Socorro Anti- veneno animais : cobras, aranhas, escorpião

 

CENTRO DE INFORMAÇÃO ANTI-VENENO ( SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS, OU PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS)

PLANTÃO 24 HORAS, COM INFORMAÇÕES  PARA TODO BRASIL 08002844343

HISTÓRICO

As primeiras entidades ligadas às intoxicações exógenas surgiram na Europa em 1949, nos Estados Unidos em 1953 e na Argentina em 1970. No Brasil, o primeiro Centro foi implantado em 1971 pela Prefeitura de São Paulo. Em 1976, foi criado o Centro de Informações Toxicológicas em Porto Alegre – RS, que originou o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SNITF.
O Centro de Informações Antiveneno – CIAVE foi inaugurado em agosto de 1980 pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia – SESAB, sendo o 2º implantado pelo SNITF, dos 34 centros atualmente existentes no país. Único na Bahia, é o Centro de Referência Estadual em Toxicologia.

Está ligado à SESAB através da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde – SUVISA, ao Ministério da Saúde através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e ao Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SINITOX/FIOCRUZ como integrante da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica – RENACIAT.

O CIAVE obedece a todos os critérios de funcionamento preconizados pela Organização Mundial de Saúde – OMS e pela ANVISA, sendo considerado Centro de Excelência em Toxicologia no Brasil. No ano de 2006 completou 26 anos de atividades ininterruptas e de serviços prestados à população. Anualmente tem atendido cerca de 7.500 intoxicações e registrado 14.000 notificações de acidentes por animais peçonhentos, ocorridos em todos os municípios do Estado. Já realizou 26 cursos de Toxicologia Básica, capacitando cerca de 3.100 alunos, entre estudantes e profissionais. Treinou e capacitou, através de estágio com duração de 1 ano, cerca de 800 estudantes das áreas de medicina, veterinária, farmácia, biologia e psicologia, oriundos de diversas faculdades do Estado.

Nos seus projetos de descentralização de atividades e de capacitação, já treinou 2.140 emergencistas e cerca de 5.650 agentes comunitários de saúde, de 265 municípios da Bahia. Elaborou e distribuiu entre profissionais de saúde e educação, estudantes e à população em geral, mais de 123.012 unidades de material informativo como cartazes, cartilhas, folhetos, apostilas, manuais, etc com informações sobre os principais grupos de agentes tóxicos.

O CIAVE tem participado de diversas ações conjuntas com outros órgãos, públicos e privados, buscando identificar, investigar e prevenir os riscos tóxicos em todos os níveis, visando o controle destes riscos nas comunidades, sendo sua principal missão – A TOXICOVIGILÂNCIA.

JARDIM DE PLANTAS TÓXICAS

Ao completar 20 anos de funcionamento (2000), o CIAVE – Bahia inaugurou em sua área externa o jardim de plantas tóxicas. A criação do jardim está de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde através do Projeto de Plantas Tóxicas, coordenado pela FIOCRUZ. No jardim, são cultivados espécies tóxicas mais comuns em nosso Estado.
A finalidade do jardim é auxiliar na capacitação de pessoal, apoio diagnóstico e terapêutico, e adoção de medidas de prevenção e controle junto às escolas, serviços médicos e a comunidade em geral.

O jardim foi construído  na área externa do CIAVE – Bahia em Fevereiro de 2000, mede 8,50 X 4,50 metros, e está protegido por tela metálica, fechada com cadeados, possui ( 06 ) seis canteiros de 2,75 X 1,70 metros, e contém as dez espécies mais freqüentes nos envenenamento no Estado da Bahia, devidamente identificadas pelos nomes científico e popular, e pelas suas principais características tóxicas. São elas:

Nome popular: Chapéu de Napoleão.
Nome científico: Thevetia nerifolia Jussieu

Nome popular: Espirradeira.
Nome científico: Nerium oleander L.

Nome popular: Mandioca Brava.
Nome científico: Manihot utilíssima Pohl

Nome popular: Zabumba/Saia Branca.
Nome científico: Datura suaveolens

Nome popular: Graveto-do-Cão.
Nome científico: Euphorbia tirucali.

Nome popular: Coroa-de-Cristo.
Nome científico:
Euphorbia milii L.

Nome popular: Mamona.
Nome científico: Ricinus communis L.

Nome popular: Pinhão Roxo.
Nome científico: Jatropha curcas L.

Nome popular: Cocó.
Nome científico: Colocasia antiquorum Schott

Nome popular: Comigo-Ninguem-Pode.
Nome científico: Dieffenbachia picta Schott

Plantas tóxicas são aquelas que possuem substâncias que por suas propriedades naturais, físicas, químicas ou físico-químicas, alteram o conjunto funcional-orgânico em vista de sua incompatibilidade vital, conduzindo o organismo vivo a reações biológicas diversas.
O grau de toxidade depende da dosagem e do indivíduo. Felizmente, a maioria das plantas consideradas nocivas possui um paladar desagradável, desencorajando as pessoas a ingerir tais vegetais (o mesmo não se aplica às crianças, e animais de estimação).

A grande maioria das plantas de jardim com princípios tóxicos provoca reações na pele e mucosas (principalmente aquelas que secretam ” leite” ou “látex”), as outras, produzem distúrbios nos aparelhos cardiovascular e gastrintestinal.
A primeira medida de segurança contra a intoxicação por vegetais tóxicos é evitar o seu cultivo em locais freqüentados por crianças, como playgrounds, jardins caseiros e em vasos no interior das residências. Uma vez constatado que houve intoxicação, a vítima dever ser levada imediatamente ao serviço de emergência mais próximo,levando uma amostra da planta e ligar para o CIAVE 08002844343.

ATIVIDADES

  • Normatização, regulação e controle de atividades ligadas à Toxicologia em todo o Estado da Bahia.
  • Orientação toxicológica para prevenção, diagnóstico e tratamento de intoxicações exógenas, para serviços de saúde públicos e privados, assim como à população em geral, em plantão permanente 24 horas.
  • Atendimento Médico de Urgência e acompanhamento de pacientes intoxicados.
  • Orientação toxicológica para prevenção, diagnóstico e tratamento de intoxicações exógenas em pacientes veterinários.
  • Identificação, investigação e prevenção dos riscos tóxicos em todos os níveis, visando o controle destes riscos nas comunidades, através dos Programas de Toxicovigilância.
  • Divulgação dos riscos e medidas preventivas de intoxicação através da elaboração e distribuição de folhetos, cartazes, cartilhas, etc.
  • Descentralização e apoio à rede estadual de saúde nas atividades toxicológicas.
  • Capacitação de Recursos Humanos em Toxicologia para profissionais, estudantes e demais agentes de saúde em todo o Estado.
  • Consultas e acompanhamento psicológico de pacientes com distúrbios de conduta, especialmente tentativas de suicídio.
  • Realização de análises toxicológicas de urgência em pacientes atendidos pelo CIAVE e pela rede pública de saúde.
  • Manutenção de banco de antídotos específicos e utilização em pacientes intoxicados atendidos pelo CIAVE e outras unidades de saúde pública do Estado da Bahia.
  • Coordenação do Programa Nacional de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos no Estado da Bahia e distribuição de soros para as Diretorias Regionais de Saúde.
  • Identificação biológica de plantas e animais para auxílio diagnóstico e terapêutico e orientação à população. Manutenção do Laboratório de Animais Peçonhentos e Jardim de Plantas Tóxicas.

PROJETO DE DESCENTRALIZAÇÃO

O CIAVE no período de 2003 a 2006 realizou 21 cursos de capacitação, dando apoio toxicológico a 265 municípios e treinando um total de 2.140 médicos e enfermeiros emergencistas e 5.652 agentes comunitários de saúde, com o objetivo de capacitar profissionais para o atendimento das urgências toxicológicas nas suas unidades de origem.
Foram distribuídos ainda neste período, 123.012 unidades de material didático produzido pelo CIAVE. No primeiro semestre de 2006 foram treinados pelo CIAVE 519 médicos e enfermeiros emergencistas e 945 agentes comunitários de saúde, através dos cursos de capacitação.
Foi observada a diminuição no registro de pacientes atendidos presencialmente no HGRS e de consultas telefônicas, o que atribuímos aos resultados positivos obtidos na capacitação de médicos e enfermeiros emergencistas os municípios. Este fato contribuiu para a diminuição das consultas de acompanhamento psicológico e análises toxicológicas de urgência realizadas pelo CIAVE. A melhor qualidade de notificação dos acidentes por animais peçonhentos pelo SINAN e conseqüente melhor avaliação das necessidades toxicológicas dos municípios, propiciou o equacionamento e racionalização mais precisa da distribuição dos soros antipeçonhentos e antídotos.
A demanda crescente de solicitação de assessorias, cursos e palestras assim como a divulgação pela mídia tem concorrido para esclarecimento da população quanto as medidas preventivas e de auxilio aos serviços médicos no diagnóstico e tratamento das intoxicações. A adoção continua de ações de tóxicovigilância tem contribuído para a prevenção e solução dos acidentes toxicológicos.

VETERINÁRIA

A integração do setor de Veterinária na equipe de profissionais do CIAVE, permitiu conhecer o universo dos envenenamentos relacionados com os animais domésticos no Estado da Bahia, o que possibilitou a realização de estudos epidemiológicos das intoxicações em pacientes veterinários atendidos pelo Centro, e ações preventivas e terapêuticas com o objetivo de controlar as intoxicações em animais domésticos de pequeno, médio e grande porte, como também nos animais silvestres.Alguns trabalhos publicados:

PLANTÃO DE ATENDIMENTO TELEFÔNICO

Uma das funções primordiais do CIAVE é o fornecimento de informações e orientações toxicológicas aos profissionais de saúde de entidades públicas e privadas e à comunidade em geral que acessam ao telefone 08002844343. A informação toxicológica é dada 24 horas por dia, durante todo o ano, inclusive feriados e finais de semana. As fontes utilizadas para orientação são: fichas toxicológicas, Poisindex, monografias dos produtos e medicamentos, internet, biblioteca do CIAVE.
As informações são colhidas e registradas em ficha própria e informatizada, o que permite o registro para acompanhamento dos casos até a conclusão e posterior levantamento estatístico. No plantão há a participação de todos os estagiários do serviço (Medicina, Biologia, Psicologia, Farmácia e Veterinária), que são supervisionados pelos Médicos plantonistas e profissionais do CIAVE.

ATENDIMENTO PRESENCIAL A PACIENTES INTOXICADOS

É realizado nas diversas unidades do Hospital Geral Roberto Santos, predominantemente nas unidades de Emergência Clinica, Pediátrica e de Tratamento Intensivo.

A orientação terapêutica e a utilização de medicamentos específicos e Soros anti-peçonhentos, alem do acompanhamento aos pacientes, são praticas do plantão de emergência.

O CIAVE-Bahia realiza anualmente um curso de toxicologia básica, visando capacitar e selecionar estudantes de diversas áreas para estágio no serviço. As inscrições são abertas normalmente no inicio do segundo semestre do ano. Participam do curso estudantes de Medicina (7º e 8º semestres), Biologia (5º e 6º semestres), Psicologia (após a disciplina Psicopatologia), Farmácia (após a disciplina Toxicologia), e Medicina Veterinária (após a disciplina Toxicologia).
O Curso de Toxicologia é realizado com aulas expositivas, discussões e debates, abordando as principais questões da toxicologia, tais como as intoxicações por produtos agrotóxicos, domissanitários e raticidas, diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos, condutas de urgência nas intoxicações exógenas e drogas de abuso. Após o curso, é realizado um teste de avaliação e os candidatos selecionados participam de um curso teórico-prático no CIAVE. O estágio remunerado começa após seleção e tem a duração de um ano.
Desde a sua fundação, o Centro já capacitou mais de 800 estudantes para estágio.

BIOLOGIA

O setor de biologia integra a equipe multidisciplinar do CIAVE – Bahia .No setor são realizadas as identificações biológicas dos animais e plantas, referentes aos acidentes atendidos pelo CIAVE, contribuindo desta forma para o tratamento específico precoce e evitando possíveis complicações.

Os coordenadores  supervisionam e dão suporte técnico-pedagógico a estagiários e estudantes de Biologia, além da manutenção do Jardim de Plantas Tóxicas do CIAVE. São orientados ainda, estudantes de varias áreas, profissionais e a comunidade em geral após visita agendada no setor.  Os técnicos participam de diversos eventos, como feiras de saúde, onde realizam atividades informativas relacionadas às intoxicações exógenas, com demonstração do kit didático de animais peçonhentos contendo exemplares conservados em álcool e distribuição de folders e cartazes educativos.

OBS: As informações aqui contidas foram retiradas do site da Secretaria de Saúde da Bahia. Estamos divulgando pela importância extraordinária do trabalho realizado, e por ser um serviço de utilidade pública.

Fonte: http://www.saude.ba.gov.br/ciave

Jorge Roriz – Jornalismo a serviço das informações para o bem da sociedade.