido em função dessa condenação, acabou”.

O UOL perguntou se ele receberia com naturalidade a prisão de Lula depois da segunda instância.

Ele respondeu:

“Claro que sim. Convenhamos, sendo da área jurídica eu jamais me atreveria a dizer que alguém condenado não pode ser preso. Se a prisão vier depois de uma condenação, não haverá o que objetar. Nem poderia”.

temer

Transtornos mentais podem alterar comportamento sexual

Vivemos em um mundo em que o sexo é bastante enfatizado, e a prática da sexualidade para alguns indivíduos é tão vital para a saúde quanto comer, dormir e fazer exercícios.

Alguns componentes envolvidos na sexualidade normal também estão implicados na causa e tratamento dos transtornos mentais, o que torna os indivíduos em acompanhamento psiquiátrico mais propensos a terem dificuldades ou alterações no comportamento sexual.

Até 80% dos pacientes com transtornos mentais têm dificuldades sexuais em consequência da própria doença ou dos medicamentos utilizados para tratá-las, o que pode levar a problemas no relacionamento com o parceiro e uso de substâncias sem prescrição médica. Estas consequências podem provocar um desfecho ainda mais arriscado, que é o abandono do tratamento psiquiátrico.

Sintomas como redução da auto-estima, dificuldades de relacionamento, redução do interesse, cansaço, entre outros, costumam estar presentes em diversos transtornos mentais e podem causar redução da frequência e da qualidade das relações sexuais. Os antidepressivos, antipsicóticos e ansiolíticos utilizados no tratamento estão associados a aumento de risco de sonolência, diminuição do desejo sexual, disfunção erétil e redução do orgasmo.

Entretanto, a interrupção do tratamento medicamentoso sem orientação médica, na maioria dos casos, pode levar a piora dos sintomas, prejuízo social, redução do rendimento e da qualidade de vida. A entrevista focada no contexto sócio-sexual e a avaliação médica, portanto, são essenciais para esclarecer a importância da sexualidade na vida do indivíduo e as mudanças que ocorreram após o seu adoecimento.

O acompanhamento médico e psicológico permitem ampliar o entendimento da sexualidade e identificar outras formas de satisfação sexual, analisando as necessidades de cada indivíduo sem prejudicar o tratamento de base. A avaliação ginecológica/urológica, junto ao atendimento em saúde mental, é importante para excluir causas clínicas passíveis de intervenções específicas. Em alguns casos pode ser considerado o ajuste dos remédios que o paciente está usando ou a introdução de novas medicações que ajudem a atenuar os sintomas.

A saúde sexual envolve não somente a ausência de doença, mas também a capacidade de se envolver em relações sexuais consensuais, seguras, respeitosas e prazerosas. Tocar no assunto é o primeiro passo para o alívio do desconforto. Quebrar a barreira da vergonha e discutir o tema com os profissionais envolvidos no tratamento permitem a individualização da terapêutica e a melhora da qualidade de vida.

*Lívia Queiroz Castelo Branco Mourão é médica Psiquiatra, especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria e com pós-graduação, em curso, na área de Sexualidade.
 liviacastelobranco

FONTE: www.holiste.com.br

Brasil apresenta na OEA Marco legal da Convenção da Pessoa Com Deficiência

O Brasil apresentou este mês, em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), o Marco Legal da Convenção da Pessoa Com Deficiência, que estabelece que estes cidadãos “gozam de capacidade legal em igualdade de condições com as demais pessoas em todos os aspectos da vida”.  Realizado entre os dias 17 e 21 de outubro, o evento teve como objetivo principal a avaliação dos relatórios apresentados pelos países sobre os avanços em relação às políticas voltadas a essa parcela da população.

“De acordo com o marco legal, pessoas com deficiência mental ou intelectual deixaram de ser consideradas absolutamente incapazes. Isso é muito importante; pois, neste caso, uma das maiores barreiras da pessoa com deficiência mental ou intelectual é o preconceito”, afirma o presidente da Comissão Especial da Pessoa Com Deficiência na Câmara Municipal de Salvador, Leo Prates.

O Código Civil, datado de 1916, qualificava-as como “loucos de todo o gênero” e as impedia de praticar qualquer ato da vida civil. O Código Civil atenuou essa discriminatória qualificação, mas manteve a incapacidade absoluta para pessoas com “enfermidade ou deficiência mental”, sem o necessário discernimento para a prática desses atos.

Após cinco séculos de total vedação jurídica, no Direito brasileiro, tudo mudou com o advento da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada ao direito interno brasileiro por meio do Decreto Legislativo 186, de 9.7.2008 e por sua promulgação pelo Decreto Executivo 6.949, de 25.8.2009. Finalmente, a Lei 13.146, de 6.7.2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), regulamentou a Convenção.

A Convenção considera pessoas com deficiência (e não “portadoras de deficiência”) as que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas. O artigo 12 da Convenção estabelece que as pessoas com deficiência “gozam de capacidade legal em igualdade de condições com as demais pessoas em todos os aspectos da vida”; essa capacidade legal é mais ampla que capacidade civil em geral. A Convenção explicita, sem configurar enumeração taxativa, que a pessoa com deficiência pode possuir ou herdar bens, controlar as próprias finanças e ter igual acesso a empréstimos bancários, hipotecas e outras formas de crédito financeiro.

Fonte: conjur.com.br

deficiente

Lula possui fuzil AK 47

1. Na relação de bens (tralha) do ex-presidente Lula há uma AK-47, de fabricação da Coréia do Norte. Sai a declaração que ele tem essa arma e não acontece nada. V. já imaginou se V. tivesse sem autorização do Exército uma AK-47 em sua posse?

É oficial: evangélicos deram vitória para Trump

Julio Severo

Os evangélicos brancos estão fazendo uma diferença poderosa nos Estados Unidos. Graças principalmente a eles, Donald Trump é agora o presidente dos Estados Unidos. Graças a eles e seu amor por Israel, uma das primeiras medidas de Trump foi convidar o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu aos EUA para conversações.

Os evangélicos brancos (inclusive pentecostais e neopentecostais) votaram esmagadoramente em Donald Trump. De acordo com o jornal Washington Post, 81 por cento deles escolheram Trump e só 16 por cento escolheram Hillary.

Em contraste, entre protestantes tradicionais (presbiterianos, luteranos, metodistas, etc.), 59 por cento escolheram Hillary e só 35 escolheram Trump.
Entre católicos, 52 por cento escolheram Hillary e 45 por cento escolheram Trump.
Entre os judeus, 71 por cento escolheram Hillary e só 24 por cento escolheram Trump.

Então Julian Assange, fundador do WikiLeaks, acertou quando disseque os evangélicos eram a única “elite” apoiando em massa Trump. Mas esse apoio não foi fácil, pois os evangélicos estavam preocupados com a conduta sexual pessoal dele.

A candidatura de Trump levou a divisões dentro de diferentes segmentos evangélicos. O proeminente teólogo evangélico Wayne Grudem apoiou Trump, retirou o apoio e então voltou a apoiá-lo.
Apesar de suas fraquezas morais pessoais (que não eram piores do que os problemas morais de Hillary e seu marido Bill), Trump continuou a receber apoio de grandes líderes evangélicos, inclusive Pat Robertson e Tony Perkins.
Ainda que Trump sempre tenha sido um presbiteriano nominal, ele e seu vice-presidente estão recebendo hoje conselho, orações e visitas regulares pessoais de líderes evangélicos, neopentecostais e pentecostais.
Dá para explicar o apoio que Trump recebeu de evangélicos brancos com o fato de que eles têm profunda aversão ao ativismo pró-aborto e pró-sodomia de Hillary.
Os evangélicos negros — que representam 2 de cada 5 evangélicos americanos — também têm aversão ao ativismo de Hillary. Mas, de acordo com a revista evangélica americana Christianity Today, eles em grande parte escolheram Hillary.
Entre latino-americanos (inclusive brasileiros) que vivem nos EUA, cerca de 71 por cento escolheram Hillary.
O WND (WorldNetDaily) disse que o impacto e o crescimento de minorias esquerdistas, em grande parte latino-americanas, serão sentidos nas próximas quatro décadas.
De acordo com o WND, 2016 foi a última eleição presidencial em que os brancos foram maioria. Nas próximas eleições, eles serão minoria, e as novas maiorias de outras raças e suas inclinações esquerdistas prevalecerão.
A imigração em massa aos EUA, trazida por políticas esquerdistas, terá o efeito esperado contra os evangélicos brancos que estão preservando e defendendo o conservadorismo cristão nos EUA.
Se Deus não intervir, essa poderá ser a última oportunidade para os evangélicos brancos fazerem um impacto para Jesus Cristo no governo dos EUA. Por décadas, presidentes evangélicos conservadores americanos, inclusive George W. Bush, prometeram reconhecer Jerusalém como capital de Israel, mas nunca cumpriram suas promessas.
Se os evangélicos encorajarem Trump a fazer esse reconhecimento e transferir a Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, Deus moverá em favor desses evangélicos, Trump e os EUA.
A estratégia anti-conservadora do Partido Democrático oportunista socialista é facilitar a imigração de esquerdistas que transformarão a maioria de evangélicos brancos em minoria enfraquecida.
Mas os evangélicos têm um Deus estratégico. Se essa é a última chance para os evangélicos brancos como maioria, eles deveriam se esforçar muito para usá-la da melhor forma possível.
Famílias grandes são uma das estratégias de Deus. Se os evangélicos não seguissem a mentalidade contraceptiva, eles teriam famílias maiores, que manteriam sua maioria necessária e poderiam resistir por mais décadas à imigração em massa de esquerdistas.
Deus e famílias grandes são a única esperança para os evangélicos conservadores nos Estados Unidos.
Com informações do Washington Post, WND (WorldNetDaily), Christianity Today e The DailyBeast.