Pixuleco desembarca em Salvador ainda este mês

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A turnê do boneco gigante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vestido de presidiário deve passar por Salvador até o final de setembro. As informações são do jornal Tribuna da Bahia. Pixuleco, como foi batizado, desfilará pela orla da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital baiana.

A versão inflável do ex-presidente Lula, com um bola de ferro acorrentada na perna com os dizeres “Operação Lava Jato”, desembarcou nesta quarta-feira (2) no Paraná e foi exposto em frente à sede Justiça Federal, em Curitiba, local onde acontece os julgamentos dos acusados de participar dos esquemas de corrupção na Petrobras.

O boneco apareceu pela primeira vez nos protestos do dia 16 de agosto, em Brasília, e fez sucesso nas redes sociais. O “Lula Inflado” tem 12 metros de altura e, além da roupa de presidiário, possui uma placa no peito com os números “13” e “171”. O Pixuleco foi criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), um dos grupos que têm organizado protestos contra a presidente Dilma Rousseff, e custou R$ 12 mil. ( Bocão News)

Dilma não descarta criação da CPMF

 

“Alguém falar que déficit é bom, não é bom. Nós não achamos ele bom. Se a gente achasse o déficit bom, nós iríamos abraçá-lo, mas nós queremos resolver o problema do déficit. Nós vamos buscar medidas para resolver o déficit. Vocês podem ter certeza que essa é a forma correta de condução, porque qualquer tentativa de fazer diferente, provocaria muito mais problema”, disse.

Apesar de não especificar que alterações seriam essas, Dilma afirmou que o governo está analisando todas as possibilidades, inclusive a recriação da CPMF.  “Eu não gosto da CPMF. Acho que a CPMF tem suas complicações. Mas não estou afastando a necessidade de criar nenhuma fonte de receita”, afirrmou Dilma

Senado aprova fim de doação de empresas a partidos políticos

Brasília – O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 2, uma proposta do pacote da reforma política que proíbe empresas a doarem a partidos. A Casa já havia recusado anteriormente a possibilidade de pessoas jurídicas fazerem contribuições diretamente para partidos políticos. A mudança, que passou com o apoio de 36 votos contra 31, ocorreu a partir da aprovação de uma sugestão apresentada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Os senadores permitiram doações de pessoas físicas. Contudo, houve um acordo para permitir que, em vez de limitado a 10% dos rendimentos que elas tiveram no ano anterior à eleição, as pessoas físicas não terem nenhuma limitação para fazerem contribuições eleitorais.

Embora sem teto de doações para pessoas físicas, a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B) elogiou a decisão de acabar contribuição de pessoa jurídica. “Pessoas físicas, essas, sim, têm todo o direito de doar para quem quer que seja, porque elas são pessoas físicas, elas atuam votando e ajudando os candidatos que apoiam, e não as pessoas jurídicas”, defendeu Vanessa.

No momento, os senadores discutem novas alterações ao texto. Ao final da votação, o texto terá de voltar para a Câmara. Os deputados anteriormente aprovaram doações de empresas a partidos, com limitações. Mais cedo, os parlamentares aprovaram o text-base da reforma política em votação simbólica (Estadão)

Lula diz que a sociedade brasileira que é contra o PT é irracional

O ex-presidente Lula classificou o momento atual como “delicadíssimo”. Para ele, as manifestações contra o PT e o governo Dilma Rousseff mostram uma “irracionalidade emocional da sociedade”

Segundo Lula, no entanto, as falhas cometidas pelos companheiros não podem contaminar todo o partido. “O PT tem um milhão e não sei quantos mil filiados. É evidente que em uma família deste tamanho existe o risco de alguns companheiros terem cometido erros. Na vida, quando a gente comete erro a gente paga pelo erro. Temos defeitos, mas ninguém fez mais do que nós fizemos por este país”, disse Lula

Biruta de aeroporto preside o Brasil?

Biruta de aeroporto é este o governo que o país tem. Muda ao acaso dos ventos. Sem controle e sem planejamento.

“O Relator do processo que analisa as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff, o ministro do TCU ( Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes disse na manhã desta segunda-feira (31) que o Brasil está “sem direcionamento” e usou uma bússola quebrada para indicar que o governo “não tem rumo”.

Ele afirmou ainda que as chamadas pedaladas fiscais não podem mais acontecer e usou seu Estado, o Rio Grande do Sul, para indicar que o mesmo pode ocorrer com o país se o governo continuar gastando mais do que arrecada.
Segundo Nardes, ministros e subordinados podem ser responsabilizados por pedaladas, mas o contigenciamento é uma prorrogativa da presidência da República. (contigência: o governo disse que não ia gastar R$ 28 bilhões e gastou)

” Se não for explicado terá consequências dramáticas para a presidente”. Dilma programou que ia contigenciar e não cumpriu.

“No meu Estado, a bicicleta já quebrou. Se não fizermos algo no Brasil, o mesmo pode acontecer. Temos que dar um basta”, afirmou.” ( Folha)

Ministro Gilmar Mendes volta a pedir que PGR investigue gráfica contratada por campanha de Dilma

Estadão

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, decidiu reenviar à Procuradoria-Geral da República um ofício que pede a investigação de eventuais práticas criminosas envolvendo a contratação da gráfica VTPB pela campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2014. A decisão de Gilmar contou com apoio de outros três ministros da Corte eleitoral, que fizeram coro nas críticas feitas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que decidiu, no último dia 13, arquivar o caso.

Os ministros Dias Toffoli, presidente do TSE, João Otávio de Noronha e Henrique Neves, concordaram com Gilmar ao rebater o procurador-geral sobre a fala de que a Justiça eleitoral e o Ministério Público eleitoral não podem adotar posicionamento de “protagonismo”. Já as ministras Rosa Weber – que substituía o ministro Luiz Fux -, Luciana Lóssio e Maria Thereza de Assis Moura, não se pronunciaram sobre o caso. As duas últimas ministras têm adotado um posicionamento mais brando sobre as investigações contra Dilma que estão em curso no TSE.

A decisão de Gilmar Mendes, que relatou as contas de campanha de Dilma nas eleições de 2014, aconteceu pouco depois de Janot ter arquivado pedido de investigação encaminhado em maio à Procuradoria. “Causa especial espanto a afirmação do chefe do Ministério Público Federal de que a Justiça eleitoral e o Ministério Público não devem ser protagonistas do espetáculo da democracia”, disse Gilmar em crítica direta à decisão de Janot.

“A atuação da Justiça eleitoral deve ocorrer de forma minimalista, isso equivale a dizer que os agentes devem enfiar a cabeça na terra como se fossem avestruz para que os ilícitos não sejam vistos?” emendou. Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, Gilmar classificou o parecer de Janot como “ridículo” e disse que a argumentação vai de “pueril a infantil”.

O ministro Dias Toffoli também contestou trecho do despacho do procurador-geral que defende que a Justiça eleitoral deve promover a pacificação social. “O exercício dessa pacificação social que a justiça eleitoral traz é em razão da sua ação e não da sua não-ação”, disse Toffoli, acrescentando que a decisão de determinar a investigação de fatos relativos à campanha de Dilma “não é uma determinação isolada do ministro Gilmar Mendes. “Isto consta do acórdão do TSE e é uma determinação da Corte”, defendeu. O presidente do Tribunal repetiu uma frase que vem sendo ditar por Gilmar, de que as investigações devem ocorrer para apurar, inclusive, “desvios que podem ter como vítima a própria campanha”.

O ministro Henrique Neves citou o julgamento de uma prestação de contas de 2007, em que a Corte teve atitude semelhante à adotada em relação à campanha petista. Segundo ele, “foi exatamente o mesmo procedimento que este Tribunal adotou”, lembra.

Já Noronha disse que, apesar de Janot defender uma postura “minimalista” da Justiça eleitoral e do Ministério Público, ter testemunhado o papel de protagonismo adotado pela Procuradoria nas eleições de 2014. “Sou testemunha de quanto se empenharam os ministros para que pudéssemos proceder eleições sérias, democráticas, transparentes”, provocou. “Sou testemunha de que a Justiça eleitoral não tem sido, ao contrário do que afirmado no despacho, um protagonista exagerado. Houve um processo que se cassava, e com muito empenho, e o MP atuou de forma em que se buscava cancelar o registro do senhor Paulo Maluf (deputado federal pelo PP-SP). A justiça eleitoral foi protagonista em assegurar a aplicação da lei”, lembrou.

Noronha, que é relator de duas ações que investigam a campanha de Dilma Rousseff, repetiu ainda afirmações que vêm sendo feitas por Gilmar Mendes, de que a Corte adota posições “assimétricas” em relação a casos envolvendo prefeitos, governadores e presidente da República. “Nós julgamos impugnação de registro dos prefeitos das pequenas cidades todo dia. Se há para os pequenos, por que não pode haver para os maiores?”, indagou.

O ministro aproveitou ainda para afirmar que as investigações acontecem de forma posterior à diplomação dos candidatos eleitos “porque os fatos são revelados depois de concluído o processo, as eleições”, disse. “Tudo isso se faz para que haja um controle, ainda que a posteriori, da legitimidade do pleito eleitoral. Isso não deve ser imputado como uma medida de perseguição, de descontentamento”, defendeu.

Hélio Bicudo, fundador do PT, protocola pedido de impeachment de Dilma na Câmara

O fundador do PT e jurista Hélio Bicudo, 93 anos, apresentou nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Este é o 17º pedido de afastamento da petista.

O pedido foi apresentado por Maria Lúcia Bicudo, filha do ex-vice-prefeito de São Paulo, ex-ministro da Fazenda e ex-deputado federal. A advogada Janaina Paschoal subscreve o documento.

De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa, já foram apresentados 17 pedidos de impeachment. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já determinou o arquivamento de cinco desses pedidos por inadequação formal.

Caso haja algum problema no requerimento de Bicudo, Cunha concederá um prazo de 10 dias para que ele faça as adequações. O mesmo prazo foi dado às outras pessoas que apresentaram pedidos.

Dilma e o PT quebraram o país

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Junto com seu partido, levou o Brasil a uma condição falimentar, e agora tenta lavar as mãos. Quem pariu o descalabro que o embate

O governo afirma que está sendo “realista” ao apresentar uma proposta de orçamento prevendo um inédito rombo nas contas públicas para 2016. Não é verdade. A peça orçamentária enviada ontem ao Congresso continua sendo uma obra de ficção. A presidente Dilma simplesmente abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Dificilmente a previsão de um déficit de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB, irá se confirmar no ano que vem, levando-se em conta as premissas equivocadas usadas para se chegar ao resultado. O rombo, provavelmente, será ainda maior.

São fantasiosas as projeções de crescimento da economia e as receitas projetadas, ambas superestimadas. O orçamento conta com recursos incertos, obtidos com a venda de ativos e concessões, as mesmas para as quais o governo não consegue definir regras claras. Prevê aumento de impostos, os mesmos que Michel Temer admite que “ninguém aguenta mais“.

Ao mesmo tempo, na proposta orçamentária, o governo subestima o quanto gastará em juros e a gestão petista não sabe como cortar despesas. Prevê que tanto os gastos obrigatórios quanto os discricionários crescerão em 2016, num total de R$ 105 bilhões adicionais, mesmo com as receitas despencando. Contas assim não fecham nunca.

Na nova proposta orçamentária, com a terceira meta fiscal estipulada para 2016 em quatro meses, o rombo da Previdência dobrará desde 2014. Mas não se ouve da presidente, como não se ouviu durante a campanha eleitoral inteira, qualquer palavra sobre a necessidade de reformar o sistema para evitar sua iminente implosão. Muito menos uma proposta com princípio, meio e fim.

Nesta contabilidade do crioulo doido, o governo espera que o Congresso dê jeito – o mesmo Parlamento que o Palácio do Planalto vem acusando de fabricar pautas-bombas. Quem detonou a bomba atômica foi o Executivo e não o Legislativo, que agora ouve pedidos de socorro dos mesmos que o acusavam de irresponsáveis…

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT. Foram ela e seu partido que insuflaram desmesurada e irresponsavelmente os gastos, que maquiaram contas, tentaram enganar órgãos de fiscalização e controle. Como tudo o que é falso, esta fantasia agora se desmancha no ar. Não sem antes, infelizmente, levar o país junto, rumo a uma falência inédita nas últimas décadas.

A consequência da inépcia petista é uma vida muito mais apertada, mais sofrida para todos os brasileiros. Mais desemprego, mais carestia, mais recessão. Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Jogar para o Congresso uma responsabilidade que é inescapável e inalienável da presidência da República equivale a um ato de renúncia.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

Albinos são cruelmente mutilados e partes do corpo são usadas em “poções mágicas” 

Diretor de ONG que atua na Tanzânia diz que crimes aumentaram após tradição virar comércio

A comercialização de poções e talismãs feitos com braços e pernas de albinos nos últimos anos transformou uma antiga crença popular em um mercado de luxo sombrio na Tanzânia.

Crentes na “medicina” dos curandeiros, a elite local paga milhares de dólares pelos produtos que, para eles, podem curar doenças e trazer sorte e prosperidade. Por trás desse comércio macabro, há ainda mais sofrimento do que se imagina, explica Don Sawatzky, diretor da ONG Under The Same Sun (Todos Sob o Mesmo Sol, em tradução livre), pois a maioria das vítimas é mutilada com requintes de crueldade.

— A mutilação é feita com a pessoa viva porque exista a crença de que a intensidade dos gritos aumenta a eficiência da poção. Quanto mais dor e mais a vítima gritar, mais eficiente a poção ficará, eles creem.

“Eles são apenas albinos”, dizem algumas pessoas. Eles não os veem como seres humanos.

Sawatzky diz que ninguém conhece, ao certo, a origem da crença em porções e talismãs feitos com partes do corpo de albinos, mas sabe-se que ela é muito antiga e que teve início em rituais tribais africanos.

Símbolo da luta contra o preconceito, cantor albino desabafa: “Tive que batalhar muito para ser aceito”

Desde 2007, no entanto, a ONG vem acompanhando um crescimento nos ataques desse tipo: criminosos decepam braços e pernas de pessoas com albinismo e os vendem diretamente para os consumidores ou para curandeiros que produzem as poções e talismãs.

— Grande parte da população tanzaniana, tanto do interior quanto das grandes cidades e com diversos níveis de educação, ainda acredita nesse mito. O problema ficou quando várias tribos que viviam isoladas tiveram contato com novas culturas e também se adequaram ao modelo de negócios global. O capitalismo pode explicar o aumento e a “produção em massa” desses considerados talismãs.

Para Sawatzky, as mutilações só não são ainda mais frequentes porque os valores dos membros são muitos altos e os compradores se restringem a uma pequena elite rica.

— O preço de uma única parte do corpo pode variar entre R$ 3.300 (US$ 1.000) e R$ 10 mil (US$ 3.000). Enquanto houver demanda, sempre haverá um mercenário ou outro feiticeiro com um facão nas mãos. Os consumidores são os únicos que mantêm essa demanda viva.

http://noticias.r7.

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PT quer que a Polícia Federal prenda o dono do boneco Pixuleco: ditadura bolivariana?

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O PT QUER PRENDER PIXULECO E O SEU PROPRIETÁRIO. UM CASO ÚNICO NA HISTÓRIA DA POLÍCIA E DA POLÍTICA MUNDIAL.

A LIVRE MANIFESTAÇÃO POLÍTICA, HUMORÍSTICA, ARTÍSTICA, É UM DIREITO CONSTITUCIONAL. A CARAPUÇA DE PIXULECO CAI NA CABEÇA DO VERDADEIRO LADRÃO.
O BONEQUINHO FAZ ESTRAGO NA IMAGEM DO LULALAU PERANTE O POVÃO.

POR QUE NÃO PRENDER O VERDADEIRO CHEFE DO MENSALÃO E DO PETROLÃO?

POSSO GARANTIR QUE NÃO SOU O DONO DO BONECO, MAS PARABENIZO PELA INVENÇÃO

SEGUNDO FONTES, A PF DE LULA QUER INVESTIGAR QUEM É O DONO DO BONECO. SERÁ QUE ELE VAI ACEITAR UMA DELAÇÃO PREMIADA E DENUNCIAR OS MILHÕES DE BRASILEIROS INDIGNADOS CONTRA LULA LALAU E SUA CRIATUARA DILMA MANDIOCA?

O DONO DE PIXULECO JÁ DISSE QUE VAI FAZER DELAÇÃO PREMIADA E CITAR O NOME DE MILHÕES DE BRASILEIROS INDIGNADOS CONTRA LULA E DILMA QUE APOIAM O BONECO.

Pixuleco X Dilpibinho : a dupla dinâmica do comunismo está ferrando o Brasil. A culpa é de quem votou na corja.

JORGE RORIZ

Pixuleco e a economia de dilpibinho

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

O boneco presidiário Pixuleco atazanou o fim de semana do companheiro $talinácio, com novas aparições, após o atentado promovido pela União da Juventude Socialista do PC do B. Durante a semana, quem pode encher o saco de Lula da Silva é a CPI do BNDES. O deputado Alexandre Baldy (PSDB-GO) protocolará um pedido para que o ex-Presidente seja ouvido junto com o dirigente da Odebrecht, Alexandrino Alencar – um dos apanhados na Operação Lava Jato. Uma requentada matéria da revista Época sobre os negócios internacionais de Lula, que ganhou destaque na Rede Globo, aporrinhou, demais, Lula – que sempre vai negar ter feito algo errado, mesmo que provas apareçam…

Enquanto a “oposição” de brincadeirinha tenta um cerco contra Lula, sua Presidenta Dilma Rousseff amplia o festival de besteiras que assolam a Republiqueta. A Presidenta vai assassinar hoje a Lei de Responsabilidade Fiscal, enviando ao Congresso o Orçamento de 2016 com previsão de grande déficit. A turma do desgoverno tem a coragem de chamar tal manobra de “orçamento realista” – como se causar e reconhecer rombos nas contas públicas fosse uma atividade normal, digna de ser adjetivada, meramente, como “algo real”. Dilma, que recuou na recriação da CPMF, encena que, sem tal receita, as contas do ano que vem já nascem no “vermelho”.

Dilma seguirá em sua agonia. Nada do que ela fizer ou falar vai resolver ou ser acatado pela sociedade. A Presidenta se desmoralizou completamente. Não tem credibilidade para continuar no poder. A fragilidade dela só vai aprofundar a crise econômica – causada pelas besteiras feitas na gestão de Guido Mantega, figura de confiança do velho $talinácio. A previsão é que o mercado receba, pessimamente, a notícia de que o governo pensa em operar, no ano que vem, no escandaloso vermelho da contabilidade. Trata-se de uma atitude canalha do desgoverno – que não corta gastos inúteis e só pensa em cobrar mais impostos, sacrificando, sempre, o bolso de quem tenta produzir e trabalhar no País comandado pela governança do crime institucionalizado.

Por isso, não tem outro jeito. A Intervenção Constitucional, pelo poder instituinte do povo, claramente prevista em nossa Constituição (Título I, Art. 5, parágrafo único, e artigo 142) é única maneira segura disto não voltar a acontecer, dificultando ou inviabilizando a permissiva criação de novos “Pixulecos da Silva” (excelente apelido para um futuro preso, já que, na cadeia, a turma adora tratar os companheiros por codinomes).

Dólar – R$ 4,00 ?

A previsão de apresentação do Orçamento da União para 2016 com déficit ao Congresso fez com que o dólar comercial disparasse nesta segunda-feira. A divisa chegou a bater R$ 3,684 durante o pregão. Com isso, as cotações do dólar e euro turismo também subiram em agências de câmbio no Rio de Janeiro, o que pesa mais ainda no bolso de quem planeja viajar. A moeda americana ultrapassou R$ 4 e a europeia quase encostou em R$ 4,60.

Rombo de Dilma será pago pelo povo

Ao anunciar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Fazenda, Joaquim Levy, detalharam medidas de elevação da carga tributária para arrecadar R$ 11,2 bilhões no próximo ano.

Entre as medidas está a tributação de bebidas quentes, como destilados e vinhos, e a revisão do imposto de renda sobre direito de imagem. Os ministros anunciaram ainda que o governo passará a cobrar IOF sobre operações de crédito do BNDES e a revisão da desoneração do PIS/COFINS de computadores, smartphones e tablets.

O governo prevê fechar 2016 com um rombo de 30,5 bilhões nas contas públicas, ou 0,5% do PIB. O déficit da União projetado para 2016, num cenário de crescimento modesto da economia de 0,2%, considera uma receita líquida total de R$ 1,18 trilhão e uma despesa de R$ 1,21 trilhão. É a primeira vez que o Executivo entrega ao Congresso uma proposta orçamentária com previsão de fechar as contas no vermelho.

O rombo nas contas públicas será provocado pela fraca arrecadação em meio à uma economia anêmica e do fracasso do Executivo em ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), ideia que foi abortada diante da resistência do Congresso e do empresariado.

“Não será possível cumprir nossa meta de primário de 2016”, disse o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, referindo-se ao objetivo até então de gerar um superávit primário consolidado, a economia feita pelo governo para pagamento de juros da dívida pública, de 0,7% do PIB no próximo ano.

O déficit no regime geral da Previdência deve saltar a R$ 124,9 bilhões em 2016, contra resultado negativo de R$ 88,9 bilhões projetado para o atual exercício.

Os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o ano que vem são estimados em R$ 42,4 bilhões, dos quais R$ 15,6 bilhões no Minha Casa, Minha Vida.

Dívida. A proposta de Orçamento da União para o ano que vem prevê ainda que a dívida bruta subirá a 68,4% do PIB em 2016 e atingirá 68,8% do PIB em 2017, antes de começar a recuar no ano seguinte. Para 2015, a previsão é que a dívida bruta fique em 65,5% do PIB.

Representantes da equipe econômica vinham afirmando que a dívida bruta se estabilizaria no ano que vem e em seguida começaria a cair como percentual do PIB, contestando cálculos de economistas de que se aproximaria dos 70% do PIB.

O déficit nominal, segundo a proposta orçamentária, deve representar 7% do PIB neste ano, 5,86% em 2016 e 3,54% em 2017.

Os dados divulgados nesta segunda-feira ampliam o risco de o Brasil perder o chamado grau de investimento. Entre as três principais agências de classificação de risco, a Standard & Poor’s é a que está mais próxima disso, ao atribuir a nota mais baixa dentro dessa faixa, “BBB-“, com perspectiva negativa.

O ministro do Planejamento afirmou ainda que o governo pode enfrentar o cenário de déficit primário de 2016 com propostas que precisam ser construídas com o Congresso Nacional, relacionadas a gastos obrigatórios.

“O mais importante é ter um Orçamento realista… e tomar as ações necessárias para melhorar esse Orçamento”, disse Barbosa, ao ser questionado sobre o risco de o país perder o grau de investimento.

(Com Reuters/Estadão)

Morre General brasileiro que comandava missão da ONU no Haiti

O general do Exército José Luiz Jaborandy Júnior, comandante da Força Militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), morreu ontem (30) aos 57 anos, durante um voo de volta ao Brasil.

Segundo informações da família, Jaborandy sofreu um infarto dentro do avião, a caminho de Manaus, onde conheceria a neta, nascida há poucos meses. Em seguida, o general participaria de uma festa de aniversário de um parente em Maceió.

O brasileiro estava no Exército desde 1976 e assumiu a Minustah em março do ano passado. Antes de atuar no Haiti, Jaborandy comandou a 8ª Região Militar, em Belém. Ele foi ainda observador militar do Grupo de Observação das Nações Unidas na América Central, em 1991, e da Missão de Observação das Nações Unidas em El Salvador, em 1992.

Em nota, na manhã desta segunda-feira, a presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte do general e agradeceu a dedicação do militar à missão de paz. “O general Jaborandy contribuiu com sua dedicação, profissionalismo e espírito de liderança para os esforços de preservação da paz e da segurança na nação-irmã do Haiti. O país perde um grande brasileiro. Transmito minhas condolências aos familiares e amigos do general Jaborandy”.

Edição: Talita Cavalcantejaborandy

PF quebrou sigilo bancário de Lula

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) enviou à Polícia Federal e aos integrantes da força-tarefa paranaense, dados estarrecedores sobre a movimentação financeira milionária da LILS, empresa de palestras do ex presidente Lula.

De acordo com o documento, Lula faturou apenas através da LILS cerca de R$ 27 milhões, desde que ele deixou a presidência da República. Destes, boa parte do dinheiro veio de empreiteiras investigadas na Lava Jato, como Odebrecht (R$ 2,8 milhões), Andrade Gutierrez (R$ 1,5 milhão) e OAS (R$ 1,4 milhão).

Gilmar Mendes diz que Janot age como advogado de Dilma

Ele está indignado com o arquivamento do caso da gráfica fantasma e acha que Rodrigo Janot se desviou da função de chefe do Ministério Público. “Janot deve cuidar da Procuradoria Geral da República e não atuar como advogado da presidente Dilma”.

Para o ministro, o caso continua a merecer investigação. “A VTPB recebeu R$ 23 milhões, mas não tem funcionários nem equipamento. Pode haver outros crimes, inclusive fiscais e previdenciários. Houve fraude dentro da campanha”.

Janot ignora lei eleitoral em defesa da “pacificação”?

Em resposta ao pedido preliminar de investigação das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff, feito pelo ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontou a “inconveniência” de Justiça e Ministério Público Eleitoral se tornarem “protagonistas exagerados do espetáculo da democracia” e manifestou receio de “judicialização extremada”. Para Janot, os atores principais do processo democrático devem ser “candidatos e eleitores”.
“Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobrevêm, os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito”, escreveu Janot, falando sobre o papel da Justiça eleitoral na “pacificação social. (VEJA)

Mas se OCORREU CRIME ELEITORAL, SE OCORREU USO DE VERBAS INDEVIDAS NA CAMPANHA, MESMO ASSIM, A JUSTIÇA ELEITORAL VAI LEGALIZAR A ILEGALIDADE E FAZER PACIFICAÇÃO SOCIAL?
CABE AO PROCURADOR E A LEI, APURAR OS FATOS.
SE A DERROTA FOI CAUSADA POR MEIOS ILICITOS, NÃO OCORREU DERROTA DOS DERROTADOS E NÃO OCORREU VITÓRIA DOS ELEITOS.

JORGE RORIZ

Janot – Reeleito procurador para defender Dilma?

Os deputados Rubens Bueno (PPS), Carlos Sampaio (PSDB), Arthur Maia (SD) e Mendonça Filho (DEM) afirmam que a “pacificação social”, aludida pelo procurador, “só virá quando não pairarem dúvidas sobre os métodos utilizados” por Dilma para vencer a eleição.

“O voto, como disse corretamente o ministro Joao Otávio de Noronha, do TSE, garante a presunção da legitimidade, que só será confirmada quando da decisão final da Justiça Eleitoral”, diz a nota.

Eis a íntegra:

“Causou grande estranheza nas Oposições os termos da decisão assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinando o arquivamento do pedido de investigação referente às contas da campanha da presidente da República, Dilma Rousseff. Não obstante os fortes indícios de irregularidades apontados, o despacho do procurador parece querer dar lições ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e às Oposições.

No processo eleitoral, eleitores, partidos, Justiça Eleitoral e Procuradoria têm papéis distintos e complementares e é fundamental que todos cumpram o que lhes cabe, com equilíbrio e isenção. ‘Inconveniente’ seria se não o fizessem.

Acreditamos, da mesma forma, que a ‘pacificação social’, aludida pelo procurador, só virá quando não pairarem dúvidas sobre os métodos utilizados pelos candidatos para vencer eleições, sobretudo quando um dos concorrentes, no caso a presidente Dilma, ter anunciado, um ano antes do início do processo eleitoral, que eles poderiam ‘fazer o diabo quando é hora de eleição’.

O voto, como disse corretamente o ministro João Otávio de Noronha, do TSE, garante a presunção da legitimidade, que só será confirmada quando da decisão final da Justiça Eleitoral. O TSE já formou maioria para investigar as graves denúncias de ilícitos, alguns deles apontados não pelas Oposições, mas por colaboradores no bojo da Operação Lava Jato, que vem tendo como justo ‘protagonista’ exatamente o Ministério Público Federal, o que justificaria ainda mais o avanço das investigações.

Continuaremos aguardando e confiando na imparcialidade da Procuradoria-Geral da República para que ela continue cumprindo, como vem fazendo, o papel de guardiã dos interesses da sociedade”

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Adeptos do chefe dos petralhas tentaran furar pixuleco – Manifestação foi encerrada mais cedo

O boneco inflável de 12 metros de altura e 500 kg com a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com roupa de presidiário foi montado na manhã deste domingo na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Os organizadores do ato contra o ex-presidente e o governo federal levaram grades e contrataram seguranças particulares para proteger o boneco de atos de vandalismo, como o ocorrido na sexta-feira, quando o boneco foi furado por uma mulher que era contra o protesto.

Os organizadores colocaram o Hino Nacional em um alto falante enquanto desenrolavam o boneco de plástico para começar a encher de ar. O boneco foi inflado em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal. A Avenida Paulista não foi fechada para veículos, como aconteceu no domingo passado.

Os radicais adeptos de Lula, chegaram protestando contra a livre manifestação democrática e para evitar tumultos e conflitos o boneco foi desmontado.

Era para ficar mais tempo, mas não queremos conflitos”, disse Heduan Pinheiro, de 34 anos, integrante do movimento Brasil Melhor e é um dos responsáveis por trazer o o boneco para Avenida Paulista.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi abordado por manifestantes anti-governo Dilma Rousseff no início da tarde desde domingo na Avenida Paulista. Cardozo caminhava na avenida com um outro homem quando passou a ser xingado e vaiado.

“Vamos encerrar em respeito aos cidadãos. Vimos que em São Paulo não dá para se manifestar livremente. Mas se voltarmos a nos manifestarem aqui, estaremos muito mais preparados”, completou. ( G1)

Antes de o boneco ser esvaziado, manifestantes contra o governo discutiram com casal que reclamou do ato (Foto: Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Deputado quer convoca Lula na CPI do BNDES

BRASÍLIA-  O deputado federal Alexandre Baldy (PSDB-GO) divulgou em redes sociais que irá protocolar nesta segunda-feira (31) requerimento na CPI do BNDES para convocar o ex-presidente Luiz Inácio da Lula Silva e o ex-presidente da Odebrecht Alexandrino Alencar. Alexandre Baldy  vai pedir esclarecimentos sobre suposto tráfico de influência de Lula para favorecer a Odrebrecht, denunciada Revista Época deste fim de semana.

JR

Divergências entre Temer e Dilma aumentam

Posted: 29 Aug 2015 07:16 AM PDT

As divergências entre a presidente Dilma e o vice-presidente Temer são mais profundas do que parecem. Eles alimentam desconfianças mútuas. Um acha que está sendo sabotado pelo outro. Mal se falam
 
 
 
Dilma Rousseff e Michel Temer nunca foram muito próximos. Durante boa parte do primeiro mandato, o grau de consideração da presidente por seu vice podia ser medido pela importância das tarefas que lhe eram delegadas no dia a dia do governo. O vice sempre pairou em Brasília como figura decorativa, encarregado basicamente das agendas internacionais que a presidente não se dispunha a cumprir. Com a popularidade alta, a economia cambaleante mas ainda de pé e sem as revelações demolidoras da Operação Lava-Jato, manter Temer à margem das decisões importantes, mesmo ele carregando a faixa de representante do maior partido do Congresso, o PMDB, nunca chegou a gerar maiores abalos para Dilma. As dificuldades econômicas, as revelações da roubalheira no petrolão e a meteórica queda de popularidade construíram um cenário ideal para uma crise sem precedentes. Em momentos assim, dizem os especialistas, se não houver o mínimo de tranquilidade no Parlamento, o risco de um tsunami atingir o Palácio do Planalto não pode ser minimizado. Há quatro meses, Temer recebeu da presidente autorização para atuar e evitar que isso acontecesse. Obteve sinal verde para negociar cargos, emendas e até projetos em nome da estabilidade. Na semana passada, ele renunciou à tarefa. O motivo: Dilma, de novo, tirou-lhe os poderes.
Diferentemente do primeiro mandato, as relações da presidente e seu vice não podem mais ser definidas nem como apenas protocolares. Dilma acredita que Temer conspira contra ela. Temer acredita que Dilma conspira contra ele. Os dois mal se falavam desde que o vice-presidente concedeu uma surpreendente entrevista em que reconheceu a gravidade da crise instalada no governo e, ao que parecia, desincumbia a presidente da tarefa de conciliadora. “É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar a todos”, disse Temer. Dilma não gostou. Os assessores mais próximos da presidente interpretaram o movimento do vice como um aceno pessoal aos setores mais insatisfeitos da sociedade. Ele seria a solução da crise, não ela. A teoria da conspiração ganhou mais um ingrediente quando Dilma tomou conhecimento pela imprensa de encontros de Temer com empresários para discutir a agenda política do país. Na versão de um auxiliar do vice, até uma reunião com o ex-presidente Lula com a bancada do PMDB foi classificada como ação conspiratória. “Era como se existisse um governo Temer e outro governo Dilma”, diz um auxiliar palaciano. Aconselhada pelos ministros mais próximos, a presidente mudou de estratégia.
Enquanto Temer se desgastava para reconstruir pontes com a base aliada do Congresso, Dilma tentou cooptar aliados do vice dentro de seu próprio partido, o PMDB. Sem que ele soubesse, ela chamou ao Palácio o líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani, e o presidente do diretório do partido no Rio de Janeiro, Jorge Picciani, pai do líder do PMDB, ambos ligados ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Em troca de cargos, Dilma queria que os dois peemedebistas atuassem para tentar frear as hostilidades de Cunha. O problema é que essa era uma das missões de Michel Temer. Também sem avisar, Dilma autorizou Giles Azevedo, seu antigo chefe de gabinete, a negociar diretamente com parlamentares da base a defesa do governo diante de CPIs criadas no Congresso. Para agradar aos parlamentares, Temer prometera liberar 500 milhões de reais em emendas e se comprometera a viabilizar centenas de nomeações para cargos do segundo e terceiro escalão da máquina federal. Dilma não só ignorou solenemente as tratativas que o vice já havia chancelado como passou a refazer pessoalmente os acordos.
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA 

Lula anuncia que quer voltar a ser presidente

Inflado, como sempre, Lula ameaça voltar em 2018. Se a Justiça permitir, que volte!

“Não posso dizer que sou, nem que não sou [candidato]. Sinceramente, espero que tenha outras pessoas para serem candidatas. Agora, uma coisa pode ficar certa. Se a oposição pensa que vai ser candidata e que vai ganhar, que não vai ter disputa e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições.”

Eis Lula, numa entrevista à Rádio Itatiaia, em Montes Claros, no norte de Minas Gerais.

Maravilha! Se a Justiça permitir, Lula, dispute mesmo! O povo brasileiro não vê a hora!

O ego de Lula é mais inflado do que aquele boneco…

Por Reinaldo Azevedo

Piada do dia: Lula trabalha de graça pelo Brasil

Sobre as denúncias da revista ÉPOCA sobre Lula, a Odebrecht e o BNDES:

Em nota, o Instituto Lula afirmou que o ex-presidente Lula, a exemplo de outros dirigentes mundiais, atua com muito orgulho para abrir mercados para o Brasil, sem receber nada por isso. O instituto diz que o ex-presidente Lula nunca interferiu em decisões do BNDES.

Queda do governo é a solução, não o problema

Jose Serra

O atual governo cumpriu apenas um sexto do mandato, mas, se dependesse da opinião da maioria dos brasileiros, já deveria ter chegado ao fim. As pessoas sentem que essa é uma condição necessária para desatar o novelo das crises econômica, social, política e moral, que se entrelaçam de forma perversa.

Ocorre que o sistema brasileiro é presidencialista: o chefe do governo, eleito por quatro anos, não pode ser removido do cargo antes do tempo, mesmo que tenha se revelado incompetente e/ou traído seus compromissos de campanha. No presidencialismo, a interrupção de mandato exige outros motivos, como crimes comuns ou de responsabilidade, num processo arrastado e penoso.

Fosse vigente parlamentarismo, o atual governo já teria sido obrigado a renunciar, sem traumas maiores – bastariam as derrotas sofridas no Congresso e a rejeição da opinião pública. Nesse sistema, existe, sim, o cargo de presidente da República, mas ele é o chefe de Estado e representa a nação. Não define as prioridades nacionais nem governa o país no dia a dia. Quem faz isso é primeiro-ministro, nomeado pelo presidente e apoiado pela maioria do Congresso. Ele é o chefe do governo: elabora seu plano de ação e preside o gabinete de ministros.

Se aquela maioria se desfizer, numa espécie de voto de desconfiança no governo, o gabinete de ministros vai embora. O primeiro ministro renunciante pode até pedir ao presidente que convoque novas eleições parlamentares, cujo resultado ou lhe devolve a maioria ou o levará a se demitir de uma vez.

É o que está acontecendo na Grécia, onde Alex Tsipras, o primeiro ministro, perdeu o apoio da ala esquerda do seu partido, renunciou e pediu ao presidente a dissolução da Câmara de Deputados e a convocação de nova eleição. Os deputados não querem isso, pois muitos temem não ser reeleitos. Por isso mesmo, os partidos estão procurando compor outra maioria que dê sustentação a novo governo, baseado no entendimento sobre o que fazer para enfrentar a crise econômica.

Se der certo, haverá novo primeiro-ministro. Se não, as eleições serão inevitáveis, e Tsipras pode até voltar fortalecido, caso seus atuais apoiadores cresçam nas urnas. Seu nome, hoje, é bem visto por mais de 60% dos gregos.

Como disse a primeira ministra alemã, Angela Merkel, em recente visita ao Brasil, “no parlamentarismo, a renúncia não é um componente da crise. A renúncia é a solução”.

O parlamentarismo, de fato, permite absorver melhor mudanças de governo e de políticas. Mas há objeções a esse sistema: a mais comum, e nem por isso menos equivocada, parte da ideia de que o Legislativo passaria a ser excessivamente forte. Nada mais falso. O Congresso, no presidencialismo brasileiro, já tem imensos poderes – derruba vetos, rejeita medidas provisórias, aprova bombas fiscais, emenda a Constituição, faz CPIs e até destitui presidentes, como no caso Fernando Collor. No parlamentarismo, o Congresso é obrigado a assumir mais responsabilidades e a ter mais responsabilidade.

Não dá para uma maioria integrar o governo e, ao mesmo tempo, votar contra projetos essenciais do Executivo – ou, então, aprovar outros que contrariem o programa do primeiro-ministro.  Se o fizer, o governo se liquefaz, dando lugar a outro tipo de coalizão parlamentar, sem falar da possibilidade de serem convocadas novas eleições.

Na Constituinte, o sistema parlamentarista só não foi aprovado devido a um grande equívoco das forças que o defendiam. O então presidente José Sarney (1985-1989) dispôs-se a apoiá-lo, mas, em troca, pretendia exercer seu mandato durante cinco anos, e não quatro, como queriam os parlamentaristas.

Por incrível que pareça, aquelas forças, que eu integrava – junto com Ulysses Guimarães, Fernando Henrique, Mario Covas, José Richa, Roberto Freire e tantos outros -, recusaram o acordo, insistindo nos quatro anos. Armou-se o confronto, e os partidários de Sarney organizaram a derrota do projeto, agregando os constituintes que seguiam a liderança dos presidencialistas Orestes Quércia, então governador de São Paulo (PMDB), Marco Maciel, guru do PFL, e Leonel Brizola, líder do PDT e com grande influência nos eleitorados do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.

A defesa do parlamentarismo foi um dos primeiros fatores da criação do PSDB, surgido de uma dissensão do PMDB, no fim da Constituinte. Todos os fundadores, sem exceção, batalhavam pela implantação  do sistema. Por isso mesmo, hoje, sinto-me confortável ao defender junto ao partido a retomada da bandeira parlamentarista, não apenas como  fidelidade às nossas origens, mas pela estabilidade e a governabilidade do país.

Que fique bem claro: não estou propondo a introdução do sistema parlamentarista como remendo destinado a resolver a atual crise política,  tampouco para empurrá-la com a barriga. Ambas as coisas foram feitas na crise que sucedeu à renúncia de Jânio Quadros, aos sete meses de mandato, em 1961.

Os militares opuseram-se à posse do vice-presidente João Goulart, que viajava pelo exterior. Mas aceitaram que Jango assumisse o cargo se fosse aprovado o parlamentarismo. Dito e feito! Mas o resultado foi desastroso, pois, ao invés de fortalecer o novo sistema, Goulart empenhou-se na sua derrubada, que aconteceu 16 meses depois.

A ideia é que, nos próximos anos, preparemos a implantação do sistema nas eleições de 2018, para vigorar a partir de 2019. Não é pouca coisa: debater no Congresso e na sociedade, negociar com os diferentes partidos, encontrar o formato mais adequado ao Brasil e preparar as emendas e leis necessárias, incluindo a da profissionalização da direção dos órgãos públicos, um corolário natural do parlamentarismo. Paralelamente, estudar as condições do referendo que provavelmente será necessário.

Angela Merkel está certa: precisamos de um sistema em que a queda de um governo possa ser a solução, não o problema.

SENADOR DA REPÚBLICA, EX-PREFEITO E EX-GOVERNADOR DE SÃO PAULO

LULA, BNDES E CUBA…….

A revista ÉPOCA, mostra o que muitos já sabiam: as ligações entre o BNDES, Odebrecht, Cuba, Lula e Dilma.
O BRASIL FOI LITERALMENTE ROUBADO PARA FAVORECER CUBA POR MOTIVOS IDEOLÓGICOS. EMPRÉSTIMOS COM JUROS SUBSIDIÁDOS E COM PRAZOS MAIORES ( O QUE DEVERIA SER 10 PASSOU PARA 25 ANOS)
VALORES BILIONÁRIOS PARA CONSTRUIR O DESENVOLVIMENTO DE CUBA.
AGORA, O PAÍS EM CRISE, E OS BRASILEIROS PAGAM A CONTA. FALTA DINHEIRO PARA FINANCIAR O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL, SOBRA DINHEIRO DO BRASIL EM CUBA.

Leiam a reportagem

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/08/documentos-secretos-mostram-como-lula-intermediou-negocios-da-odebrecht-em-cuba.html
JR

Dilma avalia que risco de impeachement diminuiu

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net
Apesar do estresse constante, do profundo desgaste de imagem e do insistente noticiário negativo sobre a crise econômica – que é estrutural no caso brasileiro -, a Presidenta Dilma Rousseff já trabalha com um cenário de que diminuiu, sensivelmente, o risco de ser submetida a um processo de impeachment. Embora, intimamente, saiba que não tem condições morais e credibilidade para continuar desgovernando o Brasil, Dilma constatou que, mais uma vez, a pressão política se reduz quando a União abre seus cofres para liberar emendas parlamentares ou para criar novos impostos que gerem renda para os quebrados estados e municípios (como o cotado retorno da CPMF). O velho “dando que se recebe” angaria a “permissiva tolerância” de governadores, prefeitos, senadores e deputados.
Dilma pode até continuar no poder, aos trancos e barrancos. Mas a maior crise nunca antes vista na História do Brasil (econômica, Política e moral) tem caráter estrutural. O modelo capimunista de Estado, cartorial, cartelizado, centralizador, sem transparência e sistemicamente corrupto, é o causador de todos os males – principalmente o que mantém no poder políticos tão eticamente desclassificados, despreparados para lidar com a coisa pública e sempre prontos para saquear ou desperdiçar, sem perdão, o dinheiro que os cidadãos são forçados a pagar em quase uma centena de impostos, taxas e “contribuições”.
Os empregos são extintos. O desemprego aumenta. A qualificação da mão de obra, que continua ruim, joga as pessoas para a economia informal – agora, por causa da tecnologia fiscal, também taxada absurdamente. Neste cenário, os negócios diminuem drasticamente. O desemprego aumenta, o comércio não vende, prestadores de serviços deixam de atuar, recebem com atraso ou são caloteados. As famílias acabam pagando o pato, cada vez mais endividadas. Começam os perigosos atrasos de pagamento que evoluem para inadimplência ou até um calote definitivo.
As pessoas e empresas ficam com seus nomes negativados. Tornam-se “rotinas” o estouros dos cartões de crédito, do cheque especial ou dos empréstimos bancários (com juros escorchantes que só aumentam o lucros recordes dos bancos). A dificuldade de ganhar dinheiro (honestamente) gera atrasos em impostos, alugueis e até nas prestações da casa própria. O Brasil é vítima do escandaloso spread bancário — diferença entre o custo de captação e a taxa efetivamente cobrada pelos bancos ao consumidor final – que já chega a 31,4%. O caos se completa com a deterioração do mercado de trabalho, o baixo crescimento econômico e a inflação (oficial) acima de 9% no acumulado em 12 meses. A perda do poder de compra real é muito maior.
Apesar desse cenário que gera o caos, com instabilidade psicológica do cidadão e descontentamento que evolui para a ira com o desgoverno, a classe política continua fazendo seus conchavos para permanecer no poder. O que se viu ontem nas quase dez horas de sabatina dos senadores com o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, foi absolutamente dantesco e vergonhoso. Depois de muito faz de conta, em ataques pessoais, o Senado referendou a permanência de Janot no cargo. Foram 59 votos a favor, 12 contra e uma abstenção. Tudo fica como dantes na procuradoria do abrantes… Janot, agora, vai mandar processar todos os políticos corruptos?!
Não adianta falso otimismo editorial de oposição ao desgoverno. Se depender da vontade da classe política, Dilma segue empurrando com a barriga que perdeu andando de bicicleta, nadando na piscina do Alvorada ou na dieta forçada por seus nutricionistas. O mandato, dificilmente, ela não perde. No entanto, é sempre bom lembrar que estamos em uma guerra institucional de todos contra todos, com o povão cada vez mais pt da vida.
A ira das massas, com o agravamento da crise, é a única ameaça concreta contra Dilma. Este risco persiste. Hoje, parece que Dilma continuará de pé. Amanhã… Sempre é outro dia…

José Dirceu perde o registro de advogado

A seção de São Paulo da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) finalmente, e com grande atraso, encheu-se de coragem e cancelou, em sessão secreta, a inscrição do ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu, por causa de sua condenação no Mensalão do PT. Isto quer dizer que ele foi expulso da OAB e que teve cassado o seu registro de advogado.

México – Repórter foi assassinado por denunciar corruptos

Rubén Espinosa, repórter fotográfico mexicano, acabou de ser encontrado morto, e seu corpo tinha marcas de tortura. Junto com ele estavam Nadia Vera, ativista de direitos humanos, e três outras mulheres.

A liberdade de expressão está sob ataque em uma das mais antigas democracias da América Latina. Rubén é o 14º jornalista assassinado no estado sulista de Veracruz, cujo governador Javier Duarte tem feito ameaças abertas contra jornalistas. Praticamente nenhum destes crimes foi solucionado.

Este caso, porém, levou milhares de pessoas às ruas e detonou uma bomba na imprensa nacional e internacional. Agora pessoas como o ator Gael García Bernal, o jornalista Caco Barcellos, o escritor John Green e centenas de outros jornalistas, escritores e artistas assinaram uma carta aberta pedindo justiça para os jornalistas assassinados no México por causa do seu trabalho.

A carta já está causando repercussão dentro do governo, mas se a gente acrescentar mais de um milhão de assinaturas e publicá-la nas primeiras páginas dos jornais mexicanos, será possível conseguir justiça e mostrar que pessoas de todo o mundo estão do lado da liberdade de expressão no México. Adicione sua voz agora:

https://secure.avaaz.org/po/ruben_global_l/?bkAkHab&v=63680

O México aparece como um dos países mais perigosos do mundo para exercer a profissão de jornalista, em pé de igualdade com nações arrasadas pela guerra, como o Iraque, Afeganistão e Somália. E desde que o presidente Peña Nieto assumiu o poder, os ataques contra a imprensa aumentaram em 80%.

O México é assolado por um nível de violência inacreditável há mais de uma década. Cartéis travam uma verdadeira guerra pelo controle do lucrativo tráfico de drogas. Uma quantidade enorme de jornalistas foi assassinada por denunciar esses grupos criminosos, embora especialistas afirmem que muitas das mortes podem ser atribuídas a denúncias contra a corrupção política. Eu sofri isso na minha própria pele. Após ameaças de morte por causa da minha cobertura política no México, fui forçada a fugir do país mais de uma vez. Já fui torturada e presa por políticos corruptos.

Em Veracruz, estado ao sul do país onde Rubén trabalhou por anos, outros 13 jornalistas foram assassinados recentemente, sob o governo detestável de Javier Duarte. Conhecido por ameaçar jornalistas constantemente, aparentemente ele ficou tão chateado por causa de uma foto tirada por Rubén que mandou tirar a revista onde ela foi publicada de circulação em toda a capital.

Em junho, Rubén Espinosa disse a colegas que ele tinha começado a ser seguido e ameaçado por homens usando uniformes da segurança do estado de Veracruz. Ele também afirmou que alguém no governo do estado o ameaçou diretamente, dizendo que ele devia “parar de tirar fotos se não quisesse acabar como a Regina”, referindo-se a Regina Martinez,  jornalista assassinada em 2012.

Mas a trágica morte de Rubén pode ser um marco contra toda essa violência, pois milhares de pessoas se uniram na Cidade do México, lamentando o assassinato e exigindo justiça. Se ficarmos ao lado dessas pessoas e publicarmos esta carta impactante, vamos mostrar ao governo mexicano que ele está no centro das atenções e que o mundo inteiro pede justiça e medidas urgentes para acabar com esses assassinatos. Junte-se ao apelo: jornalistas no México e em qualquer parte do mundo devem fazer o seu trabalho sem pagar por isso com suas próprias vidas:

https://secure.avaaz.org/po/ruben_global_l/?bkAkHab&v=63680

Quando a liberdade de expressão esteve sob ataque, a comunidade da Avaaz reagiu incansavelmente. Agora é hora de nos unirmos para apoiar os corajosos repórteres e ativistas mexicanos. Vamos mostrar a eles que não estão sozinhos: este é o verdadeiro sentido de solidariedade global. Sabemos que isso pode fortalecer aqueles na linha de frente e virar a mesa de forma surpreendente.

Não seremos silenciados,

Lydia Cacho, jornalista mexicana e ativista pelos direitos humanos, com a equipe da Avaaz.

PS: Se você é jornalista ou escritor, clique neste link especial para aderir à campanha.

FONTES:

Fotojornalista e quatro mulheres são encontrados mortos na Cidade do México (Portal Imprensa)
http://portalimprensa.com.br/noticias/internacional/73587/fotojornalista+e+quatro+mulheres+sao+encontrados+mortos+na+cidade+do+mexico

Morte de fotojornalista estabelece novo marco na violência contra a imprensa no México (O Público)
http://www.publico.pt/mundo/noticia/morte-de-fotojornalista-estabelece-novo-marco-na-violencia-contra-a-imprensa-no-mexico-1703892

Rubén Espinosa, o número 88. A primeira morte de um jornalista deslocado na capital do México
http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-08-04-Ruben-Espinosa-o-numero-88.-A-primeira-morte-de-um-jornalista-deslocado-na-capital-do-Mexico

Morte de jornalista gera protestos no México (DW)
http://www.dw.com/pt/morte-de-jornalista-gera-protestos-no-m%C3%A9xico/a-18624307

Presidente Peña Nieto: investigue assassinatos de jornalistas no México e estabeleça mecanismos para proteger suas vidas (PEN) (em inglês)
http://www.pen.org/blog/president-pe%C3%B1a-nieto-investigate-murders-journalists-mexico-and-establi…

“Querem apagar jornalistas no México” (The Observer) (em inglês)
http://www.theguardian.com/world/2015/apr/11/mexico-fearless-journalist-lydia-cacho

Escritores criticam ‘censura na base da bala’ no México (FT) (em inglês)
http://www.ft.com/intl/cms/s/0/982885d2-4501-11e5-af2f-4d6e0e5eda22.html#axzz3j6oRq2tO

‘Jornalistas estão sendo abatidos’ – O problema do México com a liberdade de imprensa (The Guardian) (em inglês)
http://www.theguardian.com/world/2015/aug/04/journalists-mexico-press-freedom-photographer-ruben-espinosa-murder

Eduardo Cunha será denunciado pelo MP

Os principais jornais do país cravaram no início da tarde: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), será denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo O Globo, a denúncia a ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal tem como base a suspeita de que ele recebeu US$ 5 milhões em propina do empresário Júlio Camargo, preso e investigado na Operação Lava Jato.

A denúncia, sempre dada como certa por quem acompanha as investigações, não é a única má noticia para o deputado. No mesmo dia, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki negou o pedido de sua defesa para tirar o inquérito que tramita na Justiça do Paraná e enviá-la ao STF.DU. ( Yhaoo)

Eduardo Cunha diz que o PT atrapalha o governo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 13, que o Partido dos Trabalhadores (PT) atrapalha o governo de sua correligionária, a presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Rádio Jovem Pan, Cunha destacou que é preciso Dilma “passar pelo caminho do PT” e governar para todos os partidos. “Dilma tem que entender que não foi eleita só pelo PT”, emendou.

O presidente da Câmara disse que o PT não tem boa vontade, faz o governo mergulhar em suas próprias crises e sabotou a atuação do vice-presidente da República, Michel Temer, na articulação política do governo. “Vivemos uma crise econômica, mas a maior é a política, que acaba dando maior relevo à econômica. Temos crise de confiança, de expectativa. As pessoas estão frustradas e isso tem impacto na economia, cuja crise não se conseguiu debelar, atenuou com Michel Temer na articulação política, mas não foi suficiente para resolver a estabilidade.”

Ao falar de Temer na articulação política, Cunha disse que, antes de o vice-presidente assumir a função, havia era uma “brincadeira de fazer articulação”, numa referência à atuação de Pepe Vargas. E disse que, se estivesse no lugar de Temer, não ficaria na função após a votação do pacote fiscal. “Não sei se ele vai ou não continuar (na função), ele tem que cumprir a sua missão. No lugar dele eu não continuaria na articulação política, concluiria a votação do pacote fiscal e sairia.”

Na entrevista, Cunha disse que não se pode vulgarizar o processo de impedimento de um presidente da República, reiterando que apesar de perder sua popularidade e gerar insatisfação até em quem votou nela, em razão do não cumprimento das promessas e da adoção de medidas que garantiu em campanha que não iria tomar, a situação de Dilma Rousseff é bem diferente da vivida por Collor de Mello, por ocasião de seu impeachment. “Naquela ocasião, havia a responsabilização pessoal do presidente da República.”

Para o presidente da Câmara, se o país estivesse sob um regime parlamentarista, a atual crise estaria resolvida. “Vivemos uma crise típica do presidencialismo”, disse, destacando que defende o parlamentarismo no modelo francês e português, que elege o presidente como chefe de Estado, mas o primeiro-ministro é o responsável pelo governo. “Acho que uma emenda sobre esse sistema de governo pode passar para 2019”, previu.

Na entrevista ao programa, Cunha voltou a dizer que seu partido caminha para ter candidato próprio à Presidência da República nas eleições de 2018. “É irreversível, terminou o ciclo de PT e PMDB caminharem juntos, o PMDB ajuda a manter a governabilidade (do atual governo), pois não pode largá-lo no meio do processo, mas a agenda do PT não tem nada a ver com a do PMDB, temos de buscar nosso próprio caminho.”

Indagado sobre a comparação que fazem dele com o personagem principal do seriado House Of Cards, Frank Underwood, Cunha reagiu com bom humor, mas descartou qualquer semelhança, dizendo que não se sente representado por ele. Disse que ele é mau caráter, homossexual e mata jornalistas. ( Estadão)

CLUBE MILITAR MANDA PRESIDENTE DA CUT TER CUIDADO COM A LÍNGUA

As ameaças do presidente da CUT, Vagner Freitas, de que seus militantes podem pegar em armas, se necessário, para proteger o mandato da presidente Dilma Rousseff, não passaram em branco pelo Clube Militar. O presidente da entidade, general Gilberto Rodrigues Pimentel, respondeu, em artigo, que o Brasil só um Exército e que o sindicalista deve ter cuidado com a língua. Leia a íntegra do texto, abaixo.

CUIDADO COM A LÍNGUA

Em recente artigo, observamos que a situação de desgoverno e de caos do país lembrava a de 1964. Fomos interpelados por alguns leitores, temendo ver em nossas palavras uma ameaça velada de intervenção militar, sem considerar que o Clube Militar não tem competência para tal, inclusive por ser uma entidade de direito privado, sem qualquer vínculo de subordinação com as Forças Armadas. Sua influência restringe-se ao campo das ideias, quando procuramos interpretar o pensamento da maioria de nossos associados. 

Comentamos, poucos dias depois, que o diálogo prometido pela Presidente Dilma iria limitar-se aos 7% da população que ainda apoia seu governo. Ontem o “diálogo” começou. Após um encontro de Dilma com os “movimentos sociais” no Palácio do Planalto, o Presidente da CUT, Vagner Freitas, ameaçou “pegar em armas” em defesa do governo. Declarou estar preparado com “armas” e um “exército” para barrar qualquer tentativa dos “coxinhas” de tirá-la do poder. Na defesa do governo, declarou estar pronto para ir para as ruas entrincheirado, com armas na mão. 

À noite, em programa de televisão de audiência nacional, afirmou que houvera um mal-entendido, que não pensara em incitar a violência, que usara uma figura de linguagem ao falar em armas. Disse, também, que seu exército era composto de organizações de trabalhadores, greves e atos públicos, na defesa da democracia. Naturalmente, referia-se à sua democracia sindicalista, dona do monopólio do poder e da verdade, no seu entendimento. 

É bom lembrar que o Brasil só tem um Exército, que dispõe legalmente do monopólio da força, em defesa do Estado Brasileiro. Qualquer outro grupo armado que venha às ruas terá que enfrentá-lo. Cuidado com a língua e com as ameaças, Vagner Freitas. Você terá oportunidade de esclarecer em juízo o verdadeiro sentido de suas palavras, na ação que será movida a esse respeito.

General Gilberto Rodrigues Pimentel
Presidente do Clube Militar.

Um negócio milionário de Lula

REVISTA VEJA:

Para um presidente da República de qualquer país, é enaltecedor poder contar que teve origem humilde. O americano Lyn­don Johnson mostrava a jornalistas um casebre no Texas onde, falsamente, dizia ter nascido. A ideia era forçar um paralelo com a história, verdadeira, de Abraham Lincoln, que ganhou a vida como lenhador no Kentucky. Lula teve origem humilde em Garanhuns, no interior de Pernambuco, e se enalteceu com isso. Como Johnson e Lincoln, Lula veio do povo e nunca mais voltou. É natural que seja assim. Como é natural que ex-presidentes reforcem seu orçamento com dinheiro ganho dando palestras pagas pelo mundo. Fernando Henrique Cardoso faz isso com frequência. O ex-presidente americano Bill Clinton, um campeão da modalidade, ganhou centenas de milhões de dólares desde que deixou a Casa Branca, em 2001. Lula, por seu turno, abriu uma empresa para gerenciar suas palestras, a LILS, iniciais de Luiz Inácio Lula da Silva, que arrecadou em quatro anos 27 milhões de reais. Isso se tornou relevante apenas porque 10 milhões dos 27 milhões arrecadados pela LILS tiveram como origem empresas que estão sendo investigadas por corrupção na Operação Lava-Jato.

Na semana passada, a relação íntima de Lula com uma dessas empresas, a empreiteira Odebrecht, ficou novamente em evidência pela divulgação de um diálogo entre ele e um executivo gravado legalmente por investigadores da Lava-Jato. O alvo do grampo feito em 15 de junho deste ano era Alexandrino Alencar, da Odebrecht, que está preso em Curitiba. Alexandrino e Lula falam ao telefone sobre as repercussões da defesa que o herdeiro e presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, também preso, havia feito das obras no exterior tocadas com dinheiro do BNDES. Os investigadores da Polícia Federal reproduzem os diálogos e anotam que o interesse deles está em constituir mais uma evidência da “considerável relação” de Alexandrino com o Instituto Lula.

Fora do contexto da Lava-Jato, esse diálogo não teria nenhuma relevância especial. Como também não teria a movimentação financeira da LILS. De abril de 2011 até maio deste ano, a empresa de palestras de Lula, entre créditos e débitos, teve uma movimentação de 52 milhões de reais. Na conta-corrente que começa com o número 13 (referência ao número do PT), a empresa recebeu 27 milhões, provenientes de companhias de diferentes ramos de atividade. Encabeçam a lista a Odebrecht, a Andrade Gutierrez, a OAS e a Camargo Corrêa, todas elas empreiteiras investigadas por participação no esquema de corrupção da Petrobras. Essas transações foram compiladas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda. O Coaf trabalha com informações do sistema financeiro e seus técnicos conseguem identificar movimentações bancárias atípicas, entre elas saques e depósitos vultosos que podem vir a ser do interesse dos órgãos de investigação. Neste ano, os analistas do Coaf fizeram cerca de 2 300 relatórios que foram encaminhados à Polícia Federal, à Receita Federal e ao Ministério Público. O relatório sobre a LILS classifica a movimentação financeira da empresa de Lula como incompatível com o faturamento. Os analistas afirmam no documento que “aproximadamente 30%” dos valores recebidos pela empresa de palestras do ex-presidente foram provenientes das empreiteiras envolvidas no escândalo do petrolão.

O documento, ao qual VEJA teve acesso, está em poder dos investigadores da Operação Lava-Jato. Da mesma forma que a conversa do ex-presidente com Alexandrino Alencar foi parar em um grampo da Polícia Federal, as movimentações bancárias da LILS entraram no radar das autoridades porque parte dos créditos teve origem em empresas investigadas por corrupção. Diz o relatório do Coaf: “Dos créditos recebidos na citada conta, R$ 9  851 582,93 foram depositados por empreiteiras envolvidas no esquema criminoso investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava-­Jato”. Seis das maiores empreiteiras do petrolão aparecem como depositantes na conta da empresa de Lula (veja a tabela na pág. 51).

O ex-presidente tem uma longa folha de serviços prestados às empreiteiras que agora aparecem como contratantes de seus serviços privados. Com a Odebrecht e a Camargo Corrêa, por exemplo, ele viajava pela América Latina e pela África em busca de novas frentes de negócios junto aos governos locais. Outro ponto em comum que sobressai da lista de pagadores da empresa do petista é o fato de que muitas das empresas que recorreram a seus serviços foram aquinhoadas durante seu governo com contratos e financiamentos concedidos por bancos públicos. Uma delas, o estaleiro Quip, pagou a Lula 378 209 reais por uma “palestra motivacional”. Criada com o objetivo de construir plataformas de petróleo para a Petrobras, a empresa nasceu de uma sociedade entre Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa – todas elas investigadas na Lava-­Jato. No poder, Lula foi o principal patrocinador do projeto, que recebeu incentivos do governo. Em maio de 2013, ele falou para 5 000 operários durante 29 minutos. Ganhou 13 000 reais por minuto (assista ao vídeo abaixo).

Carta aberta ao Senador Renan Calheiros

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Olhem e divulguem muito TEXTO DE TEREZA COLLOR
Publicado por Mendonça Neto, Jornal Extra – Rio de Janeiro .

“Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz”. As vacas de Renan dão cria 24 h, por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!
Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 – que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar – você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem
nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço,
Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a degladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não
mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser Parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito.
Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento
De vencedor.
Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria de ser recebido em Palacios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto,
todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e opulência; “Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo
do Rei.”

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: “A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível.” Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: “Suje-se,
gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!”

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço!
Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha –
e é tudo seu, montanha e glória – ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis Intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política
brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José
Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje ospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola?
Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?
No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra – Siba – é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira – absolver Renan no Conselho de Ética – consagre a sua carreira.
Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe… É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.

Que Corregedor!… Que Senado!…Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,
2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,
3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil,
4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil ..

E SÒ.

Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!!
Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?.

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena? Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: “Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho.” É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices.
Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria vergonha na cara. Os alagoanos agradecem.

Thereza Collor
Enviado via iPad

NOTA DE REPÚDIO

A Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos vem a público manifestar repúdio à atitude do Senador Renan Calheiros e de todas as autoridades públicas que, em ação concertada, apunhalaram pelas costas os 90% de brasileiros que não aceitam a corrupção do governo petista, seus crimes fiscais e a irresponsabilidade e falta de ética no trato com a coisa pública.

Queremos saber: o que fez este nobre parlamentar deixar de criticar o governo, da noite para o dia, e propor um acordo espúrio para apoiá-lo? E mais, sabendo que o faz em franco prejuízo aos interesses do povo e da Nação?

Excelentíssimo senhor Procurador Geral da República, doutor Rodrigo Janot, confiamos que, em nome da sua ilibada reputação e da nobre instituição que representa, DE MODO ALGUM o senhor aliviará para o Senador Renan Calheiros, o ex-Presidente Lula, ou qualquer outro parlamentar ou autoridade, caso reste provada a implicação de qualquer deles na Operação Lava-Jato.

Não seremos vencidos pelo cansaço, lutaremos até conseguir promover a necessária limpeza ética no país, independentemente de partidos, cargos, poder financeiro ou poder político. Quem se interpuser no caminho do povo, que é o único detentor de legitimidade para tanto, cairá junto!

Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos Brasília
DF, 13/08/201

Contra o arranjão

Reinaldo Azevedo

É na hora de a onça beber água que se testam as convicções, inclusive a de falsas vestais que conseguem se esconder em biombos de moralidade de ocasião. Se há quem ainda não tenha entendido, então sou mais claro: ESTÁ EM CURSO UMA MEGA-ARMAÇÃO EM BRASÍLIA PARA LIVRAR A CARA DOS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS PELO PETROLÃO E CULPAR OS SUSPEITOS DE SEMPRE E OS INIMIGOS DE ESTIMAÇÃO DA IMPRENSA.

A armação é gigantesca, bem urdida e nem sempre fácil de entender. Mas os passos estão sendo dados. Contei aqui de manhã um dos sonhos de impunidade que se desenham em Brasília:
1: Rodrigo Janot livraria a cara de Renan Calheiros, não oferecendo denúncia contra o presidente do Senado — também se safariam os senadores petistas Humberto Costa (PE) e Gleisi Hoffmann (PR);

2: Renan faria valer a sua influência no Senado para aprovar a recondução de Janot ao cargo — e alguns imbecis diriam que a troca vale a pena. Como é mesmo? Tudo pela moralidade da Lava Jato!

3: Mas não só! Renan precisa se livrar da Lava Jato porque é a nova âncora de estabilidade escolhida pelo Planalto. De quebra, ele “influenciaria” três votos no TCU, antes contrários a Dilma: Bruno Dantas, Raimundo Carreiro e Vital do Rêgo.

O primeiro passo do sonho já começa a ser realidade. O TCU já anunciou o adiamento da votação do relatório. Em tese, o governo ganhará mais tempo para dar resposta a suas dúvidas. De fato, esse é o tempo necessário da cooptação. Também se espera um abrandamento da fervura.

Leio hoje no Painel da Folha que o terrível Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deve ser, de fato, o homem mais poderoso do Brasil, teria orientado seus seguidores a pôr Renan Calheiros na mira das manifestações. Vai ver também faço parte dessa nova conspiração… Sim, é preciso pôr Renan na mira das manifestações porque é evidente que o “arranjão Fica-Dilma” passa por ele.

Que peninha! Não combinei antes com o deputado. Não falo com ele ou com qualquer assessor seu desde o dia 13 de julho, quando concedeu uma entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, que ancoro na Jovem Pan — antes ainda de Julio Camargo tê-lo acusado de ter recebido US$ 5 milhões de propina. Coisas assim são sempre comprováveis porque parto do princípio de que não existe mais sigilo telefônico (ou de qualquer naturezas) no país.

Mas não é só Renan, não! Também Rodrigo Janot deve ser alvo do interesse dos movimentos de rua que cobram a saída de Dilma. O acordão que está em curso depende também da sua participação. Ah, sim, se quiserem, merecem atenção alguns ministros do Supremo: sabem como é… São eles que aceitam ou rejeitam as denúncias oferecidas pela Procuradoria.

O jogo que se trava em Brasília é por demais óbvio, não é mesmo? Sim, claro!, podemos considerar mera coincidência que Lula estivesse discursando para as ditas “margaridas”, nesta terça, em patuscada financiada por estatais, enquanto Dilma discursava em jantar para Janot, cinco ministros do Supremo, três ministros de estado e presidentes de demais tribunais superiores.

No dia seguinte, nesta quarta, a Câmara dos Deputados foi cercada pelas ditas margaridas, como direi?, “PTeladas”, que pedem, ora vejam, a cabeça de Eduardo Cunha. Fosse porque ele está na Operação Lava Jato, também cobrariam a de Renan, Vaccari e outros. Mas não! Não estão contra ele por seus eventuais e supostos crimes, mas porque ele é, afinal, um adversário do governo.

É preciso, sim, que as ruas passem a cobrar também o procurador-geral da República. Por que não? Como sabe qualquer um que se ocupe da Constituição e da jurisprudência do Supremo, a presidente Dilma pode, sim, no mínimo, ser investigada em inquérito. Quanto ao oferecimento de denúncia, há uma controvérsia, a meu ver, sobre o nada — e bastaria, para tanto, ler o que está na Carta. Em vez disso, Janot está indo jantar com Dilma para comemorar o Dia do Advogado… Tenham paciência!

O “Arranjão” já está combinado. É preciso ver, agora, se as ruas, ao denunciar a farsa, conseguem desfazê-lo. Não é fácil. A máquina, como se nota, é poderosa e opera em várias frentes: no Legislativo, no Judiciário, no Ministério Público, no TCU, nos ditos movimentos sociais, na imprensa. Enfrentar a hegemonia que as esquerdas firmaram nesses anos não é tarefa simples.

E só para arrematar. Há muito tempo vislumbro um acordão sendo desenhado — afinal, a um analista cabe ir além do calor da hora e da simples torcida. Idiotas gritam aqui e ali. Se não o fizessem, idiotas não seriam. O tempo está se encarregando de esclarecer as coisas. No dia 22 de fevereiro, escrevi aqui:

(…)
Muito bem! O Brasil está de olho em Rodrigo Janot, procurador-geral da República. E espera-se que Rodrigo Janot esteja de olho no Brasil, mais preocupado em dar a resposta necessária à impressionante sucessão de descalabros na Petrobras do que em, digamos, “administrar” a denúncia para amenizar a crise política. Esse é, afinal, um papel que cabe aos… políticos. Sim, é preciso que a gente acompanhe com lupa o trabalho do Ministério Público Federal.

Janot andou a pensar alto por aí. E este blog revela um desses pensamentos, prestem atenção: “Passei a régua e, felizmente, Lula e Dilma estão limpos”. É? Então é hora de voltar à prancheta.
(…)
Um dos interlocutores frequentes de Cardozo, diga-se, tem sido justamente Janot. E isso não é bom. É evidente que um procurador-geral deve manter relações institucionais com o ministro da Justiça. E só! Em dias como os que vivemos, conversas cordiais entre quem investiga e porta-vozes informais de investigados não parecem constituir atitude muito prudente.
(…)
A hipótese de que o petrolão chegue à fase de julgamento como mero esquema de assalto aos cofres do país, protagonizado por empreiteiros que decidiram corromper agentes públicos, é coisa ainda mais grave do que uma mentira: É UMA CORRUPÇÃO DA VERDADE. Tal leitura busca absolver o PT de seu crime principal: O ASSALTO À INSTITUCIONALIDADE.

Por Reinaldo Azevedo

No comando da petezada, até notícia ruim vira festa: poderia ser pior…..

Carta de Formulação e Mobilização Política – Quarta-feira, 12 de agosto de 2015
O Brasil foi rebaixado por mais uma agência de classificação de riscos, mas isso foi visto com alívio pelas autoridades de um governo que se contenta com o “menos pior”

A situação no país está tão desalentadora que até notícia ruim agora está sendo motivo de comemoração em Brasília. O Brasil foi novamente rebaixado por mais uma agência de classificação de riscos, mas isso foi visto com alívio pelas autoridades da administração Dilma. São traços de um governo que se contenta com o “menos pior”.
Ontem, a Moody’s rebaixou a nota de crédito do Brasil. Com a decisão, mais uma agência de rating deixou os papéis brasileiros a um degrau da classificação de especulativos, ou seja, pouco confiáveis aos olhos dos investidores. Em julho, a Standard & Poor’s já havia colocado a avaliação da dívida brasileira em perspectiva negativa.
A notícia, porém, foi recebida com festa em Brasília. Explica-se: o cenário é tão ruim que a expectativa era de que a Moody’s não só rebaixasse a nota brasileira como também a mantivesse com perspectiva negativa, ou seja, com chance de nova baixa no curto prazo. Mas a agência mudou o viés para “estável”. Com isso, a classificação não deve se alterar pelo menos nos próximos meses.
O rebaixamento decidido pela Moody’s decorre da seguinte equação: baixo crescimento da economia, sem perspectiva de melhora até o fim do mandato da atual presidente; gastos públicos em alta, sem que o governo demonstre capacidade de freá-los; uma total ausência de iniciativas para reformar o país e uma completa falta de liderança política do governo no Congresso. Alguém discorda da avaliação dos analistas da agência?
Para que o pior não aconteça, ou seja, para que o Brasil não passe a ser considerado um porto inseguro para investidores globais, a economia nacional teria que crescer 2% ao ano e o governo teria que produzir superávits fiscais da ordem de 2% do PIB, segundo a Moody’s. Difícil, não?
Basta ter presente que a perspectiva realista e predominante entre os analistas é de recessão neste – podendo chegar a uma queda do PIB próxima a 3% até dezembro – e no próximo ano e que as metas fiscais do governo são de 0,15% do PIB neste ano e 0,7% em 2016 para aferir a distância entre realidade e desejo.
Na prática, o Brasil já remunera os investidores com juros tão altos quanto se o país já fosse classificado como uma economia de grau especulativo. O que se recebe para pôr dinheiro aqui é mais do que em lugares com reputações tão ruins, em termos financeiros, quanto a nossa, como a Índia, a Indonésia ou a Turquia. Com a perspectiva de alta da dívida pública, a tendência é pagarmos ainda mais.
Na prática, a decisão da Moody’s representou um gesto de boa vontade com o país, tendo como único fiador o ministro da Fazenda. Mal sabe a agência que hoje Joaquim Levy se fia numa parte do PMDB para que o governo encontre uma agenda positiva, ainda que improvável.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

Não há mais governo. Novas delações premiadas complicarão o cenário. Prováveis acusados buscam mecanismos para garantir o foro privilegiado

Marco Antonio Villa é historiador

O projeto criminoso de poder está com os dias contados. Deixa como legado escândalos e mais escândalos de corrupção, uma estrutura de Estado minada pela presença de milhares de funcionários-militantes, obras super-faturadas (e inacabadas) e um país paralisado. Sem esquecer que produziram a mais grave crise econômica do último quarto de século.

Ao longo de 12 anos, conseguiram organizar um aparato de proteção nunca visto na nossa história. Quiseram transformar as mais altas Cortes de justiça em braços do partido. Os meios de comunicação de massa foram sufocados pela propaganda oficial. Os bancos e as empresas estatais foram convertidos em correias de transmissão dos marginas do poder, como bem definiu, em um dos votos da Ação Penal 470, o ministro Celso de Mello. Não houve nenhum setor da sociedade sem que a presença do projeto criminoso de poder estivesse presente. Pelo medo, poder e omissão de muitos (empresários, jornalistas, políticos, intelectuais, entre outros), conseguiram impor a ferro e fogo sua política.

Deve ser recordado que, ao terminar seu segundo mandato, Lula era avaliado positivamente pela ampla maioria dos brasileiros. Diziam que seria candidato a secretário-geral da ONU ou a presidência do Banco Mundial. Tudo graças a sua sensibilidade social, aos êxitos econômicos e à preocupação com os mais pobres. Hoje, sabemos que no mesmo período o petrolão alcançou seu ápice e bilhões de reais foram roubados do Tesouro, no maior desvio de recursos públicos da história da humanidade. Os que denunciavam a pilhagem do Estado eram considerados enragés. Não foi nada fácil remar contra a corrente e enfrentar a violência governamental e de seus asseclas. Como em outros momentos da nossa história, já está chegando o dia de o passado ser reescrito. Muitos dos que se locupletaram vão se travestir em adversários ferrenhos do lulismo. Haja hipocrisia.

Vivemos a crise mais profunda dos últimos 60 anos. Em 1954, tudo acabou sendo resolvido em menos de três semanas, entre o atentado da Rua Tonelero (5 de agosto) e o suicídio de Getúlio Vargas (24 de agosto). No ano seguinte, em novembro, o país teve três presidentes, mas a crise foi logo solucionada. Em 1961, a renúncia de Jânio Quadros — que quase arrastou o Brasil a uma guerra civil — foi solucionada em duas semanas, com a posse de João Goulart, a 7 de setembro. Três anos depois, o mesmo se repetiu, e a 11 de abril, com a eleição de Castelo Branco pelo Congresso Nacional, foi resolvido o impasse político. Em 1992, o momento de crise mais profunda ficou restrito a três meses, entre julho a setembro, quando a Câmara autorizou a abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor.

A crise atual é mais complexa — e mais longa. No tempo poderia ter uma data: a vitória de Eduardo Cunha, a 1º de fevereiro. A candidatura Arlindo Chinaglia empurrou Cunha para os braços da oposição — até então muito fragilizada, mesmo após o excelente resultado obtido no segundo turno por Aécio Neves. As revelações diárias sobre a extensão do petrolão ampliaram a crise, pois estabeleceu conexão entre o escândalo, as lideranças históricas do partido e o financiamento eleitoral, inclusive da campanha presidencial de 2014, em que propina virou doação legal.

As novas delações premiadas vão complicar ainda mais o cenário. Prováveis acusados estão, preventivamente, buscando mecanismos para garantir o foro privilegiado, temendo serem presos. E a instalação das CPIs do BNDES e dos fundos de pensão vão ter de devassar as relações do projeto criminoso de poder com a burguesia petista, aquela do capital alheio, do nosso capital, entenda-se.

O aprofundamento da crise econômica — com dados que tinham sido escondidos pelo governo, especialmente durante a última campanha eleitoral —, a divisão da base política congressual — inclusive de partidos que tem presença no governo, como a PDT e PTB —, as sucessivas derrotas em votações no Congresso relacionadas ao ajuste fiscal, a impopularidade recorde de Dilma, o desespero do PT, e o esfarelamento da liderança de Lula sinalizam claramente que não há mais governo. O que é bom e ruim. Ruim, pois este projeto de poder fará de tudo para permanecer saqueando o Estado; bom, porque os brasileiros romperam o feitiço de mais de uma década e, finalmente, entenderam o mal representado pelo lulismo.

Na última quinta-feira, era esperado que o PT reconhecesse os erros e apontasse para alguma proposta de negociação, de diálogo com a oposição. E mais, que buscasse apoio dos 71% de brasileiros que consideram o governo ruim ou péssimo. Não o fez. Satanizou a oposição. Associou 1964 a 2015. Tachou a oposição de golpista. Ironizou os protestos. Conservou a política do conflito, do nós contra eles. Isso quando estão isolados e sem nenhuma perspectiva, mesmo a curto prazo, de que poderão reconstruir sua base política.

A gravidade do momento e o autismo governamental obrigaram as oposições a se mexer. A necessidade de encontrar uma rápida saída constitucional para a crise é evidente. A sociedade civil pressiona. As manifestações do próximo dia 16 vão elevar a temperatura política. Quanto mais tempo permanecer o impasse, pior para o Brasil. Se 2015 já está perdido, corremos o sério risco de perdermos 2016 e 2017.

É inegável que Lula e o PT já estão de mudança para o museu da história brasileira. Mais precisamente para a ala dos horrores — que é vasta. Será necessário reservar um espaço considerável. Afinal, nunca na nossa história um projeto político foi tão nefasto como o do lulismo.

Marco Antonio Villa é historiador – Fonte: O Globo

Câncer da impunidade está com os dias contados

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

 

Onda de depuração a partir da Lava Jato apavora os “intocáveis” no Executivo, Legislativo e Judiciário
Madame Bosterfly
Urge, na Pátria, um Estadista!
Atrás das grades
Tá faltando gente
A Responsabilidade política da Elites
Um pouco de História que não devemos esquecer sobre a violência armada no Brasil
Onda de depuração a partir da Lava Jato apavora os “intocáveis” no Executivo, Legislativo e Judiciário
Posted: 11 Aug 2015 05:23 AM PDT

O câncer da impunidade está sendo exorcizado no Brasil. Não existem mais figuras inatingíveis nos três poderes. Não há mais espaço para “intocáveis” no Executivo, no Legislativo e até no Judiciário (onde a ministra aposentada do STJ Eliana Calmon causou furor corporativista ao denunciar a existência de “bandidos de toga”). A onda de depuração institucional vai desde a Lava Jato, que começa a higienizar o (i)mundo da politicagem, até a ações de corregedoria no Judiciário – o caso mais recente de um desembargador que resolveu dar um habeas corpus a um ilustre personagem com evidências gritantes de operar um alto esquema de tráfico de drogas e armas em São Paulo.

A classe política, desmoralizada e desclassificada para o exercício de um poder com legitimidade, nunca esteve tão perdida. Provas dessa confusão são as idas e vindas da Presidenta da República, do seu vice (articulador terceirizado de um desgoverno), do Presidente do Senado, do Presidente da Câmara, e dos supostos partidos de “oposição”. Soa como tragicomédia uma cínica “aliança” momentânea de Renan Calheiros com a turma do Palhasso do Planalto, apenas para tentar neutralizar Eduardo Cunha. Em comum entre eles – mais Dilma, Lula e companhia -, está o claro risco de acerto obrigatório de contas com o judiciário, por pressão crescente dos segmentos esclarecidos que mobilizam a sociedade em rede.

Não existe mais clima moral para esconder maracutaias por debaixo dos panos – sobretudo nos das togas. Por isso, o juiz Sérgio Fernando Moro marcou mais um gol de placa ao ressaltar a importância de um servidor público do Judiciário agir como manda a regra republicana. Em curso promovido pela Escola da Magistratura (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), ontem, em Porto Alegre, Moro foi ao ponto: “A publicidade do processo é o preço que se paga por se viver em uma democracia. É uma garantia à sociedade, principalmente em casos de crimes contra a administração pública. Esses processos devem estar submetidos ao escrutínio popular”.

Sérgio Moro voltou a condenar o excessivo número de recursos, que adiam o cumprimento das penas e criam uma cultura de impunidade: “No Brasil, existem casos em que a prova incriminatória é esmagadora, mastodôntica, com a responsabilidade demonstrada, e o réu insiste em ir até o final do processo apostando na impunidade. Vinculamos a presunção de inocência ao trânsito em julgado do processo, e têm homicidas confessos que ficam 10 anos sendo julgados em liberdade. Para a população, o que importa é o efeito final, é saber se a Justiça funciona ou não. Não podemos ter a Operação Lava-Jato como um soluço que não gere frutos para o futuro. São necessárias reformas na legislação que aumentem a efetividade do nosso sistema”.

Moro ressaltou que no Brasil existem casos criminais em que a prova incriminatória é esmagadora, “mastodôntica”, mas o réu insiste em ir até o fim do processo, “apostando na impunidade”. Por isso, Moro sugeriu que o instituto da admissão de culpa, como nos Estados Unidos. Segundo o juiz da Lava Jato, o mecanismo, conhecido como transação penal, prevê negociações entre o indiciado e o Ministério Público, evitando a abertura de processo criminal. Moro lembrou que, nos Estados Unidos, o condenado fica preso, cumprindo a pena, enquanto tramitam e são julgados eventuais recursos. Para ele, nos casos em que a prova é esmagadora, não se justifica o tempo e o custo do processo.

A defesa de um Judiciário que funcione de forma republicana, como defendem Sérgio Moro e tantos outros magistrados em processo de união de ideias, ideais e práticas corretas, é um avanço institucional para o Brasil barbarizado pela impunidade que faz compensar a corrupção sistêmica e a violência criminosa.

Câmara protocola interpelação judicial contra a advogada Beatriz Catta Preta pelas “ameaças” que ela diz ter sofrido

A Câmara dos Deputados protocolou na última sexta-feira uma interpelação na Justiça Federal Cobrando informações da advogada Beatriz Catta Preta, defensora de nove delatores da Lava Jato. Ela afirmou em entrevista à Rede Globo estar sendo ameaçada por integrantes da CPI da Petrobras. “A instituição sentiu-se prejudicada por essas acusações genéricas”, disse Cajado. O deputado afirma que a advogada não é obrigada a responder. No entanto, caso isso aconteça, a Câmara promete ingressar com uma ação judicial por difamação e danos morais. “Nós não estamos a ameaçando. Nós estamos democraticamente tentando clarear as acusações. Queremos que a sociedade e os membros da Casa possam ter essas informações”, disse Cajado. Catta Preta terá que dizer quem ameaçou ela e de que forma as ameaças foram feitas.