Curiosidades e informações sobre o mosquito da dengue

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Biologia do aedes aegypti

O Aedes aegypti (Linnaeus,l 762) e também o Aedes albopictus (Skuse, 1894) pertencem ao RAMO Arthropoda (pés articulados), CLASSE Hexapoda (três pares de patas), ORDEM Diptera (um par de asas anterior funcional e um par posterior transformado em halteres), FAMlLIA Culicidae, GENERO Aedes.

O Aedes aegypti é uma espécie tropical e subtropical, encontrada em todo mundo, entre as latitudes 35°N e 35°S. Embora a espécie tenha sido identificada até a latitude 45°N, estes têm sido achados esporádicos apenas durante a estação quente, não sobrevivendo ao inverno.

A distribuição do Aedes aegypti também é limitada pela altitude. Embora não seja usualmente encontrado acima dos 1.000 metros, já foi referida sua presença a 2.200 metros acima do nível do mar, na índia e na Colômbia (OPS/OMS).

Por sua estreita associação com o homem, o Aedes aegypti é, essencialmente, mosquito urbano, encontrado em maior abundância em cidades, vilas e povoados. Entretanto, no Brasil, México e Colômbia, já foi localizado em zonas rurais, provavelmente transportado de áreas urbanas em vasos domésticos, onde se encontravam ovos e larvas (OPAS/OMS).

Os mosquitos se desenvolvem através de metamorfose completa, e o ciclo de vida do Aedes aegypti compreende quatro fases: ovo, larva (quatro estágios larvários), pupa e adulto.

Ovo
Os ovos do Aedes aegypti medem, aproximadamente, 1 mm de comprimento e contorno alongado e fusiforme {Forattini, 1962). São depositados pela fêmea, individualmente, nas paredes internas dos depósitos que servem como criadouros, próximos à superfície da água. No momento da postura os ovos são brancos, mas, rapidamente, adquirem a cor negra brilhante.

o ovo do aedes aegypti
A fecundação se dá durante a postura e o desenvolvimento do embrião se completa em 48 horas, em condições favoráveis de umidade e temperatura.

Uma vez completado o desenvolvimento embrionário, os ovos são capazes de resistir a longos períodos de dessecação, que podem prolongar-se por mais de um ano. Foi já observada a eclosão de ovos com até 450 dias, quando colocados em contato com a água.

A capacidade de resistência dos ovos de Aedes aegypti à dessecação é um sério obstáculo para sua erradicação. Esta condição permite que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, em recipientes secos, tornando-se assim o principal meio de dispersão do inseto (dispersão passiva).

Larva
Como o Aedes aegypti é um inseto holometabólico, a fase larvária é o período de alimentação e crescimento. As larvas passam a maior parte do tempo alimentando-se principalmente de material orgânico acumulado nas paredes e fundo dos depósitos

a larva do aedes aegypti
As larvas possuem quatro estágios evolutivos. A duração da fase larvária depende da temperatura, disponibilidade de alimento e densidade das larvas no criadouro. Em condições ótimas, o período entre a eclosão e a pupação pode não exceder a cinco dias.

Contudo, em baixa temperatura e escassez de alimento, o 4° estágio larvário pode prolongar-se por várias semanas, antes de sua transformação em pupa.

A larva do Aedes aegypti é composta de cabeça, tórax e abdômen. O abdômen é dividido em oito segmentos. O segmento posterior e anal do abdômen tem quatro brônquias lobuladas para regulação osmótica e um sifão ou tubo de ar para a respiração na superfície da água. O sifão é curto, grosso e mais escuro que o corpo. Para respirar, a larva vem à superfície, onde fica em posição quase vertical. Movimenta-se em forma de serpente, fazendo um “5” em seu deslocamento. É sensível a movimentos bruscos na água e, sob feixe de luz, desloca-se com rapidez, buscando refúgio no fundo do recipiente {fotofobia).

Na pesquisa, é preciso que se destampe com cuidado o depósito e, ao incidir o jato de luz, percorrer, rapidamente, o nível de água junto à parede do depósito. Com a luz, as larvas se deslocam para o fundo. Tendo em vista a maior vulnerabilidade nesta fase, as ações do PEAa devem, preferencialmente, atuar na fase larvária.

Pupa
As pupas não se alimentam. É nesta fase que ocorre a metamorfose do estágio larval para o adulto. Quando inativas se mantêm na superfície da água, flutuando, o que facilita a emergência do inseto adulto. O estado pupal dura, geralmente, de dois a três dias.

A pupa é dividida em cefalotórax e abdômen. A cabeça e o tórax são unidos, constituindo a porção chamada cefalotórax, o que dá à pupa, vista de lado, a aparência de uma vírgula (Figura 3). A pupa tem um par de tubos respiratórios ou “trompetas”, que atravessam a água e permitem a respiração.

a pupa do aedes aegypti
Adulto
O adulto de Aedes aegypti representa a fase reprodutora do inseto. Como ocorre com grande parte dos insetos alados, o adulto representa importante fase de dispersão.

Entretanto, com o Aedes aegypti é provável que haia mais transporte passivo de ovos e larvas em recipientes do que dispersão ativa pelo inseto adulto (Figuras 4, 5 e 6).

O Aedes aegypti é escuro, com faixas brancas nas bases dos segmentos tarsais e um desenho em forma de lira no mesonoto. Nos espécimes mais velhos, o “desenho da lira” pode desaparecer, mas dois tufos de escamas branco-prateadas no clípeo, escamas claras nos tarsos e palpos permitem a identificação da espécie. O macho se distingue essencialmente da fêmea por possuir antenas plumosas e palpos mais longos.

Logo após emergir do estágio pupal, o inseto adulto procura pousar sobre as paredes do recipiente, assim permanecendo durante várias horas, o que permite o endurecimento do exoesqueleto, das asas e, no caso dos machos, a rotação da genitália em 180°.

Dentro de 24 horas após, emergirem, podem acasalar, o que vale para ambos os sexos. O acasalamento geralmente se dá durante o vôo, mas, ocasionalmente, pode se dar sobre uma superfície, vertical ou horizontal. Uma única inseminação é suficiente para fecundar todos os ovos que a fêmea venha a produzir durante sua vida.

As fêmeas se alimentam mais frequentemente de sangue, servindo como fonte de repasto a maior parte dos animais vertebrados, mas mostram marcada predileção pelo homem (antropofilia).

O repasto sanguíneo das fêmeas fornece proteínas para o desenvolvimento dos ovos. Ocorre quase sempre durante o dia, nas primeiras horas da manhã e ao anoitecer. O macho alimenta-se de carboidratos extraídos dos vegetais. As fêmeas também se alimentam da seiva das plantas.

Em geral, a fêmea faz uma postura após cada repasto sanguíneo. O intervalo entre a alimentação sanguínea e a postura é, em regra, de três dias, em condições de temperatura satisfatórias. Com frequência, a fêmea se alimenta mais de uma vez, entre duas sucessivas posturas, em especial quando perturbada antes de totalmente ingurgitada (cheia de sangue). Este fato resulta na variação de hospedeiros, com disseminação do vírus a vários deles.

A oviposição se dá mais frequentemente no fim da tarde. A fêmea grávida é atraída por recipientes escuros ou sombreados, com superfície áspera, nas quais deposita os ovos. Prefere água limpa e cristalina ao invés de água suja ou poluída por matéria orgânica.
A fêmea distribui cada postura em vários recipientes.

É pequena a capacidade de dispersão do Aedes aegypti pelo vôo, quando comparada com a de outras espécies. Não é raro que a fêmea passe toda sua vida nas proximidades do local de onde eclodiu, desde que haja hospedeiros. Poucas vezes a dispersão pelo vôo excede os 100 metros. Entretanto, já foi demonstrado que uma fêmea grávida pode voar até 3Km em busca de local adequado para a oviposição, quando não há recipientes apropriados nas proximidades.

A dispersão do Aedes aegypti a grandes distâncias se dá, geralmente, como resultado do transporte dos ovos e larvas em recipientes.

Quando não estão em acasalamento, procurando fontes de alimentação ou em dispersão, os mosquitos buscam locais escuros e quietos para repousar.

A domesticidade do Aedes aegypti é ressaltada pelo fato de que ambos os sexos são encontrados em proporções semelhantes dentro das casas (endofilia).

O Aedes aegypti quando em repouso é encontrado nas habitações, nos quartos de dormir, nos banheiros e na cozinha e, só ocasionalmente, no peridomicílio. As superfícies preferidas para o repouso são as paredes, mobília, peças de roupas penduradas e mosquiteiros.

Quando o Aedes aegypti está infectado pelo vírus do dengue ou da febre amarela, pode haver transmissão transovariana destes, de maneira que, em variável percentual, as fêmeas filhas de um espécime portador nascem já infectadas (OPAS/OMS).

Os adultos de Aedes aegypti podem permanecer vivos em laboratório durante meses, mas, na natureza, vivem em média de 30 a 35 dias. Com uma mortalidade diária de 10%, a metade dos mosquitos morre durante a primeira semana de vida e 95% durante o primeiro mês.

o aedes na forma adulta
 

a fêmea vista lateralmente
 

posição das larvas respirando na superfície da água
 

a posição do macho na parede
 

 

 

Fonte: FUNASA. Dengue. Instruções para Pessoal de Combate ao Vetor. Manual de Normas Ténicas. Brasilia, abril/2001.

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Existem quatro sorotipos do vírus da dengue conhecidos por cientistas. Aqui no Brasil, o tipo 4 tem feito mais vítimas, pois a taxa de pessoas imunes a ele ainda é pequena, por ser novidade. Há registros de que o tipo 5 do vírus da dengue já foi identificado em alguns locais, mas nenhum trabalho científico ainda foi publicado sobre isso.
Se engana quem pensa que apenas esvaziar recipientes com água já elimina qualquer chance de existência de criadouros do mosquito. As larvas do Aedes aegypti conseguem sobreviver por até três meses sem contato com a água. Portanto, além de esvaziar, é preciso limpar os recipientes. De preferência com uma bucha, água e sabão. Dessa forma, você elimina os ovos que se prendem nas superfícies dos recipientes.
Apesar de conseguir picar outros animais, o Aedes aegypti só transmite o vírus da dengue para humanos. Por isso, não se preocupe: seu cachorro não vai ter dengue se for picado pelo Aedes. O seu gato também não.

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Qual a origem do mosquito Aedes aegypti?
O A. aegypti é originário do Egito. A dispersão pelo mundo ocorreu da África: primeiro da costa leste do continente para as Américas, depois da costa oeste para a Ásia.Por que o nome A. aegypti?
O vetor foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, quando foi denominado Culex aegypti. Culex significa “mosquito” e aegypti, egípcio, portanto: mosquito egípcio. O gênero Aedes só foi descrito em 1818. Logo verificou- se que a espécie aegypti,  descrita anos antes, apresenta características morfológicas e biológicas semelhantes às de espécies do gênero Aedes – e não às do já conhecido gênero Culex. Então, foi estabelecido o nome Aedes aegypti.Quantas pessoas um mosquito é capaz de infectar?
Os mosquitos fêmea sugam sangue para produzir ovos. Se o mosquito da dengue estiver infectivo, poderá transmitir o vírus da dengue neste processo. Em geral, mosquitos sugam uma só pessoa a cada lote de ovos que produzem. O mosquito da dengue tem uma peculiaridade que se chama “discordância gonotrófica”, que significa que é capaz de picar mais de uma pessoa para um mesmo lote de ovos que produz. Há relato de que um só mosquito da dengue infectivo transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia.
É verdade que o mosquito
A. aegypti já foi erradicado e depois reintroduzido no Brasil?Por que só a fêmea pica?
A fêmea precisa de sangue para a produção de ovos. Tanto o macho quanto a fêmea se alimentam de substâncias que contêm açúcar (néctar, seiva, entre outros), mas como o macho não produz ovos, não necessita de sangue. Embora possam ocasionalmente se alimentar com sangue antes da cópula, as fêmeas intensificam a voracidade pela hematofagia após a fecundação, quando precisam ingerir sangue para realizar o desenvolvimento completo dos ovos e maturação nos ovários. Normalmente, três dias após a ingestão de sangue as fêmeas já estão aptas para a postura, passando então a procurar local para desovar.No início do século 20, a identificação do A. aegypti como transmissor da febre amarela urbana impulsionou a execução de rígidas medidas de controle que levaram, em 1955, à erradicação do mosquito no país. Em 1958, o país foi considerado livre do vetor pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, a erradicação não recobriu a totalidade do continente americano e o vetor permaneceu em áreas como Venezuela, sul dos Estados Unidos, Guianas e Suriname, além de toda a extensão insular que engloba Caribe e Cuba.A hipótese mais provável para explicar a re-introdução do mosquito no Brasil é a chamada dispersão passiva dos vetores, através de deslocamentos humanos marítimos ou terrestres – dinâmica facilitada pela grande resistência do ovo do vetor ao ressecamento. No Brasil, o relaxamento das medidas de controle após a erradicação do A. aegypti permitiu sua reintrodução no país no final da década de 1960. Hoje o mosquito é encontrado em todos os Estados brasileiros.Como o A. aegypti chegou ao Brasil? Há registro histórico de dengue no passado?
As teorias mais aceitas indicam que o A. aegypti tenha se disseminado da África para o continente americano por embarcações que aportaram no Brasil para o tráfico de escravos. Há registro da ocorrência da doença em Curitiba (PR) no final do século 19 e em Niterói (RJ) no início do século 20.A dengue ocorre só no Brasil?
Não. Há registro da doença em diversos países das Américas, bem como na África, Ásia, Austrália  e Polinésia Pacífica.

*Todos os conteúdos foram revisados por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

 

Jornais, programas de rádio e de televisão não param de noticiar um tema: a dengue. E é importante que façam isso pois é um assunto com o qual realmente devemos nos preocupar. Nos últimos anos, a doença tem aparecido em diversas regiões do país, chegando a gerar epidemias em alguns estados. Isto quer dizer que muitas pessoas estão adoecendo rapidamente.

E você, conhece alguém que já teve dengue? Sabe o que sente quem está com a doença? Afinal, você sabe mesmo o que é a dengue?

A dengue é causada por um vírus transmitido pelo mosquitoAedes aegypti. É um inseto pequeno, com aparência inofensiva, preto e com riscas brancas no corpo e nas pernas.

Embora a dengue seja uma única doença, a dengue clássica pode se agravar e transformar em dengue hemorrágica. Quando infectada, a pessoa pode ter febres, dores no corpo e na cabeça, vômitos e, no caso da dengue hemorrágica, sangramentos. Quando não tratada de forma correta, a dengue pode causar até a morte.

Vírus da dengue (2)

Vírus da dengue (2)

Como pego dengue?

Qualquer pessoa pode contrair dengue. O mosquito transmissor da doença é comum em locais de grande concentração humana.  Na verdade, somente a fêmea do mosquito se alimenta de sangue e transmite o vírus através da picada. Ela precisa de sangue para a produção de seus ovos.

Existem quatro tipos de vírus: Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4. Todos eles podem causar dengue.

Normalmente o mosquito precisa picar alguém para adquirir o vírus. Entretanto, algumas vezes, as fêmeas também transmitem o vírus para suas crias. Uma vez infectada pelo vírus, a fêmea transmite a dengue até morrer. Durante sua vida, que dura em torno de trinta dias, ela coloca mais de mil ovos e pode picar e infectar muitas pessoas.

Como a dor pela picada do Aedes aegypti pode passar despercebida e ela não deixa marcas na pele, muitas vezes é difícil perceber o ataque do mosquito, única forma de transmissão da dengue. Não se pega dengue pelo contato com pessoas infectadas ou por fontes como água e comida.

O exantema desaparece sob pressão (3)

O exantema desaparece sob pressão (3)

Como sei que estou com dengue?

Os primeiros sintomas da dengue são: febre súbita e alta, dores de cabeça, musculares, nos ossos e articulações, manchas vermelhas na pele, cansaço, vômitos, náuseas, falta de apetite, diarreia e dores atrás dos olhos.

Quando a dengue se agrava para a forma hemorrágica podem aparecer novos sintomas: fortes dores na região do abdomên, vômitos intensos, pele pálida, fria e úmida, sangramentos na boca, na gengiva ou no nariz, pulso fraco, dificuldade de respiração, sensação de boca seca, muita sede e perda de consciência.

E como faço para tratar?

Se você contrair dengue ou tiver a suspeita de estar doente, procure o médico imediatamente. Não tome remédios por conta própria, pois existem medicamentos que podem ter efeitos colaterais ou ainda piorar a doença. Fórmulas que contém o ácido acetil-salicílico, como AAS®, Aspirina® e Melhoral®, por exemplo, podem aumentar o risco de sangramentos.

Dengue hemorrágica(4)

Dengue hemorrágica(4)

Não há um tramento específico para os doentes com dengue. Os primeiros sintomas como febres, dores de cabeça e no corpo, devem ser tratados com remédios prescritos pelos médicos. Além disso, é importante que o doente fique em repouso e beba bastante líquido.

No caso de pacientes com dengue hemorrágica, os cuidados devem ser redobrados. O tratamento também deve ser baseado na reidratação, mas é necessária uma observação médica mais rigorosa. Isto porque a diminuição do número de plaquetas pode facilitar a perda de líquido da circulação sanguínea para o corpo, fazendo com que ocorram quedas de pressão arterial que podem levar o paciente à morte.

O que posso fazer para evitar a dengue?

Não existe vacina contra a dengue. Os carros chamados “fumacês”, que passam pelas ruas espalhando inseticidas, não são indicados. Eles apenas matam os mosquitos adultos e na verdade, dificilmente conseguem atingi-los. Outros métodos, como inseticidas de tomada, em aerosol ou raquetes elétricas também prometem acabar com o transmissor da doença. Mas nenhum deles consegue ser eficiente o bastante. Eliminar os numerosos mosquitos é uma tarefa muito difícil.

Ovos do A. aegypti. Photo: CDC

Ovos do A. aegypti. Photo: CDC

Por isso, a melhor forma de combater a dengue é eliminando os criadouros dos mosquitos, locais onde eles colocam os ovos e se reproduzem. O Aedes aegypti não deixa seus ovos em qualquer lugar: a fêmea deposita os ovos em partes úmidas de vários recipientes que acumulam água limpa. Quando entram em contato com a água os ovos eclodem e originam as larvas.

Você imagina onde podem estar esses recipientes? Acredite, eles estão muito próximos de você…

O mosquito transmissor da dengue vive dentro mesmo de nossos lares, escondido sob cadeiras, mesas, armários, etc. Dessa forma, os locais que eles utilizam para colocarem seus ovos também fazem parte de nossas casas: são caixas d’água, barris, pratinhos de vasos de plantas, potes, tanques, jarros de flores, latas, pneus, calhas de telhados… Tudo muito perto da gente. É por isso que todos podemos ajudar a combater o mosquito.

Veja como, com dicas fáceis de seguir:

Foto: Portal Governo/DF.

Foto: Portal Governo/DF.

# Mantenha a caixa d’água fechada;

# Se não puder eliminar, coloque e mantenha sempre com areia os pratinhos dos vasos de plantas ou xaxins;

# Lave com bucha e sabão tonéis ou depósitos de água, fechando com tampa ou tela;

# Deixe a tampa de vasos sanitários sempre fechada;

# Guarde garrafas e baldes vazios de cabeça para baixo;

# Entregue pneus velhos ao Serviço de Limpeza Urbana ou guarde em locais cobertos;

# Feche bem sacos plásticos e mantenha a lixeira tampada;

#Verifique semanalmente bandejas que acumulam água em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado;

# Não deixe acumular água em fosso de elevadores;

# Plantas que acumulam água, como bromélias, devem ser verificadas pelo menos uma vez por semana e devem ter a água trocada;

# Jogue todos os objetos que não tenham utilidade e possam acumular água no lixo;

# Verifique se todos os ralos da casa estão desinfetados e, se não estiver usando, deixe-os fechados;

# Lave bem o suporte de garrafões de água mineral na hora da troca;

# Se você protege seu muro com cacos de vidro, coloque sempre areia nos que podem acumular água;

# Lave a vasilha de seus animais pelo menos uma vez por semana, com bucha, sabão e água corrente.

Photo:Carol Garcia.Gov.BA

Photo:Carol Garcia.Gov.BA

Mudar nosso comportamento é a principal forma de evitar a dengue. Você quer combater essa doença? Agora você já sabe como. Faça sua parte e espalhe essas dicas para seus familiares, amigos e vizinhos.

E se existir algum local onde você e seus amigos não possam ir para combater o Aedes aegypti, mas que possa ser criadouro do mosquito, denuncie!

Você pode fazer isso ligando para o Tele-Dengue (21 – 2575-0007) ou para o Rio Contra a Dengue (0800-6000424).

 Imagens

(1)Foto: Genilton Vieira/IOC/Fiocruz

(2)Foto: Sanofi Pasteur (Electron Microscopy).

(3)Foto: Kleber Luz/Portal Saúde

(4)Foto: Kleber Luz/Portal Saúde

Consultoria/Revisão Técnica: Anthony Érico Guimarães (Chefe do Laboratório de Diptera – Entomologia/Fiocruz)

Leia também: Verdades e mentiras sobre a dengue
A dengue no Brasil.

A dengue é hoje, uma das doenças mais freqüentes no Brasil, atingindo a população em todos os estados, independente da classe social.

Como se pega Dengue?

Saiba mais sobre o mosquito Aedes Aegypti.

Este é o mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Ele é originário da África e também é responsável pela dengue hemorrágica (febre hemorrágica) e pela febre amarela.

O Aedes Aegypti é escuro e rajado de branco nas pernas e no corpo.
Depois de adulto, o mosquito Aedes Aegypti , vive em média de 30 a 35 dias.

A fêmea do Aedes Aegypti põe ovos de 4 a 6 vezes durante sua vida. Ela coloca cerca de 100 ovos de cada vez, em locais com água limpa e parada.
Atenção: os ovos de Aedes Aegypti podem sobreviver até 450 dias
(ou seja, aproximadamente 1 ano e 2 meses), mesmo que o local onde ele foi depositado fique seco. Se este local receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva e depois em pupa, atingindo a fase adulta dentro de 2 a 3 dias.

O Aedes Aegypti costuma picar as pessoas durante o dia. Nas habitações, é encontrado normalmente em paredes, móveis, peças de roupas penduradas e mosquiteiros.

Ao contrário do que muitos pensam, a dengue é uma doença perigosa e pode levar à morte, se não forem tomados cuidados necessários e imediatos.

Agora você vai ficar sabendo um pouco mais como acontece essa transmissão:

O mosquito é um vetor, isto é: um hospedeiro que apenas transporta o vírus da dengue. Quando o mosquito portador do vírus pica uma pessoa sadia, este vírus entra no sangue dessa pessoa.

Depois de algum tempo, que varia de 3 a 15 dias, a doença começa a se manifestar.

Quem contamina o homem é o mosquito fêmea, pois o macho apenas se alimenta de seiva de plantas. A fêmea precisa de uma substância do sangue (a albumina) para completar o processo de amadu-recimento de seus ovos.

Vale lembrar que o mosquito apenas transmite a doença.

O vírus que causa a dengue possui quatro tipos diferentes, classificados
como DEN 1, DEN 2, DEN 3, DEN 4.

A pessoa que pega a doença adquire um destes tipos.

Se essa pessoa contrair a doença outras vezes, aumentam as chances de desenvolver dengue hemorrágica.

Não há transmissão de dengue pelo contato direto de uma pessoa doente para outra sadia, seja por alimentos, pela água ou por quaisquer objetos.

Por que os casos de dengue aumentam no verão?

Porque o verão faz mais calor e chove muito, aumentando os locais com água parada, os quais podem se tornar criadouros do mosquito da dengue.

Se nestes locais que se enchem de água já existirem ovos do Aedes Aegypti, estes ovos ficam novamente ativos, evoluindo para o estágio de larvas, que se transformarão em mosquitos.

Atenção: A reprodução do mosquito não pára. Por isso, é preciso ficar alerta com a dengue também em outras estações do ano.

Dengue – quando suspeitar ?

O primeiro sintoma da dengue
é febre alta (39° a 40° C).

Existem dois tipos de Dengue:

1. Dengue Clássica
2. Dengue Hemorrágica

1. Dengue Clássica

dor de cabeça, no fundo dos olhos e nas juntas; fraqueza;

náuseas, vômitos; manchas vermelhas na pele.

Importante: Nem sempre estes sintomas aparecem ao mesmo tempo. Se você encontrar na comunidade pessoas com dois ou mais sintomas de dengue, procure a unidade de saúde mais próxima de sua residência. Os primeiros sinais de dengue podem surgir de 3 a 15 dias após a picada do mosquito.

2. Dengue Hemorrágica

No início, os sintomas são iguais aos da dengue clássica, podendo existir ainda:

sangramento de gengivas e narinas;

fezes escuras, o que indica a presença de sangue nas fezes;

pontos ou manchas vermelhas ou roxas na pela – petéquias;

dor abdominal intensa e contínua (dor de barriga);

vômitos freqüentes e tonteira;

diminuição da diurese (urina);

dificuldade para respirar.

Como confirmar um caso de dengue?

Durante o atendimento, o (a) médico (a) faz o levantamento da história epidemiológica do paciente, isto é, onde reside, se já esteve em local onde está ocorrendo ou já aconteceram casos da doença, se já teve dengue e quantas vezes. Depois, observa os sinais e sintomas da doença.

A confirmação da doença é realizada através do exame do sangue da pessoa doente – que é solicitado por um profissional de saúde.

Como é o tratamento?

Normalmente a dengue dura de 5 a 7 dias. Quem está com dengue deve ficar em repouso e beber muito líquido.
Não há um tratamento específico para atacar diretamente a doença. As medicações utilizadas são analgésicos e antitérmicos, que controlam os sin-tomas como a dor e a febre.

Atenção! A pessoa doente não pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, uma vez que esta substância aumenta o risco de hemorragia. Os medicamentos recomendados deverão ser sempre prescritos pelo (a) médico (a). É importante encaminhar os casos suspeitos para a unidade de saúde mais próxima.

Dengue – é fácil prevenir!

O controle da dengue exige sem dúvida, um esforço das autoridades de saúde. Mas também é preciso envolver outros set ores da adminis-tração de um município, a exemplo da Limpeza Urba-na, Saneamento, Educação, Turismo, entre outros.

É importante lembrar que para se reproduzir, o mosquito Aedes Aegypti se utiliza de todo tipo de recipientes que as pessoas costumam usar nas atividades do dia-a-dia, garrafas e embalagens des-cartáveis latas, pneus, entre outros. Este recipientes costumam se juntar a céu aberto, nos quintais das casas, em terrenos baldios e mesmo em lixões.

Para prevenir e controlar a dengue, a melhor maneira é impedir que o mosquito se prolifere, inter-rompendo seu ciclo de reprodução, ou seja, impedindo que os ovos sejam depositados em locais com água limpa e parada.

CUIDADOS DENTRO DE CASA

não deixar acumular água em pratos de vasos e xaxins. Ao lavá-los passar pano, esponja ou bucha para eliminar completamente os ovos do mosquito;

lavar os bebedouros da aves e animais com uma escova, esponja ou bucha e trocar a água pelo menos uma vez por semana.

CUIDADOS FORA DE CASA

limpar as calhas e a laje das casas, se tiver piscina, lembrar de que a água deve estar sempre tratada;
manter as caixas de água, poços, latões e filtros bem fechados;
guardar garrafas vazias de boca para baixo;
eliminar a água acumulada em plantas;
guardar pneus em locais onde não sejam alcançados pela água das chuvas;
verificar nos terrenos baldios se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto que possa acumular água;
identificar na vizinhança a existência de casas desocupadas e localizar os donos para verificar se existem criadouros do Aedes Aegypti.

CUIDADOS COM O LIXO

manter o lixo tampado e seco;

tampar garrafas plásticas descartáveis, antes de jogá-las no lixo;

separar copos descartáveis, tampinhas de garrafas, latas, embalagens plásticas, enfim, tudo o que acumule água;

colocar em saco plástico, fechar bem e jogar no lixo.

Estas medidas contribuem para evitar a reprodução do mosquito da dengue e para tornar os ambientes mais saudáveis.

Lembre-se : a acomodação e o destino do lixo é um problema que hoje atinge toda a população, tanto nas áreas urbanas quanto rurais.

Ao orientar os moradores para selecionar os recipientes e guardá-los de forma adequada, você vai estar contribuindo para evitar que sejam jogados em rios ou deixados a céu aberto, trazendo outros problemas para a comunidade (como focos de ratos e outros animais, entupimento de bueiros, entre outros).